[Games em Foco] Chaves e Chapolin nos games

domingo, 30 de novembro de 2014 Postado por Tristan.ccm


Nesta sexta, dia 28, o comediante mexicano José Gomez Bolaños nos deixou. Ele, que fez história com seus personagens simples e divertidos, marcou a infância de várias gerações de brasileiros. Como muitos, estou triste pelo mundo ter perdido um gênio, capaz de criar um tipo de humor impossível de copiar e que nunca perde a graça, não importa quantas vezes nós o assistimos (sorte do Sílvio Santos...).

Como gamer, decidi homenageá-lo neste pequeno post, fazendo uma retrospectiva de todos os jogos que aproveitaram o universo de personagens criados por Bolaños. Alguns oficiais, outros criados por fãs, mas todos fazem parte da história dos games e foram feitos para gente como eu e você, que cresceram vendo as trapalhadas do Chaves e as aventuras do Chapolin.

1- Chapolin vs. Drácula: um duelo assustador (Master System)


O jogo mais antigo da lista foi feito pela Tec Toy, e faz parte daquela leva de jogos estrangeiros que foram "abrasileirados". Foi uma adaptação do game Ghost House, um jogo completamente desconhecido no país. O objetivo desse jogo é o mesmo do original, ou seja, explorar um castelo e matar vampiros, afinal tudo o que a Tec Toy fez foi alterar o sprite do protagonista e inserir algumas telas específicas (como a tela-título e a de game over, que conta com uma clássica frase do herói). Como diria a Chiquinha, não é algo que se possa dizer "nossa, como esse jogo é maravilhoso", mas é bom.

2- Street Chaves (PC)


Um jogo de luta criado em 2003, utilizando sprites tirados diretamente do seriado e golpes vindos de outros jogos, como Street Fighter II e Darkstalkers. Apesar de ser graficamente simples, ele surpreendia por ter vários finais, que mudavam conforme o personagem escolhido. Por exemplo: jogando com Seu Barriga, o chefe final seria o Seu Madruga e o final do jogo veio direto do episódio "O Velho do Saco", com direito à famosa frase que o Seu Madruga usava!

3- cs_chaves


Um dos inúmeros mapas criados por fâs para o clássico Counter-Strike, se não fosse por um detalhe: ele reproduz a famosa vila onde Chaves vivia, com direito a easter-eggs como a caveira no espelho da casa do Seu Madruga ou a tenda onde Chaves vendia seu famoso suco de limão (aquele que que parece tamarindo mas tem gosto de groselha). Não era o melhor mapa do CS, mas era divertido

4- El Chavo (Wii) & El Chavo Kart (Wii/Xbox360/PS3)


Os dois jogos mais recentes não foram inspirados na série clássica, mas sim nos desenhos animados produzidos em 2006 pela Televisa (canal de TV mexicano criador da série original). Ambos bebem na fonte da série Mario, o primeiro sendo um jogo de tabuleiro no estilo Mario Party e o segundo um Mario Kart com a turma do Chaves. Não são muito bem cotados pelos jogadores (pelo contrário, são considerados péssimos jogos), e receberam notas baixas em sites especializados. Mas agora, com a morte de Bolaños, podem vir a se tornar item de coleção.

No mais, existem alguns outros jogos pouco relevantes, como o jogo do Chaves para iOS/Android (também baseado em minigames, como o jogo do Wii) e um clone de Subway Surfers protagonizado por um Chaves genérico e mal desenhado. Mas os jogos acima são apenas a ponta do iceberg, uma pequena parcela da gigantesca obra de Bolaños. Valem para jogar e relembrar desses personagens que até hoje fazem sucesso.

Descanse em paz, Chespirito. Nós gamers também sentiremos sua falta!


Plataforma:


Um Instante, Maestro! (2) - Jonas Lefvert

sábado, 22 de novembro de 2014 Postado por Azrael_I

Pois é, quase final de ano, muitas obrigações no trabalho, na Universidade, e com isso o Blog anda parado... mas não morto! O Museum sempre estará aqui, firme e forte, ainda que nossas postagens só venham de vez em quando. Então, resolvi fazer este post rápido, para que não fique tão parado, enquanto tento arranjar tempo pra escrever uma resenha.

