Princess Maker 2 - Dicas

quinta-feira, 9 de maio de 2013 Postado por Azrael_I

Mad Eddy's e Beta Shop
A versão Beta de PM2 teve muitos detalhes não finalizados, como itens, finais, opções etc.; mesmo assim, é possível acessar quase tudo através de um cheat: na tela principal do game (onde se vê as opções e a Schedule) aperte as teclas Q, R, N e F12 juntas. Clique no ícone da cidade (primeiro ícone debaixo, da esquerda pra direita) e nas opções terão surgido duas novas lojas: Mad Eddy's e Beta Shop. Na Beta Shop é possível acessar o material que ficou de fora da versão Beta, passar pelos testes, chamar o vendedor ambulante, ver todas as imagens da filha (incluindo as censuradas!) ver todos os finais do game, ver os finais secretos (casamento com o príncipe, casamento com o Cube, casamento com o papai...) etc. Na Mad Eddy's, por sua vez, é possível usar algumas apelações: comprar itens secretos, ganhar 1000G ou 10000G (é possível pegar dinheiro sem parar), acessar todos os sons e músicas, pular um mês ou um ano, acessar os eventos, ver os parâmetros internos do game (os atributos que o game não mostra) entre muitas apelações. Aí fica fácil (e chato) jogar Princess Maker 2...

Fazer o som funcionar no DOSBox
Por ser um game tão antigo, Princess Maker 2 não costuma funcionar em versões do Windows mais recentes que o XP (como Vista e Seven), por isso precisa do emulador DOSBox; entretanto, mesmo o DOSBox costuma ter problemas com o som de PM2, que não funciona no emulador sem um certo cheat: na pasta do Princess Maker 2, localize o arquivo chamado PM2.CNF e o abra no bloco de notas. Embaixo de "EMS = 1" escreva "MUSIC = 1" (sem as aspas) e salve. O som do game agora irá funcionar, mesmo jogando no DOSBox.

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Seja membro da equipe MdG! (até dia 05/05/13)

terça-feira, 30 de abril de 2013 Postado por P.A.

Como todos devem ter notado, o ritmo das postagens caiu consideravelmente desde o ano passado. Esse ano achei que as coisas iam melhorar, mas quando menos esperava, fui pego por um terrível acontecimento em minha vida... Já dizia o poeta: "não tá fácil pra ninguém".

Lamentações à parte; resolvi abrir uma vaga na equipe. Portanto, se você gosta de jogos antigos e tem interesse (e tempo) em publicar análises e outras coisas relacionadas à jogos aqui no blog, essa é sua chance.
Para se inscrever pra vaga, basta enviar um e-mail para paulo_ponciano01@hotmail.com com o tema "Teste do Sofá" "Vaga pra equipe!" e responder o questionário abaixo:


- Nome completo (deixe também um link pro seu perfil do facebook)
- Idade
- Cidade/Estado
- Quantas horas fica na internet?
- Estuda/Trabalha?
- Qual seu console favorito?
- Quais são seus hobbies?
- Já participou de algum site ou blog na sua vida?
- Há quanto tempo conhece nosso blog?
- Tem conhecimentos em editores (aúdio, vídeo, imagem)?
- Dolly Citrus ou Fanta Uva?
- Na escola, você era que tipo de aluno:
a) o nerd; só tirava 10 e lambia as bolas dos professores
b) o brincalhão; shows de stand-up em todos os recreios
c) o isolado e humilhado da turma; com potencial pra se tornar serial killer
d) eu não ia à escola, pois tinha que trabalhar na lavoura



 E pra completar envie uma mini-análise de algum jogo. Atenção, essa é a parte mais importante dessa bagaça! Pode ser qualquer jogo, fica a critério de vocês, mas tem que ser uma coisa pequena, apenas pra que eu possa ter uma breve noção de como vocês costumam se expressar na hora de falar sobre os jogos. Não é redação do Enem, portanto nem coloquem hino de time ou receita de miojo, afinal quero uma análise sucinta... Se escrever muita coisa nem vou ler. Deixem pra escrever textos mais elaborados caso seja o escolhido. Lembrando obviamente que tem que ser uma análise de algum jogo antigo.



Algumas considerações à serem feitas:
- Só abri 1 (uma) vaga, portanto só uma pessoa será escolhida. Se eu achar necessário, quem sabe mais pra frente mais vagas possam ser abertas. Desnecessário dizer também que ninguém aqui ganha nada pra postar no blog; postamos como hobby e você estará fazendo pelo mesmo.
- Se eu não gostar de ninguém dos que mandaram e-mail (isso se alguém mandar e-mail), então não vou escolher ninguém. Prefiro atualizar o blog menos vezes, do que pegar qualquer um pra postar. E não fique chateado se eu não escolher você, não é nada pessoal. Afinal, nem nos conhecemos.
 - Eu sou o boss, portanto há obviamente uma hierarquia a ser respeitada aqui. Fique tranquilo, pois não sou tão cabaço quanto pareço; pergunte aos outros membros (melhor não!). Dou total liberdade pra postar o que quiser, mas certas coisas precisam ser mencionadas comigo antes, apenas como procedimento (leia-se frescura no meu rabo pra parecer que eu tenho alguma autoridade aqui).
- Sei que é difícil acreditar, mas eu também erro. Portanto, se eu me arrepender da escolha daqui algum tempo, seja por qualquer motivo (por exemplo, você transar com a minha irmã), esteja ciente de que eu posso corrigir meu erro e te tirar da equipe.
- As inscrições irão até o dia 05 de maio desse ano, claro.
- E uma última coisa... É pra enviar o e-mail e só. Não é pra me adicionar no MSN/Skype!


Acho que isso é tudo p-p-pe-pessoal...
Grato pela atenção e boa sorte aos que forem participar!
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The Dig (PC)

segunda-feira, 29 de abril de 2013 Postado por Tristan.ccm



Gênero: Adventure / Point-and-Click


Fabricante: LucasArts


Lançamento: 1995


Jogadores: 1 player




A hoje extinta LucasArts brilhou por anos nos PCs com seus jogos de aventura estilo Point-and-Click: Maniac Mansion, Full Throttle e Sam & Max até hoje tem fãs ardorosos (que com certeza estão xingando a Disney até agora por ela ter fechado a LucasArts). A maioria deles ganhou o público graças a um senso de humor bacana e inteligente, afinal quem não se lembra dos famosos duelos de espada movidos a xingamentos de Monkey Island? Ou da hilária morte do hamster de Maniac Mansion? Pois bem, mas nem só de galhofa vivia a LucasArts, ela sabia produzir games sérios. E talvez The Dig tenha sido o mais sério de todos.

O enredo é uma ficção científica da melhor qualidade, coisa digna de um livro de Arthur C. Clarke: cientistas descobrem que um gigantesco asteroide chamado Átila está em rota de colisão com a Terra, e rapidamente traçam um plano para evitar uma catástrofe. Uma equipe de astronautas é enviada no ônibus espacial Atlantis com a missão de implantar explosivos nucleares para desviar o asteroide de sua rota. Os três astronautas escolhidos foram Boston Low (dublado por Robert Patrick, o inesquecível vilão de Exterminador do Futuro 2), comandante da missão, acompanhado pelo geólogo e arqueólogo Dr. Ludgen Brink e por Maggie Robbins, uma repórter especialista em linguística. A missão é um sucesso, os explosivos surtem efeito e a Terra está a salvo.

Aproveitando o fato de ainda terem algumas horas disponíveis após a missão estar cumprida, eles decidem fazer uma sondagem no asteroide para colher dados. Ao investigar um canion, eles encontram uma câmara geometricamente perfeita, aparentemente artificial, e ao investigá-la eles acidentalmente acionam um estranho dispositivo. É nesse momento que o asteroide revela ser, na verdade, uma nave espacial alienígena, que leva os três astronautas a seu planeta de origem. Investigando esse novo mundo, um acidente mata o Dr. Brink, que é revivido por um estranho cristal encontrado pelo comandante Low. E é em torno desses cristais, cujos efeitos demonstram serem nefastos à medida que o jogo se desenrola, que a trama segue, com você comandando Boston Low pelo planeta desconhecido e aparentemente hostil.

A jogabilidade era bem diferente dos point-and-click tradicionais, não há uma lista de verbos: para falar com alguém basta clicar na pessoa (ou usar uma espécie de tablet no inventário, se ela estiver longe), e para usar um objeto basta abrir o inventário e clicar nele, clicando depois no local. O problema é que isso não torna o jogo mais fácil, pelo contrário, os puzzles são bem complicados e alguns não são nada intuitivos (eu levei três dias pra montar aquela bendita tartaruga!). Abrir portas sempre requer um puzzle que envolve figuras geométricas, e ser um professor de matemática não me ajudou em nada neles.

Os NPCs desse jogo, embora raros, são de grande ajuda, desde que seu inglês esteja em dia. E acredite, você vai precisar de muita ajuda, pois é bem fácil se perder nesse planeta. Havia momentos em que eu esquadrinhava cada canto da tela em busca de um ponto clicável, sem saber pra onde ir ou o que fazer, e esse é com certeza um dos pontos fracos do jogo. Em matéria de som eu também acho que o jogo poderia ter sido melhor, pois a trilha sonora é imersiva demais, lembrando mais uma trilha de filme que de jogo. Isso não é ruim, mas as músicas de The Dig dificilmente estarão na playlist do seu MP3. No quesito gráficos, o jogo é bem bonito pra um game de PC de 1995, com uns efeitos 3D interessantes, e esse é um ponto forte do game.

Se tem algo que fez o jogo perder, na minha opinião, alguns pontos preciosos foi o fato de você nunca morrer. Eu sei, não se trata de um Super Metroid ou de um Dead Space, mas a temática de "explore um planeta hostil cheio de cristais from hell" combina com passar um aperto de vez em quando, e games menos sérios da LucasArts tinham Game Over (experimente esquecer de encher a piscina de Maniac Mansion, por exemplo). De que adianta o jogo querer me fazer sentir num planeta estranho onde a raça dominante desapareceu misteriosamente se eu estou mais seguro nele do que na Terra? Até mesmo em momentos do fim do jogo onde Boston poderia ter morrido isso não acontece, ele automaticamente se esconde ou dá um golpe mortal no inimigo. Isso não torna o jogo ruim, mas me fez sentir como se eu estivesse usando algum cheat de invencibilidade, e tirou parte da diversão do jogo.

Porém, mesmo esses defeitos não fazem com que The Dig deixe de ser um grande game. O enredo muito bem estruturado, aliado à acessoria de grandes nomes do cinema (George Lucas e Steven Spielberg, só pra começar) fazem com que esse jogo valha a pena. Se o protagonista do jogo não fosse imortal, e se o final não fosse tão "conto de fadas",  talvez The Dig tivesse se tornado a maior experiência imersiva já vista em um game até então. Mas mesmo assim não deixa de ser um dos maiores games da já saudosa LucasArts.


NOTA FINAL: 8,8
THE DIG, APESAR DOS PESARES, É UM GRANDE JOGO. MESMO QUEM NÃO CURTE SCI-FI VAI ADORAR SE PERDER NUM MUNDO ALIENÍGENA, ENQUANTO TENTA DESCOBRIR COMO VOLTAR PRA CASA.
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Princess Maker 2 (PC)

terça-feira, 23 de abril de 2013 Postado por Azrael_I

 
Gênero: RPG/Simulação


Fabricante: Gainax


Lançamento: 1993


Jogadores: 1






"Eight years passed like a dream"

A série Princess Maker pertence a um gênero que era bastante obscuro no Brasil e no resto do mundo Ocidental antes da popularização da Internet: os simuladores de vida real (Life Simulation Game).  Resumidamente, neste tipo de jogo você deve desenvolver um personagem, fazendo-o passar por situações de vida cotidiana (ainda que a "vida cotidiana" em questão seja em um mundo de fantasia) e tomar decisões, aprender, crescer etc. Os primeiros games a terem elementos deste tipo de jogo foram os RPGs e Adventure Texts, ainda que de forma bem primitiva. Hoje em dia, qualquer gamer que se preze já jogou algum jogo com elementos de life simulation; entre os mais populares estão os games das séries The Sims e Harvest Moon, mas a grande maioria dos games hoje, mesmo os que não são RPGs, possuem elementos do estilo (como a série Grand Theft Auto - GTA). Por outro lado, na década de 90 eles eram bem pouco conhecidos por estas bandas, como é o caso de Princess Maker 2, que só se tornou mundialmente famoso após a Internet, sendo que hoje é praticamente uma referência para este tipo de game.

 
Fazedor de Princesa 2

Em Princess Maker 2 (assim como em todos os jogos da série, aliás) o jogador tem como objetivo criar uma filha da infância até a fase adulta; o foco, entretanto, não é no personagem do jogador e sim na filha: o jogador deve organizar a vida da menina, fazendo sua agenda mensal, determinando os lugares que ela pode ou não visitar, com quem falar, cuidando de sua saúde e sua dieta, de seus estudos, trabalhos temporários, descanso e até mesmo controlando diretamente a menina em determinadas partes do jogo. Na verdade, o jogador controla mais a filha do que o próprio personagem, o qual aliás nem sequer aparece, exceto por uma pequena cena na introdução...

 
A tela de Atributos

O fator que mais chama a atenção em PM2 é a quantidade de coisas que podem ser feitas: são mais de vinte atributos (definidos inicialmente pelas escolhas de data de nascimento, tipo sanguíneo etc. no começo do game), sendo que tudo que se faz ou deixa de fazer aumenta ou diminui (quase sempre os dois) vários atributos relacionados com a ação. Na verdade, a quantidade de ações e atributos tem sua razão de ser, uma vez que Princess Maker 2 tem mais de 70 finais diferentes! É possível fazer a filha virar praticamente qualquer coisa, desde criada, passando por guerreira, soldado, artista, escrivã, meretriz, bandida, bobo da corte, artesã, freira... o final mais almejado, obviamente, é o de princesa (da onde vem o nome do game, claro), fazendo a filha se casar com o príncipe. O final não depende apenas dos atributos, mas também das ações e decisões feitas durante o game, que determinarão a personalidade da menina: fazer a filha frequentar mais as aulas de luta e esgrima farão ela tomar gosto por batalhas (e pedir presentes como armas e poder competir nos torneios) e darão mais chance de um final combatente(Guerreira, Cavaleira, Mercenária etc.), comprar livros e fazê-la estudar poesia, protocolo e ciência a deixarão mais inclinada a gostar menos de combates e mais de raciocínio e diplomacia, fazendo um final mais intelectual (PhD, Juíza, Primeira-Ministra etc.), enquanto não fazê-la estudar ou trabalhar e deixá-la só relaxando (Time Off) irá deixá-la mais rebelde e inclinada a finais "Dark Side of the Force"(Meretriz, Dançarina, Ladra etc.); o mais interessante é que nada disso GARANTE que ela seguirá o final mais tendencioso (seja pelas ações ou por escolhas feitas pelo jogador nos atributos iniciais), e na verdade é muito mais fácil a filha conseguir apenas um final normal (como dona-de-casa, solteira, divorciada...) do que um dos finais "épicos"; a única forma garantida além de cheat é manter os atributos necessários no máximo. E mais: embora a escolha de carreira influencie, não chega a determinar com quem a filha irá se casar no final (é possível uma personagem mais combativa se casar com o Príncipe, por exemplo, uma vez que isto depende bastante da popularidade e da amizade com ele) já que ainda pode-se escolher entre os pretendentes (dependendo do que se faz, popularidade e quem ela conhece).

Estudando Dança

Na história do game, o personagem do jogador é um cavaleiro que vive num mundo de fantasia medieval (tipo Senhor dos Anéis) que defendeu o reino de uma invasão do Príncipe das Trevas e por causa disso é considerado como um herói em todo o reino (além de receber salário anual, mas sem direito a plano de saúde e FGTS...). É então que um dia os Céus enviam a ele uma menina para que a crie e eduque até os 18 anos e ela escolha como quer viver sua vida. O Deus que envia a criança depende da escolha da data de nascimento, no começo do game, e esta divindade será a patrona da criança (como se fosse um signo do zodíaco) e determinará os atributos iniciais e até uma certa tendência na vida da menina (uma criança nascida sob Marte, por exemplo, começará com bons atributos físicos e inclinação para combates enquanto uma nascida em Vênus tem bônus em atributos sociais e interação). O Deus protetor irá ajudar (discretamente) o jogador na missão de criar a menina, e no final avaliará como o jogador a criou.

Um combate durante o Festival da Colheita

A jogabilidade de Princess Maker 2 pode ser dividida em duas partes: a interação diária (ou mensal) e as aventuras (Adventure) em estilo RPG clássico, à lá Final Fantasy e similares. Toda a jogabilidade é feita através de cliques na tela, com o mouse, de forma semelhante a um AVG normal embora alguns comandos também possam ser feitos no teclado(principalmente na aventuras em RPG). Na tela principal do game são dadas as opções de interação com a filha, sendo que o jogador pode ver os atributos, conversar (conversa de pai e filha, dar dinheiro ou bronca, tudo isto necessário para saber se a está educando direito), organizar a dieta dela, ver seu status e desenvolvimento físico atual, ir ao vilarejo (onde é possível fazer compras, ir ao hospital, à Igreja etc.), ir ao palácio conversar com as autoridades do Reino (necessário para aumentar a Popularidade), equipar armas, roupas, itens, armaduras etc., salvar ou carregar um jogo e por fim organizar a agenda (Schedule) mensal da filha. A parte da Schedule é uma das mais importantes, uma vez que nela deve-se escolher o que a filha irá fazer todo o mês: estudar, trabalhar, partir em uma aventura fora do reino ou descansar, sendo possível escolher até três opções de atividades por mês. Na verdade, a organização da Schedule costuma ser o último passo a ser executado em cada mês, já que uma vez escolhida a Schedule não é mais possível acessar as outras opções até o final do mês (que acontece em tempo de jogo, não em tempo real, só pra deixar claro).

Tela principal; as opções são os oito ícones acima da palavra Schedule

A parte RPG do game acontece quando o jogador escolhe Adventure na Schedule mensal. A filha irá partir sozinha numa aventura fora dos muros da cidade, em uma das quatro regiões (Norte/Geleira, Sul/Lago, Leste/Floresta e Oeste/Deserto), e é nesta hora que o jogador poderá controlá-la para explorar a região em questão, em busca de itens, dinheiro, interação com NPCs secretos (é possível conversar com alguns dos oponentes que aparecem também) e aumento nos atributos (principalmente os físicos). O esquema RPG lembra bastante o de games como Phantasy Star e Dragon Quest. Só é possível comprar itens e equipamentos durante a interação diária normal (seja nas lojas ou com vendedores ambulantes que aparecem de vez em quando), embora alguns possam ser adquiridos (e trocados/usados) durante as aventuras. Um ponto contra é o fato de o botão para acessar o menu de opções durante as aventuras estar quase invisível na tela, e jogadores novatos dificilmente o acharão logo de cara (tem gente que nem sabia que existem opções durante as aventuras); além disso, aqui existem muito poucas opções em comparação com a parte interativa do game.

A parte RPG; acesse as opções clicando na esfera vermelha abaixo dos dois quadrados que mostram a arma e a armadura, no canto direito da tela

Existem ainda muitas outras coisas que podem acontecer, tudo dependendo das interações da filha com as pessoas: ela pode ter uma rival (em qualquer coisa que se destaque, como lutas, dança, pintura etc.), encontrar pessoas que lhe apoiarão (ou atrapalharão: falar com o Jester, por exemplo, auxilia a conseguir o final em que a filha também vira Jester, mas a deixa com má reputação na cidade), vendedores e outros NPCs aleatórios. Dinheiro é uma parte importante do game, e para conseguí-lo é preciso trabalhar (ou partir em Aventuras); à medida que a menina cresce e aumenta seus atributos ela pode conseguir novos empregos com salários melhores e ter aulas em matérias diferentes, que ajudarão (ou não) a melhorar os atributos necessários para o jogador conseguir o final almejado. Como em todo Life Simulation ler os comentários das pessoas, do mordomo Cube (que presta um grande apoio em todo o game) e da própria filha é essencial para saber como a menina está se saindo e o que se deve fazer para melhorar, corrigir ou mesmo piorar (dependendo das intenções do jogador) as coisas. Uma dica: o game tem parâmetros e atributos invisíveis que só podem ser estimados através das conversas (embora possam ser visualizados através de hacking ou de um cheat).

Cube ajudando a organizar a Schedule

Graficamente falando, Princess Maker 2 lembra a maior parte dos AVGs da época, como True Love. Entretanto, a quantidade de cenas interativas é muito maior que a média dos AVGs, além das pequenas animações que o game tem (mais ainda o fato de ter as aventuras em RPG, claro), e a beleza dos cenários; destaco os belos cenários das férias. As expressões faciais da filha se modificam não só com o decorrer dos anos, mas também com o estado de humor, saúde e mesmo necessidade (muito calor no Verão, por exemplo). Quanto às músicas, embora um tanto repetitivas, são muito variadas e não chegam a enjoar, mas a pouca quantidade de sons no game pode incomodar os mais aficcionados por detalhes.

 Férias de Verão

A versão feita para DOS de Princess Maker 2 é a mais conhecida por causa de uma tradução inacabada feita pela empresa SoftEgg. Princess Maker 2 também foi lançado para PC-98, PC Engine, Sega Saturn, 3DO, FM Towns e outros, mas todas essas versões nunca foram traduzidas. Alguns anos depois, a Gainax relançou os jogos Princess Maker 1 e 2 com upgrades para Windows, Dreamcast e Playstation 2, em versões chamadas Princess Maker Refine, com gráficos, sons e outros detalhes melhorados (inclusive a inclusão de vozes para os personagens). É interessante notar, entretanto, que depois que a SoftEgg parou de traduzir Princess Maker 2 nunca mais foi anunciada nenhuma outra tentativa de tradução oficial para os games da série (embora existam traduções não-oficiais e incompletas para PM 1, 4 e 5).

Notem as diferenças entre as versões Original e Refine

Qual teria sido a falha? Em uma nota em seu site, a SoftEgg explica com detalhes todos os problemas que tiveram durante a tradução. Basicamente, devido a uma série de atrasos na tradução e falência de companhias anexas, a SoftEgg achou que não deveria mais continuar com a tradução (afinal, o ano já era 2002...um atraso de quase dez anos!) e nunca lançaram a versão completa de Princess Maker 2 em Inglês (embora a própria SoftEgg diga que chegou a dar uma cópia completa da tradução para o criador de Princess Maker, Takami Akai); a versão Beta que é a mais conhecida no mundo foi muitas vezes chamada de "Abandonware" em alguns sites; entretanto, a SoftEgg declara que isto não é verdade e que, embora seja um Beta, a versão em Inglês de Princess Maker 2 ainda é sua propriedade e qualquer download não-autorizado dela é ilegal.

Não existem só lutas; aqui, a candidata a princesa na competição de dança

Existe ainda uma versão de Princess Maker 2 para Super Nintendo, chamada Princess Maker: Legends of Another World (que pra variar também nunca foi traduzida do japonês...). Embora seus gráficos e sua história sejam diferentes, a versão de Snes utiliza a mesma engine. Não há o que reclamar aqui: o próprio Princess Maker 2 utiliza uma versão pouco melhorada do primeiro Princess Maker, o que reduz um tanto o fator "inovação" de PM2.

A versão para Snes

Princess Maker 2  não chegou a causar nenhuma grande revolução nos games, mas é mais do que óbvia a sua influência nos games modernos. Embora seja um game já meio antigo, PM2 ainda é uma referência e chega a ser um grande cult entre os gamers (tudo graças em grande parte à versão Beta da SoftEgg). Chega a ser estranho que, dada a popularidade do Beta lançado pela SoftEgg, não tenha sido feita mais nenhuma tentativa de tradução dos games da série (pô, até Harvest Moon teve novas chances!). Quem sabe quando (ou melhor dizendo, "se") fizerem o sexto game...



NOTA FINAL: 8,8
LONGO, VICIANTE, DESAFIADOR, VARIADO E COM MILHARES DE POSSIBILIDADES; ESTE É PRINCESS MAKER 2, O "GAME REFERÊNCIA" EM LIFE SIMULATION, QUE SÓ NÃO LEVA UMA NOTA 10 POR NUNCA TER SIDO LANÇADA SUA VERSÃO TRADUZIDA COMPLETA.
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Destravar Achievements no Mega Drive? #comofas?

terça-feira, 16 de abril de 2013 Postado por Tristan.ccm


Se tem uma coisa da atual geração de consoles que pegou foram os Achievements (ou Conquistas, ou Troféus, ou seja lá o nome que você dá a isso). Versão modernizada daquela época em que você mostrava aquele save com tudo destravado ou daquela foto toda zoada da tela com aquela pontuação épica, cujo objetivo era um só: deixar seu amigo com inveja.

Os Achievements nasceram no Xbox 360, logo foram copiados pelo PS3 e pelos PCs, se tornando quase que obrigatórios hoje em dia. Mas quem curte games clássicos agora também pode "platinar" seus games, graças a uma ferramenta chamada RetroAchievements!


A coisa funciona do seguinte modo: primeiro, você entra no site RetroAchievements.org e cria uma conta, tarefa que leva só alguns segundos. No mesmo site, você baixa um emulador para seu PC que, ao abrir, pedirá que você se logue com o mesmo username que criou no site. Depois disso, basta abrir a ROM e se divertir!


No momento, o único console suportado pelo site é o Mega Drive, utilizando uma versão modificada do emulador Gens chamada RAGens (por enquanto, apenas a versão Windows está disponível), e poucos jogos já contam com achievements, mas há a promessa de que em breve outros emuladores apareçam, abrangendo outros sistemas como N64, Master System, Game Boy e Nintendinho (tenho medo só de pensar em como serão os achievements de Battletoads...). Pra completar, o site tem um sistema que permite aos jogadores criar um achievement e enviar para que outros usuários tentem a sorte!


A ferramenta é totalmente gratuita, e já tem até mesmo uma leaderboard com os jogadores com maiores pontuações. É lógico que há poucos, afinal trata-se de uma ferramenta recém-nascida e cheia de bugs, mas que tem tudo pra melhorar. Vale a sua visita e seu apoio! Bem, agora com licença que faltam só dois achievements pra eu platinar Streets of Rage 2. Fui!