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Spider-Man and Venom: Maximum Carnage (Mega Drive / Super Nintendo)

sábado, 25 de fevereiro de 2023 Postado por P.A.

 Gênero: Beat 'Em-Up

 

Fabricante: LJN

 

Lançamento: 1994


Jogadores: 1 player


Recentemente resolvi assistir o segundo filme do Venom. O primeiro filme tinha sido "OK" pra mim, então fui sem grandes expectativas até porque já tinha visto algumas críticas negativas. E realmente eles conseguiram piorar... Poucos dias depois aumentei minha tortura ao assistir Morbius, e percebi que Venom 2 nem era tão ruim assim! Jared Leto, por favor pare de aceitar papéis em filmes de super-heróis, vai ser melhor pra todo mundo.

Passado esses sofrimentos nas películas, me deu vontade de jogar algum jogo que tivesse o Venom. Então eu pude perceber que só lembro de dois jogos onde o simbionte aparece. Esse da análise e sua sequência: Separation Anxiety. Ambos feitos pela LJN! A LJN era um subsidiária da Acclaim que era especializada em lançar jogos licenciados de heróis dos quadrinhos e de filmes famosos da época e ficou marcada por criar muitos jogos ruins. 

A história é contada com cenas retiradas diretamente dos quadrinhos!

O jogo é baseado no arco dos quadrinhos lançado em 1993 que também se chama Maximum Carnage (conhecido por aqui como Carnificina Total). Na história Cletus Kassady escapa da prisão Ravencroft após dominar o simbionte que o transforma em Carnificina. Ele se une a vários inimigos perigosos do Homem-Aranha simplesmente para tocar o terror em NY. Então o Homem-Aranha e Venom se unem numa improvável aliança para tentar deter Carnificina e sua gangue de vilões.

Alguns heróis também fazem parte desse arco: Gata Negra, Flama, Punho de Ferro, Deathlock, Capitão América, Morbius, Manto e Adaga. Pelo lado dos vilões além do Carnificina temos Agonia, Carniça, Duende Demoníaco além de uma versão bizarra do Homem-Aranha. 

Para encaixar todos esses personagens no jogo, a LJN decidiu colocar os heróis como "ataque especial": um ícone com o rosto de cada herói pode ser encontrado pelas fases e pode ser coletado pra ser usado quando o jogador quiser. Cada herói possui uma habilidade diferente pra te ajudar na batalha (o melhor de todos é o Manto, já que o poder dele atinge a tela toda). É legal notar que os heróis agem de formas diferentes dependendo do personagem que você estiver jogando. Por exemplo: se estiver com o Homem-Aranha e usar o poder do Morbius ele simplesmente aparece na tela voando e distrai os inimigos mas não ataca ninguém, pois ele não se dá bem com o cabeça de teia. Mas se você estiver usando o Venom e requisitar a ajuda do Morbius, ele aparece e senta a porrada em todo mundo! Pequenos detalhes mas que mostram a preocupação em dar profundidade ao jogo. Falando nisso, em alguns momentos durante as fases você pode escolher com qual personagem você quer jogar: Spider-Man é mais veloz e Venom causa mais dano. Além disso, após acertar uma sequência de golpes sem errar, sua barra de vida ficará piscando o que indica que você pode usar um golpe especial para dar cabo dos inimigos com um único hit: o Aranha usa um chute giratório enquanto Venom golpeará o chão com violência.

A jogabilidade é clássica do estilo de bater e andar. Um botão pra soco, um pra pulo e dois pra frente no direcional e o personagem pode correr. Além disso, um botão solta teia pra você se pendurar, mas sinceramente é bem inútil e você pouco irá utilizar. Ambos os personagens podem usar também a teia para puxar inimigos e golpeá-los, ou apenas lançar uma pequena teia que irá prender um inimigo por alguns segundos; ainda dá pra usar a teia para formar um escudo, mas este também é bem pouco utilizado. Um fator onde o jogo pecou é que ele não é coop, e eu sempre digo a vocês que beat 'em-ups tem que ter modo de dois jogadores, pois torna o jogo bem mais divertido (e muitas vezes mais fácil também).

Durante o jogo nós vamos enfrentar por diversas vezes os vilões em batalhas bem complicadas, pois eles quase sempre vem em duplas. O que me faz voltar no argumento do modo pra dois jogadores, que tornaria as lutas muito mais justas. Você vai ter que derrotar os vilões várias vezes ao longo do jogo, o que acaba tornado o jogo mais repetitivo e faz parecer que colocaram essas lutas apenas pra encher linguiça. Uma coisa curiosa e que não tem muita explicação é que em algumas dessas lutas existe um "macete" onde você pode usar o poder do Manto (aquele mencionado que atinge a tela inteira) e ao golpear os primeiros vilões a luta simplesmente acaba e você passa de fase, sem a necessidade de lutar contra os outros vilões que iriam aparecer. Não dá pra saber se isso é um bug do jogo ou se é algo intencional colocado lá pelos programadores como um macete pra facilitar sua vida, e se tratando da LJN, provavelmente deve ser a primeira opção!

Além de andar por aí socando todo mundo que aparece durante as fases, existem algumas poucas salas secretas escondidas. O quão escondidas? Digamos que elas realmente fazem jus ao termo SECRETAS! Simplesmente é impossível saber da existência dessas salas e de como acessá-las sem a ajuda de um detonado, por não ter nenhum sentido e nem pistas durante o jogo que possam indicar esses locais. Na segunda fase por exemplo, você tem que grudar na parede a cima de uma janela, pular e dar um chute e pronto, você é teletransportado para a sala secreta. Não tem nenhum caralho de sentido nisso e seria impossível você saber disso à menos que você tenha lido um detonado ou visto um vídeo na internet!

Graficamente o jogo cumpre bem seu papel. Os cenários estão na média, apesar de não serem muito diversificados. O mesmo vale para os sprites dos personagens, é bem legal notar o cuidado com os heróis e vilões sendo todos bem feitos e animados. Os inimigos comuns também estão na média, apesar de também faltar variedade, mas isso é bem comum em jogos do gênero. Um ponto legal aqui é que durante as fases o jogo mostra alguns trechos dos quadrinhos do qual o jogo foi baseado pra ir contando a história.

Nas lutas contra os chefes é sempre bom contar com alguma ajudinha...

As músicas e efeitos sonoros seguem pelo mesmo caminho. Com músicas legais e empolgantes, mas que infelizmente se repetem bastante até o fim do jogo, o que acaba enjoando depois de um tempo. Os efeitos sonoros são clássicos barulhinhos de porrada quando atingem os inimigos e alguns efeitos pra quando você usar suas teias. Nada muito espetacular, mas que também não chega a prejudicar a experiência.

O jogo tem uma curva de dificuldade bem elevada. Ao longo do jogo os inimigos vão aumentando em quantidade e sempre tentando de cercar pra te encher de porrada, além das já mencionadas lutas contra chefes que são bem chatinhas. Se você souber a localização das salas secretas, onde pode coletar vidas extras e power-ups e/ou souber usar os bugs das lutas à seu favor para escapar de alguns confrontos, então acredito que você não terá muitos problemas para terminar o jogo. Mas caso você seja apenas um jogador casual querendo passar algumas boas horas numa tarde de jogatina, provavelmente esse jogo vai esfregar sua cara no chão e te fazer arremessar o controle na parede. 

Esse cartucho teve uma tiragem em vermelho tanto no Mega Drive quanto no SNES o que certamente ajudou a atrair a atenção dos jogadores na hora de comprar ou alugar! 


NOTA FINAL: 7,0

APESAR  DA DIFICULDADE ELEVADA E DE SE TORNAR UM POUCO REPETITIVO, MAXIMUM CARNAGE É UM BOM JOGO. PRINCIPALMENTE SE LEVARMOS EM CONTA QUE FOI FEITO PELA LJN!

Plataforma: ,


Daze Before Christmas (Mega Drive / SNES)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Funcom


Lançamento: 1994


Jogadores: 1-2 players








HO-HO-HO!!!
Vocês já repararam que quanto mais velho a gente fica, menos importância a gente dá pro Natal? Quando somos crianças ficamos ansiosos, pois é a oportunidade perfeita de ganhar aquele videogame do momento de presente, mas quando ficamos mais velhos nós temos que comprar os presentes, então a magia do Natal vai por água abaixo. Sem falar que temos que ficar a noite inteira aguentando aquele tio bêbado com piadinhas do pavê e participar da droga do amigo secreto. Seja lá quem for o idiota que inventou o amigo secreto, saiba que eu te odeio do fundo do meu coração!

No mundo dos games, não existem muitos jogos sobre o Natal. Na verdade, não existe quase nenhum. Afinal, qual a chance de um jogo sobre o Natal ficar bom? Daze Before Christmas vai elucidar meu raciocínio melhor...

No jogo, Papai Noel estava dormindo em sua casa quando um maligno Boneco de Neve e sua gangue, roubam os presentes e capturararam os duendes e as renas do Papai Noel para que ele não consiga presentear a todos neste ano. Seria muito mais fácil ter capturado apenas o Papai Noel, mas aí não teríamos jogo... O que seria ótimo, pois ninguém queria esse jogo.

Os gráficos do jogo até que são interessantes, os cenários bem feitos assim como os sprites dos personagens! O problema maior aqui, é que o jogo possui 24 fases e os cenários apesar de bem feitos, acabam se repetindo. Todas as fases, são apenas variações umas das outras. Tem a fase na casa, com escadas e estantes, a fase da neve, a fase da fábrica com esteiras e canos e a fase da caverna de gelo. Quatro tipos de fases, que vão se repetir, mudando apenas as localizações dos itens e inimigos, mas com o mesmo cenário... Sem falar que não há lógica alguma na sequência das fases: uma hora você esta na fase da neve, no Polo Norte e do nada, na fase seguinte você está em uma fábrica, pra logo em seguida ir pra uma casa.

As músicas são legais, pelo menos nas primeiras fases, já que ela vai se repetir pelo resto do jogo! Lembrando que as poucas músicas presentes no jogo, obviamente são aquelas canções natalinas que creio eu todos conhecem, só que numa versão digamos, remixada! Os efeitos sonoros são bem simples.

Controlar Santa Claus é bem fácil, já que ele apenas anda, pula e solta magia... Sim, o bom velhinho está armado com magias! Mas o pior melhor de tudo nem é isto; quando você toma café durante as fases, Santa Claus se transforma em Satan Claus (Rááá)! Ele fica igual a um diabo com roupas azuis e fica invencível, atacando os inimigos com o saco de brinquedos.
Outra coisa "interessante" no jogo, é que depois que você passa por algumas fases você vai sobrevoar as casas entregando os presentes que você recuperou, jogando-os nas chaminés... Mas nessa parte os gráficos são bem mais simplistas!

Curioso notar que em algumas fases das cavernas de gelo, você pode encontrar as renas presas por uma barreira de gelo, que você pode derreter com uma magia de fogo; mas mesmo que você não solte as renas, a fase sobrevoando a cidade com o trenó acontece... Pelo jeito, Papai Noel tinha renas de estepe pra emergências.

O maior problema do jogo é sua câmera. Muitas vezes ela não consegue acompanhar o movimento do personagem e você pode acabar topando com um inimigo que vem na sua direção. Pior ainda quando você pula e a câmera pula junto com você, impedindo você de ver onde está a plataforma pra que possa cair em segurança... Eu perdi várias vidas pois não sabia onde estava o chão e caia nos buracos infinitos!
 
O último chefe é uma pedra de gelo voadora, que fica sorrindo enquanto solta raios!

O jogo é bem fácil, apesar de possuir longas e repetidas vinte e quatro fases, elas são pequenas e muito simples! Até os chefes são bobos e é fácil decorar o padrão de movimento deles.


NOTA FINAL: 5,0
HO-HO-HO!!!! DAZE BEFORE CHRISTMAS É SÓ MAIS UM JOGO DE PLATAFORMA GENÉRICO FEITO APENAS PRA ESSA DATA FESTIVA!
Plataforma: ,


Top Gear (SNES)

segunda-feira, 24 de julho de 2017 Postado por P.A.


Gênero: corrida


Fabricante: Gremlin Graphics


Lançamento: 1992


Jogadores: 1-2 player versus





Top Gear (ou Top Racer no Japão) foi um jogo de corrida produzido pela Gremlin Graphics e lançado pela Kemco em 1992.
Muitos o consideram como sucessor espiritual do Rad Racer lançado para Nintendinho 8-bits em 1987 pela Square, o que não faz muito sentido já que eles não tem praticamente nada em comum. Rad Racer era muito mais parecido com outro clássico do concorrente: Out Run!
Top Gear na verdade é um primo de terceiro grau da série Lotus lançada pros computadores Amiga. Série esta que também foi lançada pela Gremlin Graphics... Basta ouvir a trilha sonora dos dois jogos e constatar que eles apenas pegaram as músicas do Lotus e deram uma repaginada para o jogo do Super Nintendo!

Como um jogo de corrida seu objetivo é ficar entre os primeiros e se tornar o campeão mundial correndo por pistas em diversos países.
Antes de começar sua trajetória, você pode dar um nome ao piloto; escolher a configuração dos botões; escolher a transmissão MANUAL ou AUTOMÁTICO e principalmente, escolher entre quatro carros diferentes; cada qual com sua característica. As características afetam o desempenho dos carros, variando em termos de aceleração, velocidade máxima, aderência dos pneus e consumo de combustível.

São quatro opções, mas você sempre vai escolher o carro branco!

Os comandos são básicos: um botão acelera, outro freia e um terceiro botão é o Nitro (três por corrida apenas). Caso escolha pra mudar as marchas manualmente, o L/R vão ser os botões para isso.
Além disso, na tela inicial você escolhe a dificuldade do jogo que é dividida em AMATEUR, PROFESSIONAL ou CHAMPIONSHIP.

O jogo possui 32 pistas espalhadas pelos continentes do globo, mas pra você não ter que jogar tudo de uma única vez, Top Gear possui um sistema de passwords que surge conforme você vai se classificando nos campeonatos. Os passwords mudam de uma dificuldade pra outra...
O mínimo que você precisa fazer pra se classificar é terminar as corridas em quinto e ficar pelo menos em terceiro na classificação geral do campeonato... Se ficar abaixo disso é Game Over!

Uma coisa à se estranhar ao jogar Top Gear pela primeira vez é sua tela dividida, como se estivesse jogando com um amigo, mesmo quando não está.
Particularmente acho isso um ponto falho, já que por mais que a tela de baixo sirva pra você bloquear seu rival - mesmo ele sendo controlado pela máquina - não havia necessidade de ficar a tela dividida quando se está jogando sozinho. E os produtores devem ter percebido isto, já que os jogos seguintes não possuíam mais a tela dividida e nem o seu principal rival controlado pela máquina.
Uma característica muito legal da série é o Pit Stop, que dava um ar de realismo à série mesmo numa época mais simples. Não haviam muitos jogos nos anos 90 que se preocupavam em dar o realismo do combustível nos jogos de corrida...
Por isso é importante calcular bem a volta e o quanto o carro escolhido gasta de combustível. Se ele bebe mais que aquele seu tio alcoólatra que faz a piadinha do pavê nas festas em família, você tem que tomar cuidado pra não ficar no meio da pista sem combustível.

Como eu disse anteriormente, você sempre tem um rival que fica na tela de baixo, mas ele não é o seu concorrente mais difícil, já que ele sempre pega um carro gastão e por diversas vezes ele acaba ficando parado no meio da pista sem combustível. O único concorrente que realmente vai te dar trabalho é Ritchie... E não é por acaso, esse piloto recebeu o nome de um do programadores do game (Ritchie Brannan) e de todos os carros controlados pela máquina ele é o único que pode realmente te dar trabalho, principalmente na dificuldade mais alta.
O que dificulta um pouco é que só você e o seu rival da tela de baixo são obrigados a parar no pit stop abastecer. Os demais carros nunca param e por isso em dificuldades mais altas você pode ter trabalho pra vencê-los... Mas em contraponto à isto, você é o único corredor à ter os Nitros a disposição.

Graficamente Top Gear ainda é muito bonito, mesmo para os dias de hoje. Cenários e pistas são bem feitos e detalhados, com carros bem grandes na tela. Infelizmente, todos os carros adversários são idênticos variando apenas as cores. Os únicos carros diferentes são os quatro carros que você pode escolher pra controlar.
Vale lembrar que os quatro carros disponíveis pra escolher são baseados em modelos reais! Curiosamente o carro da capa do jogo não é nenhum deles e sequer existe no jogo...

Além disso, ás vezes aparecem alguns balõezinhos durante as corridas com falas (dependendo do que você faz), dando um tom mais cômico ao jogo. Por exemplo, se você fica batendo repetidamente em algum carro surge um balãozinho com a frase "Are you blind? Get outta my way!!!"...

O charme das corridas noturnas...

Talvez o grande destaque de Top Gear seja sua trilha sonora. O jogo possuí apenas quatro músicas, mas todas elas são muito marcantes e por mais que fiquem se repetindo, parecem não enjoar... Todo mundo que jogou Top Gear guarda com carinho na memória suas músicas. Os efeitos sonoros também cumprem bem seu papel, como o barulho de aceleração dos carros ou os pneus derrapando.

Por incrível que pareça, o jogo não fez tanto sucesso assim em outros países se tornando um clássico apenas aqui no Brasil. Em muitos TOPs gringos o jogo sequer é mencionado...



NOTA FINAL: 8,5
TOP GEAR É UM JOGO  FÁCIL DE SER JOGADO POR QUALQUER UM E AINDA TEM CARACTERÍSTICAS BEM INTERESSANTES, ALÉM DE UMA TRILHA SONORA VICIANTE QUE O ETERNIZOU COMO UM CLÁSSICO, PELO MENOS PRA NÓS BRASILEIROS!
Plataforma:


Marvel Super Heroes in War of the Gems (SNES)

terça-feira, 9 de junho de 2015 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Capcom


Lançamento: 1996


Jogadores: 1 player





Essa semana finalmente assisti "Os Vingadores 2: Era de Ultron". Moro numa cidade pequena e a demora pros filmes chegarem no cinema daqui é imensa... E pra quem ainda não assistiu, faça um favor a si mesmo e vá assistir, pois é do C-A-R-A-L-H-O! Tirando a parte em que o Gavião Arqueiro morre e... Ops!

Depois de ver o filme resolvi fazer um análise de algum jogo dos Vingadores. Iria fazer do jogo lançado pra SNES e Mega Drive intitulado "Captain America and the Avengers", mas não estou com saco pra jogar aquele aborto da mãe natureza, então resolvi fazer análise desse jogo aqui, que joguei muito quando era moleque transante.

A história é baseada em dois arcos das HQs: "A Manopla do Infinito" e "Guerra do Infinito". Eu não sou leitor de HQs, mas pelo que pesquisei o jogo é bem fiel à história.
Toda a história gira em torno das Joias do Infinito. Cada joia tem um poder diferente (tempo, poder, mente, alma, realidade e espaço), e é dito que aquele que conseguir reunir todas elas pode dominar o universo. Adam Warlock avisa que alguém esta planejando reunir todas elas e convoca os heróis mais poderosos da Terra pra ajudá-lo a impedir que elas caiam em mãos erradas. O supercomputador das indústrias Stark mostra a possível localização delas em diferentes pontos do planeta Terra e agora cabe aos heróis ir em busca delas!


Seleção de fases / Seleção de personagens

A primeira coisa que se nota ao iniciar o jogo, é que ele te dá a liberdade de escolher a fase que quer jogar, sem uma ordem fixa. Quatro fases estão disponíveis inicialmente, e ao passar por elas, novas fases irão surgir. Assim como as fases, o jogo também deixa você escolher qual herói quer usar - Capitão América, Hulk, Homem de Ferro, Homem-Aranha ou Wolverine. Cada personagem tem sua característica: Hulk e Homem de Ferro são mais fortes, porém são um pouco mais lentos. Wolverine e Homem-Aranha por sua vez são mais fracos, porém são mais rápidos e podem escalar paredes. Capitão América é o mais balanceado de todos.
Vale citar também que cada personagem tem alguns golpes especiais (soltar teia, lançar o escudo, atirar lasers, etc) que não são difíceis de serem aprendidos. Porém o golpe secreto que só pode ser usado com alguma joia equipada é muito difícil de ser desferido! Tarefa para poucos.

Existem alguns itens espalhados pelas fases. Alguns itens de cura tem utilidade na própria fase recuperando sua energia assim que pegá-los, outros são coletados mas só podem ser usados na tela de seleção de personagem. Isso porque seu personagem vai ficar com a quantia de energia que terminar a fase; portanto se quando você derrotar um chefe estiver com pouca vida, ao escolhê-lo novamente pra jogar em outro cenário, ele estará exatamente com a quantia de vida que terminou a fase anterior e não com a vida cheia.
Nessa tela também é possível equipar alguma joia do infinito, caso já tenha recuperado alguma delas de algum chefe. Equipar a joia do tempo no Hulk ou no Homem de Ferro, pode torná-los mais rápidos e com isso, verdadeiras máquinas de matar. Ou a joia do poder no Wolverine ou no Homem-Aranha para aumentar o dano de seus ataques. Esses são apenas alguns exemplos, mas você pode usar a estratégia que quiser. Lembrando que só é possível equipar uma joia. 
Assim como a quantia de vida do personagem, caso morra com algum deles durante uma fase, ele continuará inativo até que você 'reviva' ele com um item pra isso.

Que bonita essa pirâmide asteca no meio da floresta Amazônica!

Apesar de parecer um beat'em up, Marvel Super Heroes infelizmente não é! A Capcom optou por fazer um jogo de plataforma em 2D, o que pra mim foi um erro... Jogar com os heróis espancando os inimigos por ruas e caminhos mais amplos como dos jogos de briga de rua, seria muito mais divertido. O jeitão plataforma deixou o jogo um pouco travado, com o movimento dos personagens (que são grandes na tela) um pouco lento. Sem falar que às vezes, quando seu herói é atingido ele cai em câmera lenta, e isso irrita um pouco.
Além do mais, em momentos com muitos personagens na tela o jogo apresenta alguns slowdowns. Talvez se fosse um beat'em up - com a câmera um pouco mais afastada e personagens menores - isso não aconteceria.

Graficamente o jogo é muito bonito. Os cenários estão bem feitos e os sprites dos personagens são bem detalhados e grandes na tela, como já dito anteriormente. O que fica devendo nesse quesito é a falta de criatividade dos inimigos... Na grande maioria são clones malvados do Wolverine, Homem de Ferro, Hulk, Gavião Arqueiro, Visão e muitos outros... Apesar de serem grandes e detalhados também, são bem genéricos e é até bizarro de ver a gente com o Homem de Ferro batendo em outros Homens de Ferro fakes, por exemplo. Alguns vilões conhecidos dos fãs são chefões em alguns níveis, como Dr. Doom, Magus e Thanos; mas alguns chefes também são apenas clones malvados dos heróis.

A música é boa. Faz o feijão com arroz sem comprometer, mas também não faz nada demais pra surpreender. Os efeitos sonoros também estão na média, mas sem nada de grande destaque.
Dando uns tabefes no cosplay do Wolverine!

O jogo não é muito longo. São dez níveis no total, sendo nove fases com chefes e o último nível com a luta final. Vale citar que as joias são aleatórias e são encontradas em diferentes fases cada vez que se reinicia o jogo!
Marvel Super Heroes foi lançado já no fim da vida do SNES, por isso, pode ter passado despercebido por muita gente, mas é um jogo bacana que merece ser conferido.
Além dos probleminhas citados na análise, ainda acho que ficou faltando um modo multiplayer/coop, que poderia tornar o jogo mais divertido, apesar de torná-lo mais fácil do que já é!



NOTA FINAL: 7,5
TALVEZ SE A CAPCOM TIVESSE OPTADO POR FAZER UM BEAT'EM UP COM OS HERÓIS, TERÍAMOS UM JOGO AINDA MELHOR E MAIS FLUÍDO... MAS ISSO NÃO DESMERECE AS QUALIDADES DE MARVEL SUPER HEROES!
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Congo's Caper (SNES)

quarta-feira, 16 de abril de 2014 Postado por P.A.

Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Data East


Lançamento: 1992


Jogadores: 1 player


Quando eu era pivete, ia com frequência alugar jogos. Todos nós íamos. Era um hábito muito comum que se perdeu no tempo. Infelizmente!
Mas havia um mal nas locadoras... Os cartuchos eram piratas - pelo menos nas locadoras que eu ia - e com isso muita gente alugava um jogo e trocava o chip do jogo por outro. Muita gente já deve ter feito essa filhadaputice; eu inclusive. Um amigo meu tinha um cartucho do Indiana Jones que não funcionava mais, fomos na locadora, alugamos Super Mario All-Stars e trocamos os chips. Sim, um pequeno delito; mas quem nunca agiu como corinthiano uma vez na vida que atire a primeira pedra!
E assim o próximo que alugasse o jogo, teria uma surpresa nada agradável; afinal não ia jogar nada, pois o chip que colocamos não funcionava.
E era o crime perfeito; afinal quem iria desconfiar ou teria provas pra acusar de ter trocado os chips?
O dono da locadora nada poderia fazer. E mais, ele estava alugando jogos piratas e quer me julgar? Somos todos culpados nessa sociedade de hipócritas.
E porque caralhos contei essa história? Pois foi assim que conheci Congo's Caper...
Fui até a locadora e peguei a caixa do jogo Joe & Mac 2. Já conhecia o jogo e queria jogá-lo em um dos meus finais de semana, mas para minha supresa, ao ligar o Super Nintendo, o jogo era Congo's Caper. O primo pobre do Joe e Mac!

Homenagem ao Joe... Ou ao Mac! Sei lá!
Congo's Caper é um jogo simples em tudo.
Sua história é uma porcaria de tão simples. Você é um macaco serelepe chamado Congo que tem uma namoradinha, a Congette! Que criativo... Meu nome é Paulo e seguindo essa linha de raciocínio, preciso namorar alguém chamada Paulete, que com esse nome, só pode ser um travesti.
É um pássaro? É um avião? Não, é só um cosplay do Drácula!
E lá esta você com sua turminha de macacos e sua garota; quando de repente caem duas esferas rosas do céu e transformam você e sua namorada em humanos. Você vira um garoto de cabelos azuis e ela uma menina de cabelos lilás. Porém vocês não ficam transformados em humanos pra sempre; pois quando apanham voltam a ser macacos. O retrocesso da evolução da nossa espécie. Bem que dizem que bater não resolve nada na educação. Mas é claro que resolve!
Tudo estava tranquilo quando de repente um terrível vilão que faz cosplay de Drácula aparece, te espeta com seu tridente e foge com sua garota. Por que ele raptou sua namorada? Por que ele faz cosplay de Drácula? O que caralhos são essas esferas rosas? E por que só você e a sua namorada se transformam em humanos, enquanto o resto da galera é macaco eternamente? Essas e outras perguntas jamais serão respondidas, pois o jogo não diz nada sobre isso (nem no manual, nem quando você termina o jogo) e a Data East faliu em 2003. Nunca teremos as respostas!

Os comparsas do maluco fantasiado de Drácula!
Os gráficos do jogo podem ser bacanas pra uma criança, e eu não me lembro de ter reclamado disso quando era moleque. Porém, jogando agora vejo que os cenários carecem de um capricho. Assim como os inimigos genéricos e repetitivos. Temos pterodáctilos e homens das cavernas aos montes em todas as fases. TODAS! O jogo tem uma tela de seleção de estágio onde temos fases aquáticas, fases num castelo; fases vulcânicas e independente do cenário escolhido, encontraremos sempre os mesmo inimigos.

O jogo parece só ter uma única música pra todas as fases. Que alterna para um tom mais tenso, em lutas contra os chefes; mas volta ao ritmo alegre durante o decorrer das fases. Há pouquíssima variação nas músicas durante o jogo... Os efeitos sonoros são simples, mas não comprometem.

Fase no navio... Parece que já vi isso antes!

Congo's Caper é bem simples e qualquer pessoa pode jogá-lo sem maiores problemas. Nosso herói só bate com sua clava e pula; é muito simples.
Você começa o jogo na forma de humano, se apanhar retrocede e vira macaco e se apanhar de novo morre. Pra voltar a ser humano, basta pegar uma esfera rosa. Se você conseguir coletar três esferas enquanto for humano, você vira Super Congo! O herói fica colorido e piscando e seu salto fica muito mais alto e você fica com as esferas como medidor de life, sendo necessário tomar três pancadas pra virar macaco. O medidor de esferas rosas, fica no canto esquerdo superior da tela. Se estiver com os três cheio, cada vez que pegar outra esfera rosa você ganha uma vida extra.
No topo da tela também tem uma roleta. Cada vez que você pega uns quadradinhos azuis você tem a chance de ganhar vidas extras ou até passar automaticamente de fase, contando com a sorte.

Acredite, estamos no estômago de um T-Rex!
O jogo possui várias bizarrices que não podem passar despercebidas, mesmo se tratando de um jogo de videogame. Algumas fases são muito esquisitas e tem coisas completamente desnecessárias ou sem noção. Ou os dois ao mesmo tempo!
A fase aquática onde raios caem a todo momento é ridícula de mal feita e totalmente desnecessária.
Mas a coisa mais sem noção sãos as fases no estômago do T-Rex. Totalmente non sense!
Inclusive a útlima fase e a luta contra o último chefe ocorrem dentro do dinossauro... E depois de vencer o inimigo você simplesmente salva sua namorada e foda-se a lógica da porra toda! É um jogo dos anos 90; ninguém se importava.


NOTA FINAL: 6,0
CONGO'S CAPER É BONITINHO E ORDINÁRIO. É UM JOGO FEITO PRA CRIANÇAS, MAS QUE PODE TE DIVERTIR TAMBÉM. PORÉM, SE PUDER ESCOLHER, MELHOR JOGAR JOE E MAC!
Plataforma:


Battletoads in Battlemaniacs (Snes e Master)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014 Postado por Azrael_I

Gênero: Beat'n Up / Ação


Fabricante: Rare


Lançamento: 1994


Jogadores: 1-2 players simultâneos



"Just you and me left now, 'Toadies! There's no rounds, no falls, no rules, an' when I've finished - no you!" - Dark Queen

Feliz Ano-Novo, pessoal! Os frequentadores mais antigos do Blog devem lembrar que Battletoads é uma das minhas séries favoritas; entretanto, o Battletoads original já foi resenhado pelo P.A. e o Battletoads and Double Dragon (B&DD, pra resumir) pelo Tristan, sobrando então pra mim o penúltimo dos games da série (o último é o Super Battletoads de Arcade, que nós não resenhamos aqui no Museum, e o Battletoads in Ragnarok World para Game Boy fica pra outra resenha). Vamos então falar desta beleza chamada Battletoads in Battlemaniacs, mas desde já peço perdão pelas comparações que farei, eu gosto MUITO do jogo original, e não tenho como falar deste sem compará-los e nem fazer uma resenha grande. Stomppin' time!


A primeira fase, nas versões do Snes e do Master

Tomando carona no meu post passado,  Battletoads in Battlemaniacs é praticamente um remake do Battletoads original para Mega e Nes 8 Bits; suas fases são todas baseadas nas fases do  game original (exceto as fases de bônus) mas completamente reeditadas. Diferente do que foi feito na conversão do game original do Nes para o Mega, ou mesmo em B&DD, as fases não apenas ganharam um "filtro de tela" novo, foram totalmente refeitas, com uma nova jogabilidade que, apesar de tudo, remonta à original. Todas as suas seis fases são bastante parecidas com as do game de Nes, sem no entanto parecerem completamente repetidas. "Peraí, SEIS fases?! Mas no Battletoads haviam doze fases!" Pois é, esse é o primeiro grande defeito de Battlemaniacs, reduziram o número de fases pela metade... é claro, incluíram duas fases de bônus (para os cagões que não aguentam fechar o jogo na marra) e uma sub-fase bem dispensável no final, meio que baseada na fase de nave de B&DD. De boa, eu excluiria essas e colocaria todas as fases do original, mas fazer o que, não fui eu quem programei isso...

 A fase da árvore, que substituiu a do rapel

A história é completamente nova e, apesar de parecer, não tem ligação direta com  os outros jogos da série: o Professor T-Bird (maldita ave mocoronga! O pior e mais odiado personagem da série!) chama os Toads para mostrar seu novo TV de Plasma 3D videogame para eles (provavelmente pra se exibir, "eu tenho, vocês não têm!") em sua fortaleza nas montanhas do Tibet. Nossos heróis, que não queriam pagar 4 mil battlemoedas num Playstation 4 ou arriscar um XOne explosivo, resolvem usar o Battlecóptero e ir no covil da ave maldita ver qual é a do brinquedo (como se eles não tivessem coisa mais importante pra fazer na vida, tipo salvar o Universo... ok, heróis também podem se divertir de vez em quando, tão perdoados). T-Bird explica que o videogame gera um novo sistema de realidade virtual, o Gamescape (financiado pela empresa Psicone™), mas ao ligar a máquina ele acaba sintonizando na Band no canal do Silas Malafaia Volkmire e um porco montado num dragão sai de dentro da tela (!), agarra Michiko (filha do dono da Psicone™, que até o momento nem parecia estar na sala), nocauteia Zitz, e foge pra dentro do videogame levando os dois. Em seguida, Silas Malafaia Volkmire aparece no monitor para pregar a Palavra avisar os Toads que irá converter o mundo inteiro em cristãos seu próprio Gamescape, avisa que a Dark Queen já está com os dois prisioneiros e que não é pra eles tentarem nada, SENÃO... (risada maligna). Traduzindo: "Tamos com os reféns, venham aqui nos pegar e encher de porrada".  É claro que Rash e Pimple entram na tela atrás de seus amigos (vai ver, na esperança de ganharem um beijo da Michiko para virarem humanos e poderem dar adeus à essa vida de escravos de um urubu) e começa o jogo!

Zitz, o sapo camaleão(que em TODOS os jogos aparece com uma cor diferente) e o Professor T-Bird jogando videogame e fazendo comentários "inspiradores" enquanto os Toads se lascam!

Na verdade, foi Silas quem criou o programa do Gamescape quando trabalhava para a Psicone, mas decidiu se aliar à Dark Queen (provavelmente depois de fantasiar um bocado com os peitões dela) e atacar os Toads quando o professor T-Bird (maldita ave mocoronga!) fosse mostrar o aparelho pra eles. Sinceramente, o enredo é o segundo grande defeito deste jogo, já que é um remake muito do mal feito da história original, onde a Princesa Angélica e o Pimple são sequestrados pela Dark Queen e levados para o planeta dela, sem essa viajem toda de realidade-virtual-que-pode-matar-e-dominar-o-mundo (baseado no quase desconhecido Comics de Battletoads que foi lançado apenas nos States, e que explica melhor a história de Battlemaniacs); ao tentar aproximar mais o roteiro do gibi (onde um videogame serve de portal), Battlemaniacs acabou tornando a história da série um tanto confusa: afinal onde fica o Ragnarok World da Dark Queen, numa região remota da galáxia (como foi dito nos games anteriores) ou numa outra dimensão acessível por um videogame (como foi dito nos Comics)? Às vezes, tentar inovar demais acaba regredindo as coisas...

Os vilões Dark Queen e Silas Malafaia Volkmire: Converta-se!

Bizarrices de roteiro e urubus num teclado à parte, vamos falar sobre os pontos positivos do game, a começar pela jogabilidade: como eu disse, ela é baseada no primeiro Battletoads, ou seja, em cada fase um desafio cabeludo diferente, com jogabilidade diferente em todas, mantendo praticamente as mesmas características do Nes. A primeira fase, Khaos Moutains (baseada na Ragnarok Canyon do original) é a única totalmente Beat n' Up, com Rash e/ou Pimple enfrentando os Psy-Pigs da Dark Queen (que, nesta versão, estão usando uma malha de ginástica, pra vergonha dos suínos...) e também uns esqueletos; a novidade maior é que os ataques especiais dos Toads são diferentes, embora usem os mesmos comandos, para alegria de quem gosta de ver suas mãos e pernas se transformando em armas; o chefe da fase por outro lado mudou, em vez de enfrentar um robô pelo ponto de vista do inimigo, temos que enfrentar um porcão-robô do jeito normal . Já na segunda fase, Infested Tree (baseada na Wookie Hole), os Toads descem por uma imensa árvore montados nuns discos voadores (nada de poço e rapel na corda) enfrentando máquinas, ratos com ímãs, espinhos, plantas carnívoras e moscas gigantes que dão uma vida se acertar seis socos seguidos (engraçado que os Toads não tentam comer as moscas, que substituíram os corvos aqui...). Temos então a primeira fase de bônus, em que os Toads escorregam por um imenso tabuleiro montados numa ficha recolhendo pinos brancos (que dão pontos), evitando os pinos pretos (que tiram energia) e ratos (que tiram pontos); junte 200 pontos para ganhar uma vida, sendo possível conseguir até duas, embora a utilidade desta fase seja questionável já que na fase anterior era possível conseguir até 20 vidas socando as moscas.

Novamente temos uma fase do Jet-Sky; tremam, jogadores fracos!

A terceira fase, Speeder Bikes, é uma velha conhecida: a famosa e odiada Turbo Tunnel, aqui reeditada com novas posições para as plataformas e buracos, para tornar a vida dos jogadores fracotes ainda mais miserável (mas a fase está um pouco mais fácil, embora não tanto quanto a fase da moto de B&DD, e com cores menos dolorosas à vista que no Nes). Passando essa, somos levados à fase das cobras Karnath's Revenge (remake da Karnath's Lair, ou seja, não tem a Artic Caverns nem a Surf City... ó vida, ó tristeza...), também reeditada com novas posições e movimentos das cobras (e um estágio final baseado na Artic Caverns, pelo menos). A próxima fase, Tracktors, é a verdadeira grande pedreira deste game: baseada na fase 11 Clinger Wingers do original, o jogador deve controlar o Toad com um monotrilho por uma série de plataformas (aperte o direcional na direção do trilho para ganhar velocidade, B para abaixar e A para pular buracos; assim falando parece tão fácil...) enquanto foge do rato Fuzz armado com um patinete-serra (em vez de um pirulito gigante) que FATIA o sapo ao meio se o alcançar! Mais uma fase de bônus (com o tabuleiro vermelho desta vez e peças de dominó no lugar dos pinos) e finalmente somos levados à última fase: Rat Race, praticamente idêntica à original, onde Dark Queen estará nos esperando com champanhe, morangos e chantilly numa banheira; ah, quem dera. Nada de Firezone, Intruder Excluder, Terra Tubes ou The Revolution, algumas das melhores fases do original, nem dos chefes Big Blag, Karnath, General Slaughter ou Robo Manus; os únicos chefes de Battlemaniacs são o porco-robô Rocky, Dark Queen e o Silas.

De volta ao covil de Karnath... sem o Karnath. No Master ficou mais fácil ainda!

Após chutar a deliciosa bunda da Dark Queen, parece que tudo acabou bem e os Toads vão celebrar a vitória, mas o T-Bird (maldita ave mocoronga!) manda adiar as comemorações, pois Silas Volkmire está fugindo em seu "voo discador"; os Toads o perseguem e o jogador deve atirar em sua nave (míseros três tiros) para conseguir o final bom ou deixarem escapar para ver o final ruim; aliás, de todas as mudanças e inovações que Battlemaniacs trouxe em relação aos outros games, este é o terceiro grande defeito: em vez de um final épico, com pelo menos uma cutscene de Rash, Zitz e Pimple comemorando sua vitória (tantas possibilidades... talvez  um pouco de fanservice com a Michiko... ou com a  Dark Queen... ou com as duas...) temos apenas um maldito texto na tela preta, tanto no final bom quanto no ruim, exatamente como no Battletoads original! Ou seja, mudaram ou apagaram o que era bom e mantiveram o que era ruim do original!! Tá certo que o texto muda de acordo com o final, mas não evita aquela sensação no jogador de "É isso? Pelo amor de Deus, eu passei por todo esse trabalho pra ISSO? Raios me partam! E me partam em dobro por ter tido que zerar duas vezes pra ver dois finais ruins!!"

Anda Rash, atira!

 A melhor mudança que Battlemaniacs trouxe à série foi sem dúvida seus gráficos: os cenários estão muito detalhados e conseguem reproduzir efeitos e texturas que não existiam no original e nem mesmo em Bⅅ pra melhorar ainda mais, os sprites dos Toads estão bem maiores, passando uma sensação melhor de controle dos sapos, sendo também mais agradáveis à vista. Isto é notado já na primeira fase, que permite uma exploração maior do cenário e das habilidades dos sapos. Além disso é possível distinguir muito mais os dois Toads: em todos os jogos anteriores, Rash, Pimple e Zitz eram exatamente iguais (exceto nas cores) por usarem os mesmos sprites e tinham os mesmos movimentos e golpes; aqui, os três são bem diferentes (embora Zitz quase não apareça), Rash e Pimple têm sprites exclusivos para seus golpes, movimentos e até mesmo expressão facial! De fato, os sprites dos Battletoads foram reaproveitados no jogo de Arcade, onde poucos detalhes foram inseridos, provando a qualidade gráfica desta versão para Snes.


Tracktors, a fase insanamente difícil. Se chegar até aqui, parabéns, se passar, eu o saúdo!

A parte sonora pode ser considerada outro ponto alto de Battlemaniacs; nem melhor, nem pior que os games anteriores, as músicas seguem o tradicional Rock pesadão que os fãs de Battletoads gostam e merecem. Meu destaque maior vai para as  músicas da abertura, da primeira fase e da primeira fase de bônus (que é também o tema da Dark Queen). Algumas músicas são reedições de temas antigos, embora hajam músicas novas, mas não tenho como perdoar, entretanto, a ausência de algumas das minhas favoritas, principalmente a de Surf City; outro dos meus temas favoritos, a música da Turbo Tunnel também está num arranjo novo (que eu acho inferior ao original e ao de Mega Drive; não tem jeito, o Mega sempre ganhou do Snes na qualidade do som, mas é um espanto que as músicas de Battlemaniacs estejam à altura do Mega). Quanto aos demais sons, estão excelentes como no restante da série, principalmente a sonoplastia das pancadas. Esta qualidade sonora se deve ao fato de o compositor ser o mesmo dos demais jogos, David Wise, que trabalhou em quase todos os grandes games da Rare, ficando famoso principalmente por seu trabalho na série Donkey Kong Country.

Última fase: corra mais rápido que o maldito rato Scuzz e exploda as bombas, para depois enfrentar a Dark Queen

A conversão para Master System foi anunciada um ano depois da de Snes e está, digamos assim, menos ruim do que outras conversões (como Street Fighter 2, por exemplo) mas, mesmo assim, está longe de ser satisfatória. Pra começo de conversa, Battlemaniacs de Master teve seu lançamento cancelado na Europa, mesmo depois de ter sido anunciado pela imprensa em 1995; em 1996, a Tec Toy resolveu então lançar a conversão para o Master, somente aqui no Brasil. O problema é que os Beta Testers da Tec Toy devem ser ainda piores do que os que testaram o Battletoads original (e não descobriram o bug na fase 11), e o resultado é que a versão de Master de Battlemaniacs é completamente bugada, principalmente na 3ª fase! Eu não consigo entender, Battlemaniacs para Master tinha tudo para ser uma conversão bem legal (com direito inclusive a seleção de dificuldade, para os covardes) e ficou um demake com jeito de mal feito da versão de Snes, com gráficos, sons e jogabilidade bem inferiores; e mesmo assim, melhores do que muitos outros games de Master! O problema maior, claro, são os bugs, mas existem outros, principalmente a jogabilidade um tanto mais travada. A verdade é que o Master teria suportado bem uma conversão do game original (talvez até próxima à da versão de Mega Drive), mas os produtores devem ter achado que não haveria retorno para um game feito com tecnologia retroativa (mesmo sendo para um console já ultrapassado...) e preferiram arriscar uma conversão da versão mais moderna de Battletoads, ou seja, Battlemaniacs. O resultado é que temos um jogo 8 bits com a aparência melhor do que o Battletoads original, mas muito, muito inferior ao original, e sem o charme dele ainda por cima. E com menos fases. E pra piorar, cheio de bugs. É verdade que, na versão de Master, os gráficos estão bem piorados, mas o processador gráfico do Master foi levado ao limite para inserir o jogo na íntegra (com direito mesmo a algumas cutscenes estáticas) adaptando o melhor possível os gráficos de Snes para 8 bits e, inacreditavelmente, em 3D! Não esperem milagres, é o 3D do Master System, mas mesmo assim, superior a muitos outros gráficos 8 Bits (é só comparar as fotos das fases deste post). O mais engraçado é que, apesar de todos os defeitos, Battlemaniacs ainda pode divertir (na falta de outro Battletoads para o Master, claro...). Em suma, Battlemaniacs da Tec Toy para Master é só para os fãs doentes da série (como eu, hehe), já que poderia ter sido um bom game e fica como uma triste lembrança de como o Master cagou em cima de uma das melhores séries dos games.


A capa da versão de Master System

"Então concluindo, Battlemaniacs é uma droga, Azrael?" Não. Longe disso, na verdade. Como eu falei, é impossível não comparar Battletoads in Battlemaniacs com o Battletoads original, mas esquecendo que Battlemaniacs foi feito baseado em um dos maiores clássicos do Nes, podemos apreciá-lo em sua essência: um game bom, difícil, com ótimas músicas, jogabilidade e gráficos. Infelizmente, ele peca na questão da originalidade: se era para fazerem um remake, por que não fizeram inteiro como o original? Acaba ficando a impressão que muita coisa parecia que iria ser incluída mas foi deletada durante o desenvolvimento do jogo, como as fases que não foram convertidas e até mais animação nas cutscenes, pro jogo não ficar grande demais (e não caber num cartucho), e acabaram deixando-o curto demais. E o que é pior, mais fácil (exceto na fase Tracktors, única realmente com dificuldade Battletoads). Fora tudo isso, Battlemaniacs (mesmo o de Master) consegue manter bem a essência da série, com seus sapos boladões, golpes com mãos e pernas que se transformam em armas malucas, fases com desafios insanamente difíceis, o desgraçado fanfarrão do T-Bird (maldita ave mocoronga!) que fica falando inutilidades e te tirando sarro caso morra e, claro, sua vilã ultra-gostosa que adora te provocar entre uma fase e outra. Mais curto, mais fácil e, verdade seja dita, mais bonito, Battlemaniacs ainda é Hardcore o bastante para ser digno de ser chamado Battletoads.

Menu de Opções: em 2 Players A, um machuca o outro!



NOTA FINAL: 9,0 (6,0 para a versão de Master)
O ÚLTIMO BATTLETOADS PARA CONSOLES, APESAR DE CURTO, É DESAFIANTE, BONITO E COM A QUALIDADE SONORA TÍPICA DA SÉRIE. MAIS FÁCIL QUE OS OUTROS, E AINDA ASSIM, HARDCORE AO EXTREMO!
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