The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES)

quarta-feira, 29 de julho de 2009 Postado por Tristan.ccm

Gênero: RPG


Fabricante: Nintendo


Lançamento: 1992


Jogadores: 1 player




Depois que a Nintendo inexplicavelmente tentou mudar a série Zelda, dando-lhe um visual plataforma e uma movimentação que fazia Link parecer um Mario com uma espada, os fãs simplesmente bombardearam a empresa. O motivo: queriam o antigo estilo de volta. Vendo a besteira que tinham feito, o pessoal da Nintendo pediu a Shigueru Myiamoto que fizesse o próximo episódio da série, já para o novo SNES, nos mesmos moldes do jogo pioneiro do Nintendinho. E, como sempre, o gênio japonês se superou, criando um dos melhores jogos produzidos pela Nintendo.

Considerado por muitos o melhor Zelda em 2D e o segundo melhor jogo da série (perde só para o onipotente Ocarina of Time, do N64), A Link to the Past não apenas retoma o estilo do game original como nos lança num verdadeiro épico, um jogo que nenhuma pessoa conseguiria jogar sem zerar, tamanha a qualidade da história criada por Myiamoto-san. No início, o jogo parece apoiado naquele velho clichê de salvar uma donzela em perigo, mas quanto mais você se embrenha em Hylure mais tem vontade de jogar, dá até pena de apertar Select e clicar em "Save and Quit" quando você percebe que já são duas da manhã e você tem que trabalhar no dia seguinte. Bem, mas vejamos que história contagiante é essa:

Há muitos anos atrás, existia a Golden Land, um mundo de paz onde estava a Triforce, um artefato místico que daria a seu possuidor poderes que um mortal sequer podia imaginar. Diversas pessoas tentaram entrar na Golden Land atrás da Triforce, cobiçando seu poder, mas a entrada para lá, que ficava em Hyrule, era defendida por sete sábios. Porém, o perverso Ganon, rei dos ladrões, conseguiu por fim entrar no reino dourado e chegou à Triforce. O que Ganon não sabia é que a Triforce é um espelho que reflete a alma de seu possuidor, e com isso assim que seu coração maligno tocou a Triforce a maldade irradiou por toda Golden Land, transformando o outrora reino dourado no repugnante Dark World, uma terra de trevas povoada por monstros e feras. Vendo isso, os sete sábios decidiram fechar para sempre a entrada para lá, criando um selo que teoricamente não poderia ser quebrado, e que prenderia Ganon para sempre. Muitos anos depois, um mago chamado Agahnim aparece em Hyrule. Ele domina os guardas do castelo, mata o rei e começa a eliminar uma a uma as sete donzelas que são as descendentes dos sete sábios, pois sabia que essa era a única maneira de quebrar o selo e ir atrás da Triforce. A última que restou, Zelda, decide pedir ajuda a Link, um amigo de infância e filho do maior guerreiro de Hyrule, para que ele salve a ela e ao reino, e é aí que o jovem parte para sua jornada.

Como é de praxe na série, Link começa apenas com uma espada e um escudo, mas pelo caminho consegue novos acessórios, como o arco e flecha, o bumerangue e o gancho, entre outros. Também têm os Rupees, o dinheiro que você junta para comprar itens e poções de cura, alguns deles obrigatórios para terminar o jogo. A jogabilidade é quase perfeita, o único senão fica ao fato de se poder carregar apenas um item do inventário por vez, o que pode acabar te atrapalhando nas dungeons. Gráficos matadores e uma trilha sonora maravilhosa são a cereja no bolo, coroando um dos melhores jogos do SNES. Tanto que ele ganhou um remake no GBA, que vinha de brinde com o jogo Four Swords e ajudou a fazer com que o cartucho vendesse. Afinal, era bem mais fácil salvar o reino sozinho do que achar mais três amigos que tivessem o cartucho e os cabos de link, como Four Swords precisava. Uma prova de que esse jogo é um daqueles games que até nossos netos vão jogar: uma perfeita e eterna ligação com o passado.



NOTA FINAL: 9,9
MAIS DO QUE UMA VOLTA ÀS ORIGENS, ESSE JOGO É COM CERTEZA UM DOS MELHORES DA HISTÓRIA. OBRIGATÓRIO PARA QUEM CURTE GAMES DE VERDADE.
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