Os leitores mais antigos do Museum sabem o quanto eu gosto da música dos videogames, mesmo de versões alternativas (como aqui e aqui). Então, tomando carona em outro post antigo meu, encontrei este sujeito chamado Jonas Lefvert que fez belas versões acústicas de algumas das minhas favoritas... curtam aí:

The Legend of Zelda (NES) - Title Theme


Tetris -Theme A



The Elder Scrolls III - Morrowind Theme



Ludwig Van Beethoven - Moonlight Sonata (a música que a Jill e a Rebecca tocam no primeiro Resident Evil)


ICO - You Were There



Castlevania II: Simon's Quest - Bloody Tears (essa nunca pode faltar nas minhas listas, hehehe)



P.S.: Ainda tem mais algumas, mas estas foram as que mais gostei. Apoiem o cara no canal dele do Youtube!

P.S.2: "Por que o Smooth McGroove ganhou um post na série Perfil e o Jonas Lefvert não, Azrael?!" Simplesmente porque, diferente do Smooth, o Jonas não faz apenas músicas de games, então ele não é 100% relacionado com games. Pelo menos ele ganhou um "Um Instante Maestro" só dele. 


VideoMuseum 4 - O dia em que virei trabalho de História

sábado, 4 de outubro de 2014 Postado por Tristan.ccm

Amigos, depois de um longo e tenebroso inverno, nosso videocast está de volta. E não foi graças a mim, pois ultimamente não tenho tido tempo graças aos meus dois empregos (Julius style). E esse videocast é a prova cabal de que estou velho, pois virei a principal fonte de informação de um trabalho de História!

Confiram o trabalho de um grupo de cinco de meus alunos, tão apaixonados por essa arte chamada videogame quanto eu. Esse é o maior vídeo que eu já postei na minha vida (vocês não imaginam a epopeia que foi upar isso na minha net de 1Mb), mas vale a pena perder uma hora de seu tempo, vendo um grupo de adolescentes se interessando em jogos e fatos mais velhos que eles próprios. E, de quebram, descubram a intrigante relação entre Tetris e o regime comunista!


Desde já agradeço aos meus alunos Marcos, Guilherme e Gabrielle, que produziram 90% desse material, e à professora Paula Giampetri, a última comunista viva que sem querer deu uma participação especialíssima no vídeo. Um grande abraço a todos e fiquem com Deus!
Plataforma:


Piores capas de jogos! [33]

sábado, 27 de setembro de 2014 Postado por P.A.

Hey jovens, à quanto tempo não temos uma edição das piores capas não é mesmo? Mais de um ano, eu lhes digo... A última edição foi postada em fevereiro de 2013.
Isso era só pra deixar vocês com saudades da série e quando ela voltasse, vocês ergueriam as mãos pro céu e ajudariam a fazer a Genkidama agradeceriam aos deuses! Pois esse dia chegou meus caros...


Cock'in - Commodore 64 
A capa desse jogo é ridícula e ao mesmo tempo doentia.
Antes de falar sobre a capa quero lhes explicar sobre do que se trata o jogo... Em Cock'in você controla um galo que tem que cumprir com suas obrigações de galo. Ou seja, dar um trato na galinhada pra que elas continuem chocando e ainda cuidar para que não perturbem a galinha ou seus ovos.
Numa primeira olhada na capa, damos risadas ou sentimos pena e ficamos sem entender do que caralhos se trata o jogo. Afinal, o que estes dois seres esquisitos tem a ver com o jogo sobre galo e galinha?
Um casal de emos com roupas esquisitas (emos com roupas esquisitas é redundância); onde o rapaz segura um peixe com barbantes e a moça segura um ovo.
Eu confesso que demorei um pouco pra entender a ligação da capa com o jogo... Afinal, é ridículo e doentio, como eu disse!
Reparem que o rapaz usa um chapéu de galo e a moça um chapéu de galinha. E ela está segurando um ovo. Daí a ligação do jogo... Meu Deus, isso é MUITO DOENTIO!
POR QUE DIABOS NÃO DESENHARAM UM GALO E UMA GALINHA COMO NO JOGO?
Ps: não entendi qual é a do peixe pendurado no barbante!


Irritating Stick - PSX 
Eu já disse em outras ocasiões que muitas vezes as capas dos jogos são ruins, porque apenas retratam os jogos, que também são ruins! E aqui temos mais um caso destes.
O power ranger vermelho segurando um bastão que dá choque quando bate nas coisas... Provavelmente, todo mundo já jogou ou pelo menos viu aquele joguinho do labirinto, onde você vai usando o mouse pra controlar uma bolinha e não pode encostar na borda senão aparece aquela menina do capeta e te assusta...
Pois é, Irritating Stick segue o mesmo padrão. Só trocar a bolinha pelo pedaço de pau e a menina do capeta por choques irritantes e temos o nome mais fiel de jogo que já vimos. É irritante mesmo!


Tunnel B1 - Saturn 
Eu comprei esse jogo a muito tempo atrás quando tive meu primeiro computador... E eu ainda tenho ele! O jogo, não o computador.
Mas durante minha pesquisa, vi que o jogo foi lançado pra Saturn e PSX, mas não pra PC! Como caralhos eu tenho o jogo pra computador então?
E é um jogo muito non sense e entediante pra caramba!
Você controla uma nave ou um carro (não dá pra saber) e vai indo pelos túneis atirando em tudo... Mas diferente do que a capa sugere; eu acho que o túnel não é a boca de um cara! O jogo é bizarro, mas não a esse ponto...


Dungeons: The Dark Lord - PC 
Vocês pensam que jogos novos não possuem capas estranhas não é mesmo? Afinal hoje em dia temos muito conhecimento e mais tecnologia do que no passado, então tudo fica melhor...
Mas nem sempre é o que acontece. Às vezes os caras exageram na empolgação!
Aparentemente essa capa é muito bonita; dois guerreiros, cores fortes, muitos efeitos visuais, mas parece que passou um pouco da conta!
Afinal, alguém pode me dizer o que está acontecendo na capa?
O guerreiro vermelho vai lançar uma magia de fogo contra o guerreiro verde que vai lançar uma magia de água?
Ou o guerreiro vermelho trombou num candelabro e seu braço começou a pegar fogo e seu amigo verde veio correndo trazer água pra apagar?
O criador da capa parece aquelas meninas que vão sair de casa e passam tanta maquiagem que ficam parecendo o Bozo... Tem que usar com moderação, senão fica tenso!
Quero ver essa capa no desafio do Facebook! #semmake #semfiltro


Rafa Nadal Tennis - Nintendo DS 
Vocês sabem que moleques tem merda na cabeça não é mesmo?
Sabe quando você está na 8ª série ou no colegial e você age como um completo mongolóide e tudo que você quer fazer é desenhar um pinto bem grande na cadeira do seu amigo sem que ele perceba, pra quando ele sentar você dar risada dele?
Pois é, e não satisfeito você desenha pintos no caderno dele, nas apostilas e se possível num papel que você vai tentar colar nas costas dele... Bons tempos onde não tínhamos preocupações e nosso objetivo era ser o mais retardado possível!
E devo lhes dizer que essa capa me fez reviver o mongolóide que estava adormecido em mim...

 Me desculpe por isso Rafael Nadal...Foi mais forte do que eu!


E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos!
As outras edições:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12
Parte 13
Parte 14
Parte 15
Parte 16
Parte 17
Parte 18
Parte 19
Parte 20
Parte 21
Parte 22
Parte 23
Parte 24
Parte 25
Parte 26
Parte 27
Parte 28
Parte 29
Parte 30
Parte 31
Parte 32
See ya!


[Games em Foco] A evolução de grandes franquias!

terça-feira, 9 de setembro de 2014 Postado por P.A.

Todos nós estamos em constante evolução. A tendência é sempre tentar melhorar, só que nem sempre é isso que acontece. Às vezes o resultado obtido não é o esperado, mas sempre dá tempo de consertar certas coisas...
Com os jogos não é diferente. Diversas franquias nascem, crescem e algumas vezes morrem no mundo dos games. Algumas estão vivas desde os primórdios...
Vamos conferir como eram os primeiros jogos e como estão os jogos mais recentes das franquias e tentar responder uma questão fundamental: será que o tempo terá feito bem pra esses jogos?


 Super Mario 

Onde começou: Super Mario Bros (NES)
Super Mario começou sua carreira em meio ao Crash de 1984, com Super Mario Bros. E conseguiu a proeza, juntamente com o NES, de salvar toda a indústria de videogames. Missão dada é missão cumprida.
Auge: Super Mario Bros 3 (NES) 
Depois de um jogo um tanto quanto polêmico – arrancar rabanetes do chão em SMB2 foi meio ‘estranho’ – Super Mario voltou com tudo num dos melhores jogos já criados. Mario ganhou diversas 'roupas' e habilidades para superar todos os inimigos espalhados pelas inúmeras fases do jogo.
E agora: Mario permanece como a galinha dos ovos de ouro da Nintendo. Todos os videogames da empresa exploram a exaustão a imagem do encanador bigodudo e sua turma. Além dos clássicos jogos de plataforma, Mario também joga golf, tênis, anda de kart, tem aventuras em RPG e qualquer outra coisa que você possa imaginar. E ele parece ter fôlego por muitos anos a fio...


Sonic
Onde começou: Sonic The Hedgehog (Mega Drive)
Vendo seu mascote (Alex Kidd) falhar miseravelmente diante do concorrente; a Sega não ficou parada e logo lançou alguém pra competir à altura. Logo de cara, Sonic já mostrou ser um rival do nível do Super Mario.
Auge: Sonic The Hedgehog 2 (Mega Drive)
Apesar de gostar mais do Sonic 3/Knuckles, foi em Sonic The Hedgehog 2 que o ouriço conseguiu levar a Sega e o Mega Drive à vitória – mesmo que parcial – contra o concorrente. O jogo seguinte adicionou algumas coisas bacanas e manteve a qualidade vista até então.
E agora: infelizmente Sonic vem capengando à tempos. Muito culpa também dos seguidos fracassos dos consoles da Sega num passado não muito distante; o ouriço acabou recebendo diversos jogos pras plataformas rivais e com qualidade duvidosa. Vive numa eterna montanha-russa; ora com jogos bons ora com grandes porcarias. Nunca se sabe o que esperar do próximo jogo do Sonic.


Donkey Kong
Onde começou: Donkey Kong (Arcade)
Logo no início da febre dos jogos eletrônicos, surgia um jogo simples com o que viriam a ser dois grandes ícones dos jogos. Donkey Kong só possuía três níveis que ficavam se repetindo eternamente; mas isso não o impediu de ser divertido e viciante. Claro, numa época onde não havia tantas opções.
Auge: Donkey Kong Country 2 - Dixie’s Double Trouble (SNES)
Quando a Rare decidiu ressuscitar um personagem antigo pra um jogo que lançaria no Super Nintendo, ninguém poderia esperar tamanha qualidade. O primeiro jogo foi muito bom e me traz um ar muito nostálgico, mas foi no segundo jogo – com a melhor dupla de kongs – que a série se superou.
E agora: depois do sucesso da trilogia lançada para o SNES, a série se perdeu, com vários jogos bem abaixo da média. Recentemente DKC Returns (Wii) e DKC: Tropical Freeze (Wii U) conseguiram recuperar um pouco do prestígio que a série tinha. Agora resta torcer pra que a série mantenha o ritmo e volte a repetir o sucesso do passado.


Crash Bandicoot 
Onde começou: Crash Bandicoot (PSX)
Quando a Sony resolveu criar seu próprio videogame, ela logo percebeu q precisaria de um mascote pra competir com os carismáticos Mario e Sonic. Crash Bandicoot veio preencher essa lacuna (mesmo que por pouco tempo) e conseguiu fazer muito sucesso, pois além de cômico, seus jogos eram muito divertidos.
Auge: Crash Bandicoot 3: Warped (PSX)
O personagem foi bem explorado no PSX, ganhando até um jogo de karts – considerado por muitos superior até à Mario Kart – mas foi com o terceiro jogo que ele alcançou seu ápice.
E agora: o reinado de Crash só durou na era do Playstation One – quando a desenvolvedora ainda era a Naughty Dog. Depois disso, o que se viu, foram diversos jogos ruins. Uma pena um personagem tão bacana e que tinha muito potencial, se perder dessa forma; tão mal explorado.


Tomb Raider 
Onde começou: Tomb Raider (PC)
Numa época onde só existiam heróis machos, surgia Lara Croft, considerada como a musa dos games até hoje e uma das primeiras heroínas do mundo dos games – ao lado de Samus.
Auge: Tomb Raider Legend (PC/PS2/Xbox)
Apesar de muita gente preferir os dois primeiros jogos da série (e de fato, são muito bons e trazem um sentimento de nostalgia incrível); pra mim o ápice da série veio com Legend, onde Lara ganhou mais movimentos e acrobacias incríveis e ficou mais ágil. Além de gráficos muito bonitos, inclusive da própria personagem, que ficou ainda mais sexy.
E agora: a série sempre manteve uma qualidade boa – exceto em Angel of the Darkness, a ovelha negra da série. E pelo visto a qualidade se mantém, pois o último Tomb Raider mostrando as origens da heroína é incrível e só amplia ainda mais a longevidade da musa dos games.


Resident Evil 
Onde começou: Resident Evil (PSX)
O Playstation teve a honra de “inaugurar” inúmeras séries que se tornariam grandiosas nos anos seguintes. Resident Evil é uma delas... Apesar de não ser o “pai” dos survivor horrors, foi Resident Evil quem popularizou o gênero.
Auge: Resident Evil 3 (PSX/Saturn)
Mesmo o RE2 sendo muito bom e ter a preferência de muitos fãs; o ápice da série foi com o terceiro jogo. Racoon City estava muito mais bem detalhada do que no segundo jogo e seria nesse jogo que os jogadores sentiriam medo de verdade, fugindo de um dos inimigos mais assustadores da série: Nemesis.
E agora: a série foi bem até o Resident Evil 4 – que mesmo sendo muito bom, recebeu diversas críticas por dar mostras de um perfil diferente do que os fãs estavam acostumados. O terror e os sustos foram ficando cada vez mais escassos e a série agora é mais voltada pra ação. Resident Evil 6 foi um verdadeiro desastre, pra não dizer outra coisa.

Silent Hill 
Onde começou: Silent Hill (PSX)
A Konami resolveu entrar no mundo dos jogos de terror, mas diferente de Resident Evil, SH era mais focado no terror psicológico onde você mais fugia do que enfrentava os inimigos. E assim nasceu um dos jogos mais assustadores - e bizarros - de todos os tempos.
Auge: Silent Hill 2 (PC/PS2)
Apesar de gostar bastante do primeiro jogo, foi no segundo que SH conquistou mais fãs se tornando ainda mais horripilante e com uma história muito mais pesada e abordando temas mais fortes. E apresentou um dos personagens mais assustadores dos games: Pyramid Head!
E agora: a série era produzida por uma equipe intitulada “Team Silent”, composta por diversos membros que haviam fracassado em seus projetos anteriores. A equipe se desmanchou depois do quarto título da série, e curiosamente depois disso, os jogos não tiveram boas críticas. Os jogos recentes deixaram de ter aquele ar sombrio e o terror psicológico, dando mais ação e combates ao jogo. Mesmo mal sofrido pelo seu concorrente, Resident Evil. Porém um teaser jogável do novo game já está disponível, e ao que tudo indica, Silent Hill voltará mais assustador do que nunca... Estamos na torcida!

The Legend of Zelda 
Onde começou: The Legend of Zelda (NES)
The Legend of Zelda despontou no Nintendinho como um jogo revolucionário. Além de te dar a liberdade de explorar o grandioso mundo de Hyrule, ainda possui um sistema de saves integrado no próprio cartucho, coisa revolucionária pra época.
Auge: The Legend of Zelda - Ocarina of Time (N64)
Apesar de gostar demais do “A Link to the Past”, é inegável que o ápice da série foi no Nintendo 64 com o grandioso “Ocarina of Time”. Um jogo épico que transcende gerações e está entre os melhores jogos de todos os tempos.
E agora: a série sempre foi um grande sucesso – exceto o segundo jogo. Sempre marcando presença nos videogames da Nintendo, seja nos portáteis ou nos consoles de mesa; Link sempre traz consigo aventuras épicas e jogos marcantes. Junto com Mario, Link é presença garantida nos videogames da Nintendo.

Final Fantasy 
Onde começou: Final Fantasy (NES)
A Square passava por momentos difíceis financeiramente, e Final Fantasy surgiu como sendo a última esperança da empresa de se reerguer. Até por isso a série recebeu esse nome... Por sorte (e também competência) essa não foi a fantasia final, pelo contrário, foi a primeira de muitas fantasias que viriam. São tantas que até perdemos as contas.
Auge: Final Fantasy VII (PSX)
Depois de bons jogos nos consoles da Nintendo, a série alcançou seu ápice com o FF VII no console da Sony. O jogo é considerado o melhor Final Fantasy e um dos melhores jogos de todos os tempos... Esse foi o primeiro Final Fantasy em 3D.
E agora: a série sempre manteve uma boa qualidade, mas recentemente caiu um pouco no conceito e recebeu algumas críticas negativas devido a linearidade dos jogos mais recentes. Mas não restam dúvidas que essa fantasia esta bem longe de ter um final.


Pokémon 
Onde começou: Pokémon Green/Red/Blue (Game Boy)
A febre Pokémon surgiu como salvação do portátil da Nintendo. Onze de cada dez moleques queriam ou tinham um tijolinho só pra jogar algum jogo dos monstrinhos de bolso.
Auge: Pokémon Yellow (Gambe Boy)
O auge veio rapidamente, com Pokémon Yellow, o jogo que seguia fielmente o anime. Melhores gráficos nos sprites dos pokémons e a história fiel com o anime fizeram deste, um dos melhores jogos da série e também o carro-chefe do portátil. Foi aqui que a Nintendo teve a certeza que a fórmula daria bons frutos!
E agora: confesso que parei de acompanhar a série no Silver/Gold/Crystal. Cheguei a terminar o Ruby, mas não foi a mesma coisa. Sim, eu sou um daqueles rabugentos que não simpatizam com os novos pokémons e que acha que a série virou um dos maiores caça-níqueis de todos os tempos. Mas é inegável que a série ainda faz muito sucesso entre a garotada e rende bilhões, e pelo jeito, vai continuar rendendo por muito tempo.


Age of Empires 
Onde começou: Age of Empires (PC)
Age of Empires é um dos melhores jogos de estratégia em tempo real de todos os tempos. Aprender sobre a história das diversas civilizações nunca foi tão divertido. Pena que a série não tenha tantos jogos.
Auge: Age of Empires II (PC)
Foi com AoE II que a Microsoft alcançou o auge da série. O segundo jogo manteve tudo que o primeiro tinha de bom, e melhorou o que poderia ser melhorado. É sem sombra de dúvidas um dos melhores jogos do gênero.
E agora: mesmo não sendo uma série muito grande (são apenas três jogos e algumas expansões); o terceiro jogo não foi tão divertido quanto o segundo. Nitidamente as animações e os gráficos estão fantásticos, mas há algumas falhas nas diferenças de status entre as unidades e na questão da restauração de vida; pontos extremamente desagradáveis que tornam a jogatina bem entediante. Surgiram alguns boatos que um quarto jogo da série pode pintar por aí... Aguardo ansiosamente por isso.

Grand Theft Auto
Onde começou: Grand Theft Auto (PC)
Polêmica desde os primórdios, a série começou simples e discreta nos computadores. Apesar de não ser muito conhecido e nem ter feito muito sucesso, o primeiro jogo da série já era mais polêmico que mamilos muitos jogos; afinal, no jogo você tinha que ser o maior ladrão de carros da cidade.
Auge: Grand Theft Auto III (PC/PS2/Xbox)
Eu sei que muita gente vai dizer que o auge veio com Vice City ou San Andreas (os dois jogos mais queridos da franquia); mas eu tenho que discordar. O auge da série foi com o terceiro jogo. Basta comparar os dois primeiros jogos com o terceiro e ver o notável upgrade que a série recebeu; deixando de ser aquele jogo com visão panorâmica do alto e com gráficos simples, para se tornar um “molde” para os jogos seguintes.
E agora: seguindo o padrão adotado no terceiro jogo e melhorando sempre – e cada vez mais polêmica – a série é hoje uma das grandes franquias da atualidade. GTA V já vendeu horrores e é tido por muitos como o melhor jogo dessa geração; particularmente, acho exagero. Apesar de ser um jogaço, de fato.


Mortal Kombat 
Onde começou: Mortal Kombat (Arcade)
Mortal Kombat surgiu nos fliperamas como um jogo de luta revolucionário e violento, com imagens digitalizadas de atores, muito sangue e diversas maneiras brutais de eliminar seus adversários. O sucesso foi tão grande, que o jogo logo seria convertido pros consoles da época.
Auge: Mortal Kombat 2 (Arcade/SNES/Mega Drive)
Depois do sucesso do primeiro jogo, todos aguardavam ansiosos por uma continuação. E ela foi melhor do que todos poderiam imaginar. MKII trouxe mais lutadores, mais cenários, novos golpes e finalizações e muito mais sangue e brutalidade em suas lutas!
E agora: a série passou por maus bocados nos últimos anos e até cogitou-se seu encerramento. Mas o último Mortal Kombat – intitulado MK 9 – superou todas as desconfianças e deixou o passado sombrio pra trás, podendo ser considerado como um dos melhores jogos da série. O sucesso foi tamanho que já foi confirmado um novo Mortal Kombat pros consoles atuais.


Street Fighter 
Onde começou: Street Fighter (Arcade)
O primeiro jogo da série era bem fraquinho, com uma jogabilidade travada e física bem ruim. Além de só possuir dois personagens jogáveis (Ryu e Ken). É até estranho pensar que a Capcom quis lançar uma continuação pra um jogo ruim como esse. E por Zeus, foi uma atitude acertada.
Auge: Street Fighter II Turbo Hyper Fighting (Arcade/SNES/Mega Drive)
A série mudou da água pro vinho entre o primeiro e o segundo jogo, e daí em diante virou a principal concorrente de Mortal Kombat. SF II Turbo era a atualização final do segundo jogo; com todos os personagens disponíveis pra se escolher, novas cores de uniformes e novos golpes.
E agora: SF sempre manteve uma boa qualidade em seus jogos – e inúmeras atualizações lançadas pela Capcom. E a série se reinventou com o recente Street Fighter IV, que trouxe gráficos e jogabilidade que agradavam fãs de longa data e também fãs mais novos. A série parece ter muito fôlego pra mais jogos e muitas atualizações, como só a Capcom sabe fazer.

Tekken 
Onde começou: Tekken (Arcade/PSX)
Tekken foi um dos primeiros jogos de luta em 3D! Uma das características principais da série que o diferenciava dos concorrentes, é o fato de não possuir botões para golpes fortes ou fracos (soco forte, soco fraco, chute forte e chute fraco). Cada botão corresponde a um membro do lutador o que acaba criando uma gama muito diversificada de movimentos.
Auge: Tekken 5 (Arcade/Playstation 2)
Depois de um jogo um pouco criticado, a Namco trouxe Tekken 5 ao mundo para agradar à gregos e troianos. Com combates mais bem elaborados e uma variedade de lutadores - alguns novos e outros já bem conhecidos - o jogo é um dos melhores do PS2, com belíssimos gráficos.
E agora: a série nunca foi a favorita entre os jogadores. É apenas uma série regular/boa. Aquela opção pra dar uma variada quando você se cansar de Mortal Kombat ou Street Fighter... Inconstante; alterna entre bons títulos e outros mais enfadonhos que só agradam quem realmente é fã da série. 


Call of Duty 
Onde começou: Call of Duty (PC)
CoD começou modesto nos computadores, como um jogo comum sobre a segunda Guerra, tentando competir com um concorrente muito mais forte – Medal of Honor. No começo foi difícil, mas os anos que viriam seriam generosos com a série.
Auge: Call of Duty 4 – Modern Warfare (PC/PS3/Xbox 360)
Se existiu um acerto na indústria dos videogames, esse acerto sem dúvidas foi deixar de lado a segunda guerra (tema saturado) para abordar guerras modernas. Modern Warfare fez com que Call of Duty superasse seu concorrente com sobras e ainda rende temas pra jogos futuros.
E agora: o recente CoD: Ghosts nem de longe justifica a popularidade de um dos personagens mais queridos da franquia (o sargento Simon ‘Ghost’ Rilley). Mas Call of Duty tem muita lenha pra queimar, sempre alternando com temas históricos e temas modernos. Só precisa tomar cuidado, pois quantidade não é sinônimo de qualidade.

Medal of Honor 
Onde começou: Medal of Honor (PSX)
A série começou sua jornada no Playstation, inspirada num filme de grande sucesso da época (O Resgate do Soldado Ryan). Muito bem feito pros padrões da época, e com um tema que ainda não estava saturado: a segunda guerra mundial.
Auge: Medal of Honor: European Assault (PS2/Xbox/Game Cube)
Depois de um início muito bom e alguns jogos mais capengas; MoH inovou alguns aspectos em European Assault. Agora as fases são mais abertas e você pode explorá-las, deixando um pouco de lado a linearidade da série. Com isso alguns objetivos secundários são adicionados as missões; mas eles não são obrigatórios! Você segue junto com seu time (3 soldados) e pode dar ordens à eles, assim como em "Brother in Arms", só que menos eficaz. O jogo ainda traz um modo de bullet time pra facilitar um pouco sua vida!
E agora: a série que antes reinava absoluta, recentemente viu seu reinado ruir e perdeu o trono pro principal concorrente.Os jogos recentes mudaram pro tema mais moderno (assim como Call of Duty) na tentativa de voltar ao topo. Mas o resultado não foi tão satisfatório e os jogos são no máximo, regulares/bons. Mas por tudo que a série representa, ela ainda pode render bons jogos no futuro.


Metal Gear 
Onde começou: Metal Gear (MSX/NES)
A série iniciou sua vida num jogo bem simples lançado para o MSX e logo convertido para NES e outras plataformas. Era um dos primeiros jogos stealth, onde você deveria priorizar o fator espionagem ao invés de sair matando todo mundo.
Auge: Metal Gear Solid (PSX)
Depois de longos anos na geladeira, Metal Gear retornou ao mundo dos games com aquele que seria um dos grandes clássicos do PSX e que daria o devido sucesso a série! Depois de Metal Gear Solid, a série marcou presença em todas as gerações de videogames.
E agora: a série cresceu bem ao longo dos anos, mas perdeu um pouco de prestígio com o contestado Metal Gear Rising, que não é um jogo ruim, mas que foge um pouco da premissa da série. Recentemente, Ground Zeroes foi lançado, mas ele é como uma 'demo de luxo' para o próximo jogo intitulado Phantom Pain. O que chamam de marketing, mais parece uma jogada para ganhar mais dinheiro dos fãs com um jogo muito bonito, mas que pouco acrescenta.
Plataforma: