Boogerman – a Pick and Flick Adventure (SNES / Mega Drive)

terça-feira, 17 de março de 2009 Postado por Tristan.ccm

Gênero: Plataforma


Fabricante: Interplay


Lançamento: 1994


Jogadores: 1 player


Imagine se, um dia, o ogro Shrek resolvesse dar uma de super-herói. Talvez o resultado tivesse sido o protagonista desse game, provavelmente o mais nojento herói que um jogo já teve. O herói usa como munição melecas que tira do nariz para atirar nos inimigos, além de usar como ataque especial o "arroto atômico", e consegue até voar, graças aos poderosos peidos que solta!

Porém, esse herói porcalhão está na missão certa: seu verdadeiro nome é Snotty Ragsdale, um milionário excêntrico que se infiltra na mansão do Professor Stinkbaum para investiga-lo. O professor criou uma máquina para enviar toda a poluição do mundo para a Dimensão X-Crement, na tentativa de limpar nosso mundo (tá vendo só, esse lance de consciência ecológica não é de hoje!). Snotty, disfarçado de faxineiro, está limpando a máquina quando, graças ao pó, dá um violento espirro em cima dela e a quebra. Nesse momento, um misterioso braço surge e puxa a fonte de energia da máquina para dentro. Vendo aquilo, Snotty não tem dúvidas: corre para uma cabine telefônica, coloca seu uniforme e entra na máquina para reaver a fonte de energia e consertar a máquina.

Em sua jornada pela dimensão X-Crement, Boogerman pode coletar diversos itens, como o leite (troca as melecas por cuspe, mais potente), a gosma verde (recarrega sua "arma de melecas") e as latas de refri (recarregam o arroto). Além dessas armas, ele pode pular na cabeça dos inimigos, no melhor estilo Mario. Uma coisa interessante no jogo é a forma de ver os danos de seu personagem, pois a tradicional barra de energia foi substituída pela cor da capa: se estiver brilhando, sua energia é igual a 3; se estiver vermelha, 2; e se estiver amarela, um. Uma boa idéia, pena que só vi esse tipo de coisa nesse jogo.

Apesar do jogo ser multiplataforma, não é fácil escolher a melhor versão: a do Mega tem gráficos maravilhosos, mas o som é esquisito, baixinho. No SNES, exatamente o contrário: ótimos sons com gráficos um pouco mais zoados. No mais, é o mesmo game nos dois consoles, mesmo o SNES tendo três botões a mais no joystick a jogabilidade é a mesma. Nas duas versões, os inimigos não dão muito trabalho e é quase impossível cair num abismo. Porém, os chefes são de uma dificuldade absurda! Eu mesmo não passei do primeiro (por sinal tão maluco como o resto do game, visto que está armado com uma galinha-bumerangue!). Pra completar, Boogerman têm apenas três vidas, e não é nada fácil achar os rostos que te dão vida extra.

Creio que esse jogo vai dividir opiniões: uns irão adorar sua dificuldade, seu alto grau de exploração e sua jogabilidade perfeita; outros vão achar ridículo controlar um herói movido a ranho, que quando deixado parado começa a comer as melecas do próprio nariz. A dica aqui é relaxar: o jogo vai te divertir muito se você deixar de lado a nojeira do herói. Mesmo os de estômago fraco deverão apreciá-lo, pois a escatologia do jogo está bem longe dos rios de dejetos de Conker's Bad Fur Day ou das aulas de anatomia explícita da série Resident Evil.




NOTA FINAL: 9,8
NOJENTO? BOOGERMAN É, E MUITO. DIVERTIDO? MAIS AINDA!




Plataforma: ,


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