Medal of Honor (Playstation)

sábado, 28 de março de 2020 Postado por P.A.


Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: DreamWorks Interactive


Lançamento: 1999


Jogadores: 1-2 players versus





Medal of Honor foi lançado em 1999 pela DreamWorks Interactive (atual DICE Los Angeles) que era dirigida por ninguém menos que Steven Spielberg. Ao ver seu filho jogando Goldeneye no N64 ele decidiu que queria lançar no mercado um jogo de tiro em primeira pessoa ambientando na II Guerra Mundial.
Na época Spilberg havia trabalhado na produção do filme "O resgate do soldado Ryan" e a ambientação da segunda guerra lhe agradava muito. Apesar das semelhanças o jogo não é baseado no filme, como muita gente afirmava.

MoH é ambientado nos eventos finais da II Guerra Mundial; você começa um dia antes ao famoso Dia-D.
No jogo entramos na pele do tenente Jimmy Patterson, agente da OSS (Office of Strategic Services), uma espécie de CIA da época. Você é um exército de um homem só; e sozinho vai ser incumbido de variadas missões como: roubar documentos importantes, plantar explosivos em determinados locais, eliminar soldados da Gestapo, buscar informações sobre armamentos dos inimigos como o gás mostarda, sabotar a bomba atômica, e muito mais.  Tudo isso matando todos os alemães que encontrar pelo caminho!
Todas as missões são neste formato: invadir um local, cumprir os objetivos e dar o fora!
A história é contada através de vídeos reais da segunda guerra, que apresentam co-relação com suas missões durante as fases, apesar do nosso personagem ser fictício.Um biefring de cada missão em um pequeno vídeo com imagens reais da guerra e um biefring em texto antes de cada fase te dará informações importantes sobre o que você precisa fazer.


Os controles me deixaram um pouco desconfortável no começo; fazia muito tempo que havia jogado e não lembrava muito bem que era dessa forma e acho que o fato de jogar os FPS atuais com jogabilidade mais ágil me deixou mal acostumado. De qualquer forma, não foi preciso muito tempo pra me acostumar, apesar de continuar achando que a jogabilidade da época - que até poderia ser muito boa naquela momento - acabou envelhecendo mal. O controle do Playstation tem tantos botões quanto os controles atuais, e inclusive passou a ter analógicos na versão do PSone. Mesmo assim o sistema de mira 'atrasa' o gameplay, já que você precisa segurar o R2 pra surgir a mira na tela e então usar os direcionais ou analógico pra apontar pros inimigos e só então apertar o X para disparar.
Claro que é muito fácil reclamar disso agora que temos jogos com jogabilidade muito mais fluídas e, novamente frisando, na época talvez era o que dava pra fazer e estava ótimo. Mas é nítido que qualquer um que vá jogar novamente um jogo de tiro do passado vai acabar estranhando bastante.
Tentar acertar inimigos sem mirar também é muito difícil, é bem mais fácil se arriscar levar uns tiros mas tentar mirar corretamente do que tentar acertá-los sem mirar.

Ainda sobre o gameplay tem mais dois pontos que me deixaram bastante incomodado.
Na época não havia 'roda de armas' nem qualquer tipo de menu, então um botão servia pra trocar de armas e você tinha que ir passando até chegar na arma que você queria usar. O problema é que como as granadas não possuíam um botão próprio, elas acabavam entrando nessa salada de armas... E em muitos momentos lá estamos nós trocando de armas buscando a melhor arma pra determinados momentos, no calor da batalha, e surge a granada/molotov, atrasando sua vida. E vamos combinar é muito difícil matar algum inimigo na granada; além do que não compensa o tempo perdido até você chegar na granada, jogá-la e mudar pra outra arma você vai ficar vulnerável demais e facilitará a vida do inimigo. Com toda essa dificuldade, eu terminei o jogo praticamente sem tentar me arriscar a usar a granada depois da terceira missão...
O botão triângulo por exemplo serve pra pular. Só que ele é completamente desnecessário; se o pulo não estivesse presente no jogo não faria falta alguma. Por que não colocar o triângulo como o botão único pra lançar a granada?

"Aqui está meu passaporte... Meu nome é Ronaldinho Gaúcho e eu juro que sou paraguaio!"

O segundo - e pior - ponto que me deixou bastante incomodado com o gameplay é a reação do nosso personagem ao levar tiros. Toda vez que levamos um tiro o personagem olha um pouco pra baixo...
É difícil explicar em texto, seria muito melhor numa vídeo análise, mas vamos lá: imagine que sua mira está no centro da tela, como habitual. Cada tiro que você leva, sua mira desce um pouquinho. Agora imagine um inimigo te fuzilando - e isso acontece com muita frequência, principalmente contra inimigos em casamatas com metralhadoras montadas. A cada tiro do fuzilamento seu personagem vai olhar mais e mais pra baixo, até que você só vai estar vendo seus pés. Desnecessário dizer que você praticamente ficará sem reação e morrerá, já que não conseguirá olhar pro inimigo, mesmo o jogo possuindo um botão pra centralizar a mira no meio instantaneamente. Eu entendo eles tentarem fazer o personagem ter uma reação ao levar um tiro, mas fazer ele olhar pra baixo PRA CADA TIRO é ridículo e torna o jogo irritante!

O jogo possuí 7 missões e 24 fases com os mais diversificados objetivos.
Além das fases normais de tiro, uma novidade aqui são as fases de espionagem, onde você tem que apresentar documentos pros guardas pra poder passar por eles e matar generais pra conseguir documentos deles que são de patentes mais altas e lhe garante acesso contra soldados melhores graduados.
Os níveis são quase lineares; existem alguns caminhos laterais ou bifurcações mas no geral o jogo mantém sua linearidade colocando os objetivos em linha reta pra você conclui-los e terminar a fase. Apesar disso, em algumas fases pode ser que você chegue ao final sem ter completado todos os objetivos, seja porque não viu onde está aquele documento que era pra ter pego ou esqueceu de colocar a bomba em um caminhão inimigo.
Apertando START durante o jogo você pode ver seus objetivos na fase. Não termine a fase sem completar todos os objetivos, pois sua missão irá falhar.

Como praticamente todos os jogos dessa geração, os gráficos não envelheceram tão bem. Na minha opinião, essa geração (de transição do 2D pro 3D) é a que pior envelheceu. Até pra época os gráficos já eram quadradões, imagine olhando pra eles agora. Mas no geral os cenários são até que bem feitos e com boa variedade e as armas também tem seus caprichos e são reproduzidas fielmente baseadas nos seus modelos reais.
O time de desenvolvimento teve que ser criativo pra superar as limitações da época. Para não deixar o jogo pesado e ainda aproveitar da melhor maneira a limitada paleta de cores, eles decidiram fazer todas as fases a noite ou em lugares fechados.

As animações de combate são bem diversificadas; eles realmente capricharam aqui. Tiros no capacete fazem ele voar pra longe e deixar a cabeça do inimigo vulnerável; atire nos braços e inimigos vão segurá-los por uns segundos; nas pernas eles ficam numa perna só; até de joelhos esperando o tiro de misericórdia eles podem ficar. Alguns levantam as mãos pra se render, mas logo atacam você. Ratos traiçoeiros!
Os inimigos reagem de formas diferentes as granadas também, às vezes correm, outras tentam chutar elas pra longe e alguns até se sacrificam se jogando em cima da granada pra salvar um companheiro por perto. Mas nada supera o pastor alemão saindo correndo com uma granada na boca!
Os soldados também se escondem nos cantos pra atirar contra você de uma cobertura segura... Isso parece bobagem hoje, já que todos os jogos fazem isso atualmente, mas quantos jogos você se lembra onde os inimigos faziam isso em 1999? Pois é...

A música do jogo é muito bem orquestrada e parece até de um filme; dando o ar correto pro clima de guerra que você vivencia no jogo. Os efeitos sonoros são muito bons também, como os sons característicos de cada arma e até os soldados falando em alemão. Além de sons de tiroteios, alarmes e soldados alemães gritando ecoando pelo lugar te dando a sensação de estar realmente num ambiente hostil como de qualquer guerra.

Infelizmente, alguns bugs estão presentes no jogo. Ás vezes o personagem fica preso em algum canto, e nem sempre você vai conseguir sair sem ter que resetar o console. Teve uma vez que a fase simplesmente não carregou completamente, ficando um cenário todo preto e não tive outra alternativa senão resetar e começar a fase de novo.
Também houve momentos em que eu tomei tiros de inimigos através das paredes!
Mas no geral essas falhas são escassas; mesmo assim são coisas que acabaram passando batido pela equipe de desenvolvimento.

O jogo apresenta uma curva de dificuldade que aumenta bastante ao progredir no jogo; as fases iniciais possuem poucos inimigos e eles vem no máximo em duplas; mas conforme avança no jogo logo vai se deparar com grupos de até quatro inimigos que vem te fuzilando sem piedade (fazendo seu personagem olhar pra baixo e te impedindo de mirar corretamente neles).
As fases com casamatas com certeza lhe farão morrer várias vezes até que você decore o local de todas elas e já chegue atirando contra o inimigo sem dar chance dele fuzilar você!

Menu de Pausa com os objetivos da missão

Ao finalizar cada fase, é mostrado algumas informações entre elas uma classificação de até três estrelas. Matar todos os inimigos e terminar com mais de 75% de vida lhe garante três estrelas. E isso não serve apenas pra massagear seu ego, pois melhores classificações ajudam a liberar personagens jogáveis no multiplayer. Tem até um Velociraptor (obrigado Spilberg!) como selecionável especial!
O Multiplayer é um divertido X1 contra um amigo. Dá pra escolher o personagem, seu armamento e o mapa onde vão se confrontar. Enjoa fácil é claro, mas é divertido e serve com um PLUS do jogo single-player!  

O massacre de Columbine ocorreu pouco tempo antes do lançamento desse jogo e afetou sua finalização. Vendo as inúmeras críticas que jogos de tiro estavam recebendo pelo terrível acontecimento, a equipe desenvolvedora resolveu retirar todo o sangue de Medal of Honor, afim de torná-lo menos violento.


NOTA FINAL: 8,0
A REAÇÃO DO PERSONAGEM AOS TIROS TALVEZ SEJA O PIOR PROBLEMA DO JOGO, MAS NEM ELA CONSEGUE APAGAR O BRILHO E O TOQUE CINEMATOGRÁFICO DE STEVEN SPILBERG AO PRIMEIRO MEDAL OF HONOR!
Plataforma:


Piores capas de jogos! [37]

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 Postado por P.A.

Ninguém esperava por isso, mas nós estamos de volta... E melhor ainda, com mais uma parte da interminável saga das Piores capas de jogos!
Se até a Sandy & Júnior voltaram, por quê nós não voltaríamos também?
A diferença é que aqui não tem ingresso por 500 bolsonaros com open bar de água... Por isso eu continuo pobre e Sandy e Júnior milionários. O mundo é dos espertos!


Amidar - Atari 2600
Amidar é um jogo bem curioso. E enjoativo também; como inúmeros da época.
Você precisa preencher os quadrados da tela, pintando todos eles sem ser atingido por inimigos; uma variação de Pac-Man. Em algumas fases você é um gorila amarelo que foge de nativos com lanças; em outras você é apenas um rolo de pintor fugindo de porcos...
Não sei como os criadores do jogo estabeleceram esse paralelo e criaram essa rivalidade entre porcos e rolos de pintor, só sei que nessa época ninguém se importava com porra nenhuma então passou batido!
Tanto que você pode colocar um gorila e um rolo de pintor como personagens principais, mesmo eles não tendo nada em comum, e está tudo bem. Eram épocas mais simples!
O resultado foi perfeitamente transferido na capa do jogo, que tem um gorila gigante segurando um nativo e um porco, enquanto um pintor flutua ao seu lado!
Qualquer semelhança do gorila e do gordinho de bigode da capa com o Donkey Kong e Jumpan (futuro Mario Bros) não deve ser mera coincidência.


Mega Man Soccer - SNES
O ano é 1994, eis que você está na locadora dando uma olhada em todos aqueles títulos e pensando em qual deles vai alugar pra jogar no fim de semana, quando se depara com uma das maiores bizarrices que você poderia imaginar. Um jogo de futebol... do Mega Man!
FUTEBOL!!!! 
DO MEGA MAN!!!
A Capcom, mercenária como nunca, aproveitou a Copa do Mundo de 94 e pensou: como poderíamos prostituir um dos nossos principais mascotes a fim de ganhar uns trocados a mais e aproveitar o embalo do maior evento de futebol do mundo? O resultado é Mega Man Soccer!
Na capa vemos um Mega Man sem pescoço chutando uma bola flamejante na direção do gol defendido por Fire Man, ou a bola pegou fogo ao se aproximar do Fire Man, não sei ao certo! Até porque não tem sentido o Mega Man fazer a bola pegar fogo... Oras bolas, estou discutindo o sentido de uma capa do jogo de futebol do Mega Man!
O que sabemos com certeza é que o jogo é tão ruim quanto sua capa!


Cliffhanger - Mega Drive
Cliffhanger, conhecido por aqui como "Risco Total", foi um filme bem legal lançado em 1993 estrelado por ninguém menos que Sylvester Stallone. E como inúmeros filmes da época, resolveram transforma-lo em um jogo... E vocês já sabem o resultado da maioria dos jogos baseados em filmes!
Na capa do jogo, pegaram um foto do Stallone pendurado com um cara de nojo, pois já imaginava o que viria a ser o jogo.
"Sério que vocês vão usar uma foto minha pendurado nas pedras, usando esse short de escalada que mal cobre minhas nádegas pra colocar na capa desse jogo bosta que vocês fizeram? A hora que eu descer daqui vocês vão ver só, seus filhos da puta..."


Batman Arkham City - PlayStation3
Batman Arkham City é um dos melhores jogos do morcegão! Que bom que a Rocksteady surgiu pra fazer jogos decentes de um dos melhores heróis dos quadrinhos de todos os tempos...
E a capa do jogo faz questão de mostrar que o jogo é bom mesmo!
"10 out of 10"
"5 out of 5 one of the greatest games ever made period"
"5 out of 5 a must own"
"Game of the Year"
Nada menos que quatro citações de reviews de revistas pra enaltecer o jogo. Além do clássico GAME OF THE YEAR EDITION no topo da capa!
E ainda informações sobre um conteúdo bônus que vem nesta edição.
Com tudo isso, sobrou bem pouco espaço pro título do jogo que ficou exprimido no canto direito...
Quem não está familiarizado com games pensa que o nome do jogo é "10 OUT OF 10", já que é o que está em destaque em letras garrafais no lugar onde deveria ser do título do jogo!
O próprio Batman teve que fazer um esforço danado pra aparecer no meio de tanta informação despejada na capa!
Santa poluição visual Batman...

The Dark Spire - Nintendo DS
E se por um lado a capa do Batman trazia informações demais, aqui não temos informação alguma.
A capa de The Dark Spire é só uma parede preta com tijolos à vista... E é isso, um jogo sobre uma parede preta.
Ou é 8 ou 80 com os criadores de capas de jogos! E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos!


E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos.
As outras edições:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12
Parte 13
Parte 14
Parte 15
Parte 16
Parte 17
Parte 18
Parte 19
Parte 20
Parte 21
Parte 22
Parte 23
Parte 24
Parte 25
Parte 26
Parte 27
Parte 28
Parte 29
Parte 30
Parte 31
Parte 32
Parte 33
Parte 34
Parte 35
Parte 36


Teenage Mutant Ninja Turtles (NES)

terça-feira, 18 de junho de 2019 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Konami


Lançamento: 1989


Jogadores: 1 player






O mundo dos jogos está intrinsecamente ligado à outras mídias e vice-versa; e quando alguma coisa vira um sucesso, prontamente ele é transformado em jogo. A febre das tartarugas mutantes ninjas não seria exceção à esta regra. Gibis, desenhos animados, bonecos e obviamente jogos foram lançados aos montes para aproveitar a popularidade das tartarugas. Em 1989 a Konami lançou o primeiro jogo inspirado na série das HQs de 1987.

O jogo não tem uma história pré-determinada. A história vai se desenrolando e sendo mostrada em forma de cut-scenes conforme você vai passando pelas fases... No primeiro ato você tem que salvar April O'neil que foi raptada por Beboop e Rocksteady, no segundo ato você tem que impedir que a represa seja explodida, no terceiro ato foi a vez do mestre Splinter ser raptado e precisar de resgate; e por fim ir até o Technodrome e derrotar o Destruidor. 

Logo ao iniciar a gente já percebe que o jogo não é de plataforma o tempo todo. Inicialmente estamos numa espécie de "mundo aberto" - se assim podemos dizer - onde a visão é de cima e devemos andar pelo mapa entrando em portas ou bueiros procurando chegar ao nosso objetivo. Ao entrar nesses lugares a perspectiva muda para o padrão de jogos de plataforma em 2D como estamos acostumados.

O problema aqui é que o jogo não indica o lugar exato onde você tem que ir e muitas vezes você entra em lugares que são becos sem saída, te fazendo perder tempo e vida com os inúmeros inimigos que surgem infinitamente!
O mapa no canto superior na tela de pause é um pouco confuso e pouco ajuda na sua jornada, assim como as dicas do mestre Splinter ou da April que também não servem pra nada.

"You have my support..." Então pelo menos indica no mapa onde eu tenho que ir sua vagabunda!

Falando na tela de pause, é nela que podemos alternar entre as quatro tartarugas à qualquer momento. Isso é bem legal e acrescenta bastante ao gameplay do jogo. É muito útil pra quando uma das tartarugas estiver morrendo e você quiser poupá-la até achar um pedaço de pizza para poder recuperar sua energia.
Porém na maior parte do tempo você estará jogando com Donatello ou Leonardo. O alcance das armas deles são muito maiores (principalmente Donatello) e com isso é muito mais fácil e seguro derrotar os inimigos, principalmente alguns que estão em plataformas tanto acima como abaixo de você, já que sua arma atravessa as paredes. Raphael e Michelangelo são mais rápidos, porém o alcance das armas deles é risível e não vale a pena o sofrimento, à menos que você tenha perdido os outros dois!
Além das armas clássicas de cada um, ainda é possível pegar uma arma secundária que pode ser ativada/desativada com o botão Select podendo ser estrelas ninja, bumerangues e até um pergaminho que faz com que a tartaruga dispare um feixe de magia poderoso.

Os gráficos do jogo estão na média. Os cenários são diversificados e bem feitos, apesar de se repetirem com certa frequência durante o jogo. Os sprites dos personagens e inimigos são de um tamanho bom na tela e bem animados. As tartarugas são todas iguais, só sendo diferenciadas pelas cores da bandana e suas armas, como era de se esperar.
Porém quando há muitos inimigos na tela o jogo acaba tendo alguns slowdowns e os inimigos ficam piscando, o que acaba atrapalhando ainda mais sua árdua tarefa de controlar as tartarugas e combater os inimigos, prejudicando e muito sua experiência com o jogo.
A música é regular. Apesar de ser animada, não espere as músicas clássicas das tartarugas ninja, apenas músicas de ação que acabam se repetindo por muito tempo. Os efeitos sonoros também não são grande coisa, apenas cumprem seu papel. Destaque negativo pro bipe irritante quando sua tartaruga estiver quase morrendo!

O maior defeito desse jogo está na sua jogabilidade. Os personagens são um pouco lentos e os pulos são muito mal programados e travados. O pulo tem três níveis de altura, dependendo da força com que você pressiona o botão de pulo. Com certeza você vai perder muitas vidas, ou pelo menos tomar muitas porradas durante algum pulo. Sem falar no irritante e clássico "pulo pra trás" quando você leva um golpe; característica muito comum de jogos dessa época!
Além do mais o jogo é apelativo. Assim como na série Contra, os inimigos surgem infinitamente. Você os mata e segue pra tela seguinte, caso precise voltar pra tela anterior eles estarão lá novamente. Mas em Contra a jogabilidade era fluída e compensava essa dificuldade, coisa que não acontece em TMNT!
Isso sem contar os momentos - e são vários - onde você precisa subir/descer escadas e diversos inimigos (principalmente voadores) ficam passando e te atingem, já que é praticamente impossível passar sem levar dano, pois não tem como desviar enquanto estiver na escada!
Um modo 2 player Coop também seria muito bem-vindo aqui. Além de tornar o jogo mais divertido, também poderia tornar o jogo mais fácil.

Os inimigos são o segundo maior defeito do jogo. São inimigos completamente aleatórios e que não tem absolutamente nada ver com o universo das tartarugas ninja, com exceção para o mouser e alguns ninjas que parecem ser do Foot Clan. Os inimigos são bizarrices de todos os tipo como caras com moto-serra, água viva, besouros, balões com bombas, águias e até alienígenas!
Os chefes felizmente são personagens do universo das TMNT, sendo Beboop, Rocksteady, um mouser gigante, Destruidor e até o Technodrome é um dos chefes.

Suas definições de 'fase maldita' foram atualizadas com sucesso!

Como dito anteriormente, o jogo é apelativo e devido à seus problemas de jogabilidade acaba sendo muito frustrante na maior parte do tempo. Muitos níveis parecem terem sido feitos apenas pra te fazer perder vidas e passar nervoso. A fase da água cheia de algas que dão choque é simplesmente irritante e dificilmente você vai conseguir passar por ela sem perder ao menos uma das tartarugas.
A sensação que fica é que seria muito melhor se o jogo fosse um beat'em up ao invés de ser um jogo de plataforma. E talvez a Konami tenha percebido isso, analisando as sequências lançadas posteriormente.

No ano seguinte o jogo recebeu (con)versões - bem piores, diga-se de passagem - para diversos sistemas da época, como Commodore 64, Amiga, MSX e até Atari ST.


NOTA FINAL: 5,0
A PRIMEIRA TENTATIVA DA KONAMI EM CRIAR UM JOGO DAS ICÔNICAS TARTARUGAS NINJA NÃO FOI BEM SUCEDIDA. O ESTILO DO JOGO EQUIVOCADO COM UMA JOGABILIDADE RUIM TORNAM ESTE JOGO ESQUECÍVEL!
Plataforma:


Daze Before Christmas (Mega Drive / SNES)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018 Postado por P.A.


Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Funcom


Lançamento: 1994


Jogadores: 1-2 players








HO-HO-HO!!!
Vocês já repararam que quanto mais velho a gente fica, menos importância a gente dá pro Natal? Quando somos crianças ficamos ansiosos, pois é a oportunidade perfeita de ganhar aquele videogame do momento de presente, mas quando ficamos mais velhos nós temos que comprar os presentes, então a magia do Natal vai por água abaixo. Sem falar que temos que ficar a noite inteira aguentando aquele tio bêbado com piadinhas do pavê e participar da droga do amigo secreto. Seja lá quem for o idiota que inventou o amigo secreto, saiba que eu te odeio do fundo do meu coração!

No mundo dos games, não existem muitos jogos sobre o Natal. Na verdade, não existe quase nenhum. Afinal, qual a chance de um jogo sobre o Natal ficar bom? Daze Before Christmas vai elucidar meu raciocínio melhor...

No jogo, Papai Noel estava dormindo em sua casa quando um maligno Boneco de Neve e sua gangue, roubam os presentes e capturararam os duendes e as renas do Papai Noel para que ele não consiga presentear a todos neste ano. Seria muito mais fácil ter capturado apenas o Papai Noel, mas aí não teríamos jogo... O que seria ótimo, pois ninguém queria esse jogo.

Os gráficos do jogo até que são interessantes, os cenários bem feitos assim como os sprites dos personagens! O problema maior aqui, é que o jogo possui 24 fases e os cenários apesar de bem feitos, acabam se repetindo. Todas as fases, são apenas variações umas das outras. Tem a fase na casa, com escadas e estantes, a fase da neve, a fase da fábrica com esteiras e canos e a fase da caverna de gelo. Quatro tipos de fases, que vão se repetir, mudando apenas as localizações dos itens e inimigos, mas com o mesmo cenário... Sem falar que não há lógica alguma na sequência das fases: uma hora você esta na fase da neve, no Polo Norte e do nada, na fase seguinte você está em uma fábrica, pra logo em seguida ir pra uma casa.

As músicas são legais, pelo menos nas primeiras fases, já que ela vai se repetir pelo resto do jogo! Lembrando que as poucas músicas presentes no jogo, obviamente são aquelas canções natalinas que creio eu todos conhecem, só que numa versão digamos, remixada! Os efeitos sonoros são bem simples.

Controlar Santa Claus é bem fácil, já que ele apenas anda, pula e solta magia... Sim, o bom velhinho está armado com magias! Mas o pior melhor de tudo nem é isto; quando você toma café durante as fases, Santa Claus se transforma em Satan Claus (Rááá)! Ele fica igual a um diabo com roupas azuis e fica invencível, atacando os inimigos com o saco de brinquedos.
Outra coisa "interessante" no jogo, é que depois que você passa por algumas fases você vai sobrevoar as casas entregando os presentes que você recuperou, jogando-os nas chaminés... Mas nessa parte os gráficos são bem mais simplistas!

Curioso notar que em algumas fases das cavernas de gelo, você pode encontrar as renas presas por uma barreira de gelo, que você pode derreter com uma magia de fogo; mas mesmo que você não solte as renas, a fase sobrevoando a cidade com o trenó acontece... Pelo jeito, Papai Noel tinha renas de estepe pra emergências.

O maior problema do jogo é sua câmera. Muitas vezes ela não consegue acompanhar o movimento do personagem e você pode acabar topando com um inimigo que vem na sua direção. Pior ainda quando você pula e a câmera pula junto com você, impedindo você de ver onde está a plataforma pra que possa cair em segurança... Eu perdi várias vidas pois não sabia onde estava o chão e caia nos buracos infinitos!
 
O último chefe é uma pedra de gelo voadora, que fica sorrindo enquanto solta raios!

O jogo é bem fácil, apesar de possuir longas e repetidas vinte e quatro fases, elas são pequenas e muito simples! Até os chefes são bobos e é fácil decorar o padrão de movimento deles.


NOTA FINAL: 5,0
HO-HO-HO!!!! DAZE BEFORE CHRISTMAS É SÓ MAIS UM JOGO DE PLATAFORMA GENÉRICO FEITO APENAS PRA ESSA DATA FESTIVA!
Plataforma: ,


Doom (PC)

sexta-feira, 9 de novembro de 2018 Postado por P.A.



Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: ID Software


Lançamento: 1993


Jogadores: 1-4 players versus







Depois do enorme sucesso de Wolfenstein 3D, a equipe da ID Software queria continuar sua ascensão e já planejava emplacar um novo jogo.
Antes mesmo de começarem a criar o jogo ou definirem qual seria a temática, eles já haviam decidido qual seria o nome: Doom! A ideia partiu de John Carmack, que pegou uma fala de um filme chamado "A cor do Dinheiro", onde Tom Cruise chama carinhosamente seu taco de sinuca de "Doom" (Perdição, em tradução livre).
Depois disso eles resolveram fazer um jogo com temática diferente de Wolf 3D e portanto não queriam mais enfrentar seres humanos. Como eram viciados em Dungeon and Dragons, os rapazes da ID resolveram que seria legal lutar contra os demônios do jogo de tabuleiro que eles amavam!

Um ano antes, os rapazes conheceram Scott Miller; um jovem visionário dono da empresa Apogee Software, que criou um modelo de distribuição de jogos pela internet onde ele liberava uma pequena amostra grátis - como uma demo - e depois o usuário teria que pagar e comprar o jogo completo caso interessasse. Esse modelo ficou conhecido como Shareware!
 O pessoal da ID logo achou que esse seria o melhor jeito de distribuir seus jogos, e fez isso com Wolf 3D e também com o seu novo jogo, Doom!

Doom começou a ser disponibilizado com 5 primeiros níveis como demonstração.
O jogo completo possuía 3 episódios ("Knee-Deep in the Dead"; "The Shores of Hell" e "Inferno") com 9 níveis cada, que foram vendidos por shareware e por correspondência. No ano seguinte Doom recebeu um atualização intitulada de "The Ultimate Doom" que acrescentava um novo episódio ("The Flesh Consumed") e passou a ser vendido em lojas de varejo também!

Em Doom, entramos na pele de um fuzileiro espacial - que era popularmente chamado de Doom Guy, já que não possuía um nome - enviado pra Marte para trabalhar para a Union Aerospace Corporation (UAC). A UAC era um complexo militar-espacial que estava realizando experiências secretas com teleporte entre as luas de Marte - Phobos e Deimos. Como já era de se esperar, algo dá errado e Deimos simplesmente desaparece, enquanto criaturas do inferno começam a se teleportar para a base em Phobos, que foi rapidamente dominada pelos demônios. Uma equipe da UAC em Marte é enviada para Phobos para investigar o incidente, mas logo todos são mortos exceto, óbvio, você! Agora, Doom Guy terá que lutar contra hordas intermináveis de demônios para impedir que eles consigam chegar até a Terra!


John Carmack era um jovem programador obcecado por trabalho e que queria sempre entregar algo muito melhor do que o projeto anterior. Ele trabalhou por dias para criar um nova engine pro Doom que deixou todo mundo na Id Software impressionado!
Doom possuía muitas novidades em relação ao seu antecessor, como altura das salas, mapeamento de textura no chão e no teto, fases interativas com plataformas que sobem e descem, degraus, pontes e um dos pontos fortes: a iluminação, que contribuía para dar um visual mais sombrio pro jogo!
Os sprites dos monstros foram feitos de argila e depois escaneados para o computador. E os rapazes soltaram a imaginação para criar as criaturas mais bizarras e inimagináveis... Os cenários eram todos em 3D, mas os sprites dos inimigos e dos objetos eram 2D. Porém quando você girava em torno deles eles iam girando junto, dando uma impressão de 2.5D!

Assim como Wolf 3D, Doom é um jogo de tiro em primeira pessoa que te dá um arsenal variado para enfrentar seus inimigos. Você começa apensa com uma pistola e seus próprios punhos, mas conforme avança pelo jogo você pode encontrar a Shotgun, Machine Gun, uma bazuca, uma arma de plasma e até uma moto-serra (que substitui seus punhos)... E claro, não podemos esquecer da arma mais foda e apelona do jogo: a BFG 9000 (Big Fucking Gun).
Além das armas e munições, existem diversos itens para coletar. Medkits e armaduras, roupas de radiação para caminhar pelos rios tóxicos sem levar dano e até itens que deixam o jogador parcialmente invisível ou invulnerabilidade.

Para progredir nas fases, você deve explorar todas elas muito bem, já que existem muitas passagens secretas pelo jogo e geralmente elas escondem interruptores e cartões magnéticos que abrem portas - que se diferenciam por cores. Você deve percorrer os níveis e encontrar uma porta com a palavra EXIT para pode passar pro nível seguinte.
Algumas fases são bem grandes e labirínticas, assim como eram em Wolf 3D, mas agora a ID acrescentou um mapa que é muito útil para que você possa identificar áreas que já visitou e consiga ter uma noção de onde falta explorar. Acredite, o mapa fez muita falta em alguns levels de Wolfenstein 3D!

Além do modo single player Doom possui dois modos multiplayer que poderiam ser jogados por uma rede local ou pela internet. No modo cooperativo 2 a 4 jogadores se juntam para jogar a campanha. No Deathmatch até 4 jogadores podem se digladiar entre si... O modo Deathmatch surgiu de uma "discussão" entre John Romero e John Carmack para ver quem era o melhor no jogo!

Doom foi o primeiro jogo à possuir o modo Deathmatch, que viria se tornar obrigatório em jogos de tiro!

Devido seu alto grau de violência e referências satânicas, Doom gerou um misto de emoções. Os jovens obviamente adoravam o jogo, mas os pais e pessoas mais velhas repudiavam completamente aquele show de demônios e sangue por todo lado!
E para piorar ainda mais a situação, Doom acabou marcado também por tiroteios em escolas dos Estados Unidos. O caso mais emblemático ocorreu em abril de 1999, onde os garotos Eric Harris e Dylan Klebold (fanáticos pelo jogo) mataram doze alunos e um professor da escola onde estudavam... Os garotos ainda trocaram tiros com a polícia e depois se suicidaram. O caso ficou mundialmente conhecido como "Massacre de Columbine".

Nos anos seguintes, Doom ainda foi portado para diversas plataformas como SNES, Mega Drive 32X, Playstation, Saturn, 3DO, GBA e muitas outras plataformas.



NOTA FINAL: 9,0
APESAR DAS CRÍTICAS E POLÊMICAS, DOOM CONSEGUIU SE SOBRESAIR E SUPERAR SEU ANTECESSOR WOLFENSTEIN 3D COM GRANDES MELHORIAS E JOGABILIDADE FRENÉTICA. DOOM ERA TUDO QUE WOLF 3D TINHA SIDO UM ANO ANTES, SÓ QUE MUITO MELHOR!
Plataforma: