Piores capas de jogos! [37]

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 Postado por P.A.

Ninguém esperava por isso, mas nós estamos de volta... E melhor ainda, com mais uma parte da interminável saga das Piores capas de jogos!
Se até a Sandy & Júnior voltaram, por quê nós não voltaríamos também?
A diferença é que aqui não tem ingresso por 500 bolsonaros com open bar de água... Por isso eu continuo pobre e Sandy e Júnior milionários. O mundo é dos espertos!


Amidar - Atari 2600
Amidar é um jogo bem curioso. E enjoativo também; como inúmeros da época.
Você precisa preencher os quadrados da tela, pintando todos eles sem ser atingido por inimigos; uma variação de Pac-Man. Em algumas fases você é um gorila amarelo que foge de nativos com lanças; em outras você é apenas um rolo de pintor fugindo de porcos...
Não sei como os criadores do jogo estabeleceram esse paralelo e criaram essa rivalidade entre porcos e rolos de pintor, só sei que nessa época ninguém se importava com porra nenhuma então passou batido!
Tanto que você pode colocar um gorila e um rolo de pintor como personagens principais, mesmo eles não tendo nada em comum, e está tudo bem. Eram épocas mais simples!
O resultado foi perfeitamente transferido na capa do jogo, que tem um gorila gigante segurando um nativo e um porco, enquanto um pintor flutua ao seu lado!
Qualquer semelhança do gorila e do gordinho de bigode da capa com o Donkey Kong e Jumpan (futuro Mario Bros) não deve ser mera coincidência.


Mega Man Soccer - SNES
O ano é 1994, eis que você está na locadora dando uma olhada em todos aqueles títulos e pensando em qual deles vai alugar pra jogar no fim de semana, quando se depara com uma das maiores bizarrices que você poderia imaginar. Um jogo de futebol... do Mega Man!
FUTEBOL!!!! 
DO MEGA MAN!!!
A Capcom, mercenária como nunca, aproveitou a Copa do Mundo de 94 e pensou: como poderíamos prostituir um dos nossos principais mascotes a fim de ganhar uns trocados a mais e aproveitar o embalo do maior evento de futebol do mundo? O resultado é Mega Man Soccer!
Na capa vemos um Mega Man sem pescoço chutando uma bola flamejante na direção do gol defendido por Fire Man, ou a bola pegou fogo ao se aproximar do Fire Man, não sei ao certo! Até porque não tem sentido o Mega Man fazer a bola pegar fogo... Oras bolas, estou discutindo o sentido de uma capa do jogo de futebol do Mega Man!
O que sabemos com certeza é que o jogo é tão ruim quanto sua capa!


Cliffhanger - Mega Drive
Cliffhanger, conhecido por aqui como "Risco Total", foi um filme bem legal lançado em 1993 estrelado por ninguém menos que Sylvester Stallone. E como inúmeros filmes da época, resolveram transforma-lo em um jogo... E vocês já sabem o resultado da maioria dos jogos baseados em filmes!
Na capa do jogo, pegaram um foto do Stallone pendurado com um cara de nojo, pois já imaginava o que viria a ser o jogo.
"Sério que vocês vão usar uma foto minha pendurado nas pedras, usando esse short de escalada que mal cobre minhas nádegas pra colocar na capa desse jogo bosta que vocês fizeram? A hora que eu descer daqui vocês vão ver só, seus filhos da puta..."


Batman Arkham City - PlayStation3
Batman Arkham City é um dos melhores jogos do morcegão! Que bom que a Rocksteady surgiu pra fazer jogos decentes de um dos melhores heróis dos quadrinhos de todos os tempos...
E a capa do jogo faz questão de mostrar que o jogo é bom mesmo!
"10 out of 10"
"5 out of 5 one of the greatest games ever made period"
"5 out of 5 a must own"
"Game of the Year"
Nada menos que quatro citações de reviews de revistas pra enaltecer o jogo. Além do clássico GAME OF THE YEAR EDITION no topo da capa!
E ainda informações sobre um conteúdo bônus que vem nesta edição.
Com tudo isso, sobrou bem pouco espaço pro título do jogo que ficou exprimido no canto direito...
Quem não está familiarizado com games pensa que o nome do jogo é "10 OUT OF 10", já que é o que está em destaque em letras garrafais no lugar onde deveria ser do título do jogo!
O próprio Batman teve que fazer um esforço danado pra aparecer no meio de tanta informação despejada na capa!
Santa poluição visual Batman...

The Dark Spire - Nintendo DS
E se por um lado a capa do Batman trazia informações demais, aqui não temos informação alguma.
A capa de The Dark Spire é só uma parede preta com tijolos à vista... E é isso, um jogo sobre uma parede preta.
Ou é 8 ou 80 com os criadores de capas de jogos! E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos!


E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos.
As outras edições:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12
Parte 13
Parte 14
Parte 15
Parte 16
Parte 17
Parte 18
Parte 19
Parte 20
Parte 21
Parte 22
Parte 23
Parte 24
Parte 25
Parte 26
Parte 27
Parte 28
Parte 29
Parte 30
Parte 31
Parte 32
Parte 33
Parte 34
Parte 35
Parte 36


Teenage Mutant Ninja Turtles (NES)

terça-feira, 18 de junho de 2019 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Konami


Lançamento: 1989


Jogadores: 1 player






O mundo dos jogos está intrinsecamente ligado à outras mídias e vice-versa; e quando alguma coisa vira um sucesso, prontamente ele é transformado em jogo. A febre das tartarugas mutantes ninjas não seria exceção à esta regra. Gibis, desenhos animados, bonecos e obviamente jogos foram lançados aos montes para aproveitar a popularidade das tartarugas. Em 1989 a Konami lançou o primeiro jogo inspirado na série das HQs de 1987.

O jogo não tem uma história pré-determinada. A história vai se desenrolando e sendo mostrada em forma de cut-scenes conforme você vai passando pelas fases... No primeiro ato você tem que salvar April O'neil que foi raptada por Beboop e Rocksteady, no segundo ato você tem que impedir que a represa seja explodida, no terceiro ato foi a vez do mestre Splinter ser raptado e precisar de resgate; e por fim ir até o Technodrome e derrotar o Destruidor. 

Logo ao iniciar a gente já percebe que o jogo não é de plataforma o tempo todo. Inicialmente estamos numa espécie de "mundo aberto" - se assim podemos dizer - onde a visão é de cima e devemos andar pelo mapa entrando em portas ou bueiros procurando chegar ao nosso objetivo. Ao entrar nesses lugares a perspectiva muda para o padrão de jogos de plataforma em 2D como estamos acostumados.

O problema aqui é que o jogo não indica o lugar exato onde você tem que ir e muitas vezes você entra em lugares que são becos sem saída, te fazendo perder tempo e vida com os inúmeros inimigos que surgem infinitamente!
O mapa no canto superior na tela de pause é um pouco confuso e pouco ajuda na sua jornada, assim como as dicas do mestre Splinter ou da April que também não servem pra nada.

"You have my support..." Então pelo menos indica no mapa onde eu tenho que ir sua vagabunda!

Falando na tela de pause, é nela que podemos alternar entre as quatro tartarugas à qualquer momento. Isso é bem legal e acrescenta bastante ao gameplay do jogo. É muito útil pra quando uma das tartarugas estiver morrendo e você quiser poupá-la até achar um pedaço de pizza para poder recuperar sua energia.
Porém na maior parte do tempo você estará jogando com Donatello ou Leonardo. O alcance das armas deles são muito maiores (principalmente Donatello) e com isso é muito mais fácil e seguro derrotar os inimigos, principalmente alguns que estão em plataformas tanto acima como abaixo de você, já que sua arma atravessa as paredes. Raphael e Michelangelo são mais rápidos, porém o alcance das armas deles é risível e não vale a pena o sofrimento, à menos que você tenha perdido os outros dois!
Além das armas clássicas de cada um, ainda é possível pegar uma arma secundária que pode ser ativada/desativada com o botão Select podendo ser estrelas ninja, bumerangues e até um pergaminho que faz com que a tartaruga dispare um feixe de magia poderoso.

Os gráficos do jogo estão na média. Os cenários são diversificados e bem feitos, apesar de se repetirem com certa frequência durante o jogo. Os sprites dos personagens e inimigos são de um tamanho bom na tela e bem animados. As tartarugas são todas iguais, só sendo diferenciadas pelas cores da bandana e suas armas, como era de se esperar.
Porém quando há muitos inimigos na tela o jogo acaba tendo alguns slowdowns e os inimigos ficam piscando, o que acaba atrapalhando ainda mais sua árdua tarefa de controlar as tartarugas e combater os inimigos, prejudicando e muito sua experiência com o jogo.
A música é regular. Apesar de ser animada, não espere as músicas clássicas das tartarugas ninja, apenas músicas de ação que acabam se repetindo por muito tempo. Os efeitos sonoros também não são grande coisa, apenas cumprem seu papel. Destaque negativo pro bipe irritante quando sua tartaruga estiver quase morrendo!

O maior defeito desse jogo está na sua jogabilidade. Os personagens são um pouco lentos e os pulos são muito mal programados e travados. O pulo tem três níveis de altura, dependendo da força com que você pressiona o botão de pulo. Com certeza você vai perder muitas vidas, ou pelo menos tomar muitas porradas durante algum pulo. Sem falar no irritante e clássico "pulo pra trás" quando você leva um golpe; característica muito comum de jogos dessa época!
Além do mais o jogo é apelativo. Assim como na série Contra, os inimigos surgem infinitamente. Você os mata e segue pra tela seguinte, caso precise voltar pra tela anterior eles estarão lá novamente. Mas em Contra a jogabilidade era fluída e compensava essa dificuldade, coisa que não acontece em TMNT!
Isso sem contar os momentos - e são vários - onde você precisa subir/descer escadas e diversos inimigos (principalmente voadores) ficam passando e te atingem, já que é praticamente impossível passar sem levar dano, pois não tem como desviar enquanto estiver na escada!
Um modo 2 player Coop também seria muito bem-vindo aqui. Além de tornar o jogo mais divertido, também poderia tornar o jogo mais fácil.

Os inimigos são o segundo maior defeito do jogo. São inimigos completamente aleatórios e que não tem absolutamente nada ver com o universo das tartarugas ninja, com exceção para o mouser e alguns ninjas que parecem ser do Foot Clan. Os inimigos são bizarrices de todos os tipo como caras com moto-serra, água viva, besouros, balões com bombas, águias e até alienígenas!
Os chefes felizmente são personagens do universo das TMNT, sendo Beboop, Rocksteady, um mouser gigante, Destruidor e até o Technodrome é um dos chefes.

Suas definições de 'fase maldita' foram atualizadas com sucesso!

Como dito anteriormente, o jogo é apelativo e devido à seus problemas de jogabilidade acaba sendo muito frustrante na maior parte do tempo. Muitos níveis parecem terem sido feitos apenas pra te fazer perder vidas e passar nervoso. A fase da água cheia de algas que dão choque é simplesmente irritante e dificilmente você vai conseguir passar por ela sem perder ao menos uma das tartarugas.
A sensação que fica é que seria muito melhor se o jogo fosse um beat'em up ao invés de ser um jogo de plataforma. E talvez a Konami tenha percebido isso, analisando as sequências lançadas posteriormente.

No ano seguinte o jogo recebeu (con)versões - bem piores, diga-se de passagem - para diversos sistemas da época, como Commodore 64, Amiga, MSX e até Atari ST.


NOTA FINAL: 5,0
A PRIMEIRA TENTATIVA DA KONAMI EM CRIAR UM JOGO DAS ICÔNICAS TARTARUGAS NINJA NÃO FOI BEM SUCEDIDA. O ESTILO DO JOGO EQUIVOCADO COM UMA JOGABILIDADE RUIM TORNAM ESTE JOGO ESQUECÍVEL!
Plataforma:


Daze Before Christmas (Mega Drive / SNES)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Funcom


Lançamento: 1994


Jogadores: 1-2 players








HO-HO-HO!!!
Vocês já repararam que quanto mais velho a gente fica, menos importância a gente dá pro Natal? Quando somos crianças ficamos ansiosos, pois é a oportunidade perfeita de ganhar aquele videogame do momento de presente, mas quando ficamos mais velhos nós temos que comprar os presentes, então a magia do Natal vai por água abaixo. Sem falar que temos que ficar a noite inteira aguentando aquele tio bêbado com piadinhas do pavê e participar da droga do amigo secreto. Seja lá quem for o idiota que inventou o amigo secreto, saiba que eu te odeio do fundo do meu coração!

No mundo dos games, não existem muitos jogos sobre o Natal. Na verdade, não existe quase nenhum. Afinal, qual a chance de um jogo sobre o Natal ficar bom? Daze Before Christmas vai elucidar meu raciocínio melhor...

No jogo, Papai Noel estava dormindo em sua casa quando um maligno Boneco de Neve e sua gangue, roubam os presentes e capturararam os duendes e as renas do Papai Noel para que ele não consiga presentear a todos neste ano. Seria muito mais fácil ter capturado apenas o Papai Noel, mas aí não teríamos jogo... O que seria ótimo, pois ninguém queria esse jogo.

Os gráficos do jogo até que são interessantes, os cenários bem feitos assim como os sprites dos personagens! O problema maior aqui, é que o jogo possui 24 fases e os cenários apesar de bem feitos, acabam se repetindo. Todas as fases, são apenas variações umas das outras. Tem a fase na casa, com escadas e estantes, a fase da neve, a fase da fábrica com esteiras e canos e a fase da caverna de gelo. Quatro tipos de fases, que vão se repetir, mudando apenas as localizações dos itens e inimigos, mas com o mesmo cenário... Sem falar que não há lógica alguma na sequência das fases: uma hora você esta na fase da neve, no Polo Norte e do nada, na fase seguinte você está em uma fábrica, pra logo em seguida ir pra uma casa.

As músicas são legais, pelo menos nas primeiras fases, já que ela vai se repetir pelo resto do jogo! Lembrando que as poucas músicas presentes no jogo, obviamente são aquelas canções natalinas que creio eu todos conhecem, só que numa versão digamos, remixada! Os efeitos sonoros são bem simples.

Controlar Santa Claus é bem fácil, já que ele apenas anda, pula e solta magia... Sim, o bom velhinho está armado com magias! Mas o pior melhor de tudo nem é isto; quando você toma café durante as fases, Santa Claus se transforma em Satan Claus (Rááá)! Ele fica igual a um diabo com roupas azuis e fica invencível, atacando os inimigos com o saco de brinquedos.
Outra coisa "interessante" no jogo, é que depois que você passa por algumas fases você vai sobrevoar as casas entregando os presentes que você recuperou, jogando-os nas chaminés... Mas nessa parte os gráficos são bem mais simplistas!

Curioso notar que em algumas fases das cavernas de gelo, você pode encontrar as renas presas por uma barreira de gelo, que você pode derreter com uma magia de fogo; mas mesmo que você não solte as renas, a fase sobrevoando a cidade com o trenó acontece... Pelo jeito, Papai Noel tinha renas de estepe pra emergências.

O maior problema do jogo é sua câmera. Muitas vezes ela não consegue acompanhar o movimento do personagem e você pode acabar topando com um inimigo que vem na sua direção. Pior ainda quando você pula e a câmera pula junto com você, impedindo você de ver onde está a plataforma pra que possa cair em segurança... Eu perdi várias vidas pois não sabia onde estava o chão e caia nos buracos infinitos!
 
O último chefe é uma pedra de gelo voadora, que fica sorrindo enquanto solta raios!

O jogo é bem fácil, apesar de possuir longas e repetidas vinte e quatro fases, elas são pequenas e muito simples! Até os chefes são bobos e é fácil decorar o padrão de movimento deles.


NOTA FINAL: 5,0
HO-HO-HO!!!! DAZE BEFORE CHRISTMAS É SÓ MAIS UM JOGO DE PLATAFORMA GENÉRICO FEITO APENAS PRA ESSA DATA FESTIVA!
Plataforma: ,


Doom (PC)

sexta-feira, 9 de novembro de 2018 Postado por P.A.



Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: ID Software


Lançamento: 1993


Jogadores: 1-4 players versus







Depois do enorme sucesso de Wolfenstein 3D, a equipe da ID Software queria continuar sua ascensão e já planejava emplacar um novo jogo.
Antes mesmo de começarem a criar o jogo ou definirem qual seria a temática, eles já haviam decidido qual seria o nome: Doom! A ideia partiu de John Carmack, que pegou uma fala de um filme chamado "A cor do Dinheiro", onde Tom Cruise chama carinhosamente seu taco de sinuca de "Doom" (Perdição, em tradução livre).
Depois disso eles resolveram fazer um jogo com temática diferente de Wolf 3D e portanto não queriam mais enfrentar seres humanos. Como eram viciados em Dungeon and Dragons, os rapazes da ID resolveram que seria legal lutar contra os demônios do jogo de tabuleiro que eles amavam!

Um ano antes, os rapazes conheceram Scott Miller; um jovem visionário dono da empresa Apogee Software, que criou um modelo de distribuição de jogos pela internet onde ele liberava uma pequena amostra grátis - como uma demo - e depois o usuário teria que pagar e comprar o jogo completo caso interessasse. Esse modelo ficou conhecido como Shareware!
 O pessoal da ID logo achou que esse seria o melhor jeito de distribuir seus jogos, e fez isso com Wolf 3D e também com o seu novo jogo, Doom!

Doom começou a ser disponibilizado com 5 primeiros níveis como demonstração.
O jogo completo possuía 3 episódios ("Knee-Deep in the Dead"; "The Shores of Hell" e "Inferno") com 9 níveis cada, que foram vendidos por shareware e por correspondência. No ano seguinte Doom recebeu um atualização intitulada de "The Ultimate Doom" que acrescentava um novo episódio ("The Flesh Consumed") e passou a ser vendido em lojas de varejo também!

Em Doom, entramos na pele de um fuzileiro espacial - que era popularmente chamado de Doom Guy, já que não possuía um nome - enviado pra Marte para trabalhar para a Union Aerospace Corporation (UAC). A UAC era um complexo militar-espacial que estava realizando experiências secretas com teleporte entre as luas de Marte - Phobos e Deimos. Como já era de se esperar, algo dá errado e Deimos simplesmente desaparece, enquanto criaturas do inferno começam a se teleportar para a base em Phobos, que foi rapidamente dominada pelos demônios. Uma equipe da UAC em Marte é enviada para Phobos para investigar o incidente, mas logo todos são mortos exceto, óbvio, você! Agora, Doom Guy terá que lutar contra hordas intermináveis de demônios para impedir que eles consigam chegar até a Terra!


John Carmack era um jovem programador obcecado por trabalho e que queria sempre entregar algo muito melhor do que o projeto anterior. Ele trabalhou por dias para criar um nova engine pro Doom que deixou todo mundo na Id Software impressionado!
Doom possuía muitas novidades em relação ao seu antecessor, como altura das salas, mapeamento de textura no chão e no teto, fases interativas com plataformas que sobem e descem, degraus, pontes e um dos pontos fortes: a iluminação, que contribuía para dar um visual mais sombrio pro jogo!
Os sprites dos monstros foram feitos de argila e depois escaneados para o computador. E os rapazes soltaram a imaginação para criar as criaturas mais bizarras e inimagináveis... Os cenários eram todos em 3D, mas os sprites dos inimigos e dos objetos eram 2D. Porém quando você girava em torno deles eles iam girando junto, dando uma impressão de 2.5D!

Assim como Wolf 3D, Doom é um jogo de tiro em primeira pessoa que te dá um arsenal variado para enfrentar seus inimigos. Você começa apensa com uma pistola e seus próprios punhos, mas conforme avança pelo jogo você pode encontrar a Shotgun, Machine Gun, uma bazuca, uma arma de plasma e até uma moto-serra (que substitui seus punhos)... E claro, não podemos esquecer da arma mais foda e apelona do jogo: a BFG 9000 (Big Fucking Gun).
Além das armas e munições, existem diversos itens para coletar. Medkits e armaduras, roupas de radiação para caminhar pelos rios tóxicos sem levar dano e até itens que deixam o jogador parcialmente invisível ou invulnerabilidade.

Para progredir nas fases, você deve explorar todas elas muito bem, já que existem muitas passagens secretas pelo jogo e geralmente elas escondem interruptores e cartões magnéticos que abrem portas - que se diferenciam por cores. Você deve percorrer os níveis e encontrar uma porta com a palavra EXIT para pode passar pro nível seguinte.
Algumas fases são bem grandes e labirínticas, assim como eram em Wolf 3D, mas agora a ID acrescentou um mapa que é muito útil para que você possa identificar áreas que já visitou e consiga ter uma noção de onde falta explorar. Acredite, o mapa fez muita falta em alguns levels de Wolfenstein 3D!

Além do modo single player Doom possui dois modos multiplayer que poderiam ser jogados por uma rede local ou pela internet. No modo cooperativo 2 a 4 jogadores se juntam para jogar a campanha. No Deathmatch até 4 jogadores podem se digladiar entre si... O modo Deathmatch surgiu de uma "discussão" entre John Romero e John Carmack para ver quem era o melhor no jogo!

Doom foi o primeiro jogo à possuir o modo Deathmatch, que viria se tornar obrigatório em jogos de tiro!

Devido seu alto grau de violência e referências satânicas, Doom gerou um misto de emoções. Os jovens obviamente adoravam o jogo, mas os pais e pessoas mais velhas repudiavam completamente aquele show de demônios e sangue por todo lado!
E para piorar ainda mais a situação, Doom acabou marcado também por tiroteios em escolas dos Estados Unidos. O caso mais emblemático ocorreu em abril de 1999, onde os garotos Eric Harris e Dylan Klebold (fanáticos pelo jogo) mataram doze alunos e um professor da escola onde estudavam... Os garotos ainda trocaram tiros com a polícia e depois se suicidaram. O caso ficou mundialmente conhecido como "Massacre de Columbine".

Nos anos seguintes, Doom ainda foi portado para diversas plataformas como SNES, Mega Drive 32X, Playstation, Saturn, 3DO, GBA e muitas outras plataformas.



NOTA FINAL: 9,0
APESAR DAS CRÍTICAS E POLÊMICAS, DOOM CONSEGUIU SE SOBRESAIR E SUPERAR SEU ANTECESSOR WOLFENSTEIN 3D COM GRANDES MELHORIAS E JOGABILIDADE FRENÉTICA. DOOM ERA TUDO QUE WOLF 3D TINHA SIDO UM ANO ANTES, SÓ QUE MUITO MELHOR!
Plataforma:


Pokémon Stadium (N64)

terça-feira, 31 de julho de 2018 Postado por P.A.


Gênero: Estratégia


Fabricante: Hal Laboratory


Lançamento: 1999


Jogadores: 1-4 players versus




No mundo dos negócios, quando algo está dando certo existe uma máxima: explore esse produto ao máximo, absorva tudo que ele tem pra oferecer antes que ele se esgote. No mundo do entretenimento, e neste caso, mais precisamente no mundo dos games, isso é ainda mais utilizado. Quando algum jogo atinge patamares elevados, as empresas tendem a explorar tudo que puderam do jogo em questão, contando com a colaboração dos fãs mais assíduos para consumir tal produto, mesmo que ele comece a dar sinais de desgaste ou não seja tão bom quanto os primeiros... Afinal, que tipo de fã é você que não vai comprar o novo jogo da sua franquia favorita?

A Nintendo deve ser a empresa que mais leva a risca tal prática, visto que ela sobrevive até hoje com franquias lançadas desde o Nintendinho. E Pokémon é a galinha dos ovos de ouro dos portáteis da empresa... Mas em 1999 a Nintendo decidiu levar as batalhas de monstrinhos para o seu recém lançado console de mesa de 64 btis!

Pokémon Stadium se passa no universo dos clássicos jogos do Game Boy: Red, Blue e Yellow. Diferente dos RPGs do portátil, aqui não temos história e nem controlamos um personagem que tem que sair por aí capturando e treinando pokémons. O jogo é focado unicamente nas batalhas e você pode escolher os pokémons que quiser para usar... Bom pra quem tem vontade de usar alguns pokémons raros e que não conseguiu capturar nos portáteis.
Porém na prática essa é a única vantagem, pois usar os pokémons disponibilizados pelo próprio jogo não é muito vantajoso. Cada pokémon tem quatro golpes, igualmente como no portátil, porém são golpes aleatórios e na maioria dos casos, golpes ruins. Apesar de poder ver quais são os golpes durante a tela de seleção de pokémons, é frustrante escolher um pokémon que você gosta e sabe que é muito forte e notar que ele só tem golpes horríveis.

Para contrabalancear esse ponto, o jogo vinha com o Transfer Pack incluso. Um acessório que permitia ao jogadores importar os pokémons dos seus jogos do Game Boy. Inclusive, foi o primeiro jogo do console a utilizar tal acessório.
Com isso, você teria a disposição um pokémon que você treinou/evoluiu e ensinou os golpes que mais lhe agradavam durante sua jornada no portátil... Porém se você não tinha um Game Boy, só lhe restava escolher os pokémons que o próprio jogo disponibilizava. Era um faca de dois legumes, como diriam os Mamonas Assassinas!

Existem diversos modos de jogos. Torneios para pokémons de level 50 e 100, torneios para pokémons de baixo nível e não evoluídos e até o Gym Leader Castle, que reúne todos os líderes de ginásio e a Elite 4, igualmente como nos jogos originais. Ainda temos a opção de lutas livres contra amigos ou contra o PC.
O Kids Club também chama a atenção, pois oferece diversos mini-games para variar o cardápio da jogatina, com alguns mini-games divertidos e outros pra lá de bizarros, mas que servem para passar o tempo e se divertir em disputas, principalmente com amigos.

São 9 mini-games diferentes no Kids Club!

Graficamente o jogo tem seus pontos altos e baixos. Todos os pokémons são muito bem feitos e possuem ótimas animações desde quando estão parados esperando você escolher uma ação até quando estão lançando seus ataques... Pra quem estava acostumado com as lutas no Game Boy na época, ver seus pokémons favoritos se digladiando em 3D foi uma experiência incrível!
Apesar das boas animações dos pokémons, na hora de usar os golpes a imagem sempre mostra o ataque dividido em duas etapas: primeiro a câmera foca no pokémon que está atacando e na sequência foca no outro que está parado e recebe um golpe vindo da direção oposta. Nunca é mostrado uma imagem aberta da luta toda... Talvez o N64 não tivesse poder suficiente para isso e os produtores tiveram que ser criativos!
Os cenários dos estádios/arenas das batalhas são mais simplistas, mas não comprometem.

A trilha sonora do jogo nada mais é que as clássicas músicas dos jogos do Game Boy repaginadas. Deram um upgrade nas músicas e ligaram o replay em looping infinito...
O jogo acrescenta um narrador nas batalhas que pode ser desligado caso queira... Mas apesar do narrador se tornar chato depois de algum tempo, não dá pra negar que ele dá muita vida aos embates com seus comentários, tendo uma fala pra praticamente todas as situações do combate. Apesar de inúmeras falas, você vai acabar enjoando delas rapidamente. O cara é tipo o Galvão Bueno, você sabe que é chato pra caralho, mas deixar mudo também faz perder um pouco a graça.

Nada mais frustrante do que errar um ataque...

Apesar de ser um jogo de "luta" entre pokémons, Stadium mantém o fator RPG assim como no Game Boy e você tem que escolher os golpes pelos menus do  jogo. Você escolhe os golpes com os C-Buttons do controle e não aparece na tela qual você escolheu, muito útil em batalhas contra amigos para que um não veja o golpe que o outro escolheu.

No fim das contas, Pokémon Stadium vai acabar enjoando rapidamente. É nítido que o jogo funciona melhor pra quem tem algum jogo do portátil e pode com isso, transferir seus pokémons treinados e com os golpes que você quer, tornando a experiência muito mais agradável do que os jogadores que terão que pegar os pokémons disponibilizados pelo próprio game.



NOTA FINAL: 7,0
O SUCESSO DA FRANQUIA NOS PORTÁTEIS SE DEVE AO FATO DE EXPLORAR O MUNDO PARA CAPTURAR E TREINAR/EVOLUIR SEUS POKÉMONS... STADIUM NÃO TEM NADA DISSO, O QUE O TORNA UM POUCO SEM SENTIDO. NO FIM, PARECE MAIS UM COMPLEMENTO DE LUXO DOS CLÁSSICOS DO GAME BOY DO QUE UM JOGO PRÓPRIO!
Plataforma: