Resident Evil (Playstation)

sábado, 25 de julho de 2009 Postado por P.A.



Gênero: Ação / Survival Horror


Fabricante: Capcom


Lançamento: 1996


Jogadores: 1 player





Hoje trago à vocês uma análise do primeiro jogo de uma série de grande sucesso até hoje, e que é minha série favorita! Sim, Resident Evil....

Como todos sabem (ou não), jogos de horror existem desde o Atari (assim como jogos pornô). E esse tipo de jogo me fascina muito, eu adoro jogos de terror!
Todo mundo fala que "Alone in the Dark" foi o pai dos Survival Horrors, mas existiam outros joguinhos que também davam medo ou pelo menos tentavam fazer isso, mesmo que através de alguns pixels borrados! Só que é verdade também que foi Alone in the Dark que mais se destacava nesse gênero... Pois é, até surgir Resident Evil, que sem dúvida nenhuma se apoiou em tudo que pode, isso inclui os outros jogos de horror e numa história clichê... Mas por que o jogo é tão bom?
Simples, porque foi feito pela Capcom! E isso já seria suficiente como resposta e eu poderia encerrar o post de hoje por aqui... Vontade não me falta, mas não pararei, vamos analisar mais à fundo esse grande game!

Logo de cara, podemos notar uma coisa muito legal e que ao mesmo tempo pode nos fazer dar gargalhadas, mesmo sendo um jogo de terror! Sim, eu me refiro à abertura do jogo, não feita por animação, veja só você, mas sim, utilizando "atores" reais. É, atores está entre aspas por motivos óbvios, já que os caras são muito ruins de interpretação! A cena do Joseph morrendo foi muito mal feita e os caras fazem umas poses meio de canastrões e tals... De todos os modos, foi uma grande surpresa pra mim - e acredito que pra todos - quando viram a abertura pela primeira vez... E apesar dos pesares, era bem bacana e eu gostava de ver a abertura! Olha só que ironia...

A história de Resident Evil é bem clichê, mas ela se destaca por alguns fatores: o primeiro deles é que no início não sabemos quase nada a respeito do que esta acontecendo, e só vamos descobrindo melhor as coisas conforme avançamos no jogo e coletamos os FILES que contém informações bem utéis. O segundo motivo é que a trama é bem envolvente e cheia de reviravoltas, no início eu achava que o Barry era suspeito, mas depois me enganei por completo! O terceiro motivo pode ser explicado também pelo fato de que RE lançou ao mundo o maior vilão de todos os tempos no mundo dos games... Albert Wesker! Sim, pense em todos os jogos da série e verá que na maioria ele está no meio e conseguiu ferrar metade do planeta; e tudo isso sem despentear o cabelo! CARALHO! COMO ELE É FODA!
Posso citar também o fato de que no início você pode escolher jogar com Chris ou com Jill e no final pode salvar diferentes pessoas e com isso terá diferentes finais! E eu adoro quando um jogo tem mais de um final, pois isso aumenta totalmente o Replay do jogo! Mas estou me adiantando, vamos por partes...

Bem, vamos detalhar melhor a história inicial... Tudo começa com alguns incidentes nas Montanhas Arklay, nos arredores de Raccoon City. Pessoas são encontradas mutiladas e ninguém sabe quem ou o que fez aquilo...
Albert Wesker, capitão dos S.T.A.R.S (Special Tatics And Rescue Services) resolve enviar uma equipe pra averiguar o ocorrido e checar as montanhas.
E assim o Bravo Team, formado por Enrico Marini (o líder da equipe), Edwardy Dewey (o piloto do helicóptero), Kenneth J. Sullivan, Richard Aiken, Forest Speyer e Rebecca Chambers (a novata da equipe) vai em busca de pistas sobre esses terríveis assassinatos... Porém, o helicóptero deles caí e eles perdem contato! Logo o Alpha Team é enviado também, em busca de pistas e do paradeiro do Bravo Team. O Alpha Team é formado por Albert Wesker (capitão dos STARS), Jill Valentine, Chris Redfield, Barry Burton, Joseph Forrest e Brad Vickers (o piloto).
Pois bem, ao pousarem Joseph encontra uma mão decaptada e logo é atacado por cachorros totalmente mutilados... Os membros da equipe correm e atiram pra todo lado e o piloto com medo acaba fugindo e deixando todos lá! Sem alternativa os membros do Alpha Team correm pra uma mansão que havia ali perto, pensando estar em segurança lá dentro! E aí começa o jogo...

Assim que o jogo se inicia, você deve escolher se vai jogar com Jill ou com Chris. Isso é praticamente uma escolha do nível de dificuldade do jogo... Com Jill é o jogo no NORMAL, e com Chris é no HARD. Cada um tem suas diferenças: Jill é mais frágil aos golpes, porém, pode destrancar algumas portas e tem dois espaços a mais no seu inventário. Já Chris é mais resistente aos golpes, só que carrega menos itens e no início você começa apenas com a faquinhha... Mas logo no comecinho já pega uma arma!
Obviamente Jill é recomendada aos iniciantes, pelo fato de tornar o jogo mais fácil... Mas isso não significa que será tão fácil assim, já que Resident Evil é um jogo muito difícil, onde você deve tentar economizar o máximo de munição, que é bem limitada e se não economizar, em muitas situações vai acabar se encontrando sem balas pra suas armas.

Outra coisa que pode tornar o jogo difícil são seus puzzles, alguns são bem chatinhos... Além disso, você deve carregar consigo somente os itens necessários, deixando os outros no baú mágico, afinal, você tem um número de espaços pra armazenar os itens! Isso pode tornar o jogo massante, já que muitas vezes você guarda o item no baú e ao chegar numa parte você percebe que precisa daquele item! E então, você volta metade do jogo pra encontrar uma sala onde esta um baú e então retornar naquela parte que utiliza o tal item... É tenso demais!

Graficamente falando, Resident Evil é muito bom! O jogo basicamente se passa dentro da mansão, mas algumas vezes você sai para o pátio e o passa também pelo laboratório, e tudo foi muito bem feito! É magnífico... Todos os detalhes como tapetes, espelhos, todos os móveis da mansão e do laboratório, tudo muito bem trabalhado, assim como os inimigos, que podem ser zombies, cachorros, aranhas e até uma serpente gigante! A mescla de inimigos em RE é bem bacana, eu acho que esse jogo conseguiu colocar inimigos que possam fazer sentido, afinal, os animais também foram infectados... Claro, eu digo isso, pois não temos coisas muito fora do comum, os zombies e todos os animais foram infectados, por isso ficaram assim! Talvez seja difícil engolir a idéia de uma serpente gigante ou de uma planta assassina, mas...
De todos os modos é algo que acaba passando despercebido enquanto estamos entretidos com o drama do jogo! E aliás, drama esse conseguido também pelas posições das câmeras e dos ângulos em que elas enquadram; tudo foi feito pra dar um ar de tensão e conseguiram! Obviamente baseado em "Alone in the Dark", que também tinha essa jogada de colocar a visão em pontos estratégicos, idéia brilhante!
Pra mim, o único ponto falho aqui, são os personagens, que por mais bem trabalhados, não conseguiram ficar da maneira adequada, não por incompetência, mas sim por falta de "poder" dos consoles... Muitos diálogos deles são feitos na base de gestos... Muitos gestos! Já que nem é possível ver muito bem o rosto com clareza...

O som é magnífico também! Pra mim, em jogos desse gênero, os efeitos sonoros são primordiais pra conseguirem fazer com que o game fique sombrio... As músicas de fundo dão o toque maior de suspense, que se completa pelos efeitos dos inimigos que fazem com que você olhe pra todos os lados tetando saber da onde vem tal barulho...
A falha aqui é causada pelas dublagens dos supostos "atores", que com seu estilo canastrão parecem relaxar um pouco na hora dos diálogos e não parecem realmente estar prestes a morrerem por uma criatura terrível ou preocupados por estarem numa mansão cheio de monstros!

Os comandos podem confundir os que não se habituaram com os ângulos da câmera que mudam sempre que você entra num novo cômodo ou lugar, mas nada que um pouco de prática não ajude! Uma coisa que ajuda bastante é que segurando o botão de mirar, o seu personagem aponta automaticamente pra algum inimigo que esteja vivo na sala, pois muitas vezes, o zombie cai e a gente pensa que ele já morreu, mas quando vamos passar ele pega nosso pé! A crítica que a série recebe sempre, é o fato de não poder mirar e caminhar ao mesmo tempo... Às vezes irrita mesmo, mas pra mim, não torna o jogo ruim!

Resident Evil fez tanto sucesso que poucos meses depois foi lançado pra PC, e logo no ano seguinte pra Sega Saturn. Alguns anos depois, um remake foi lançado pro Game Cube, e minha nossa, a única razão pra eu querer comprar um GC é pra jogar esse remake que ficou foderoso e jogar também Resident Evil 0! Recentemente foi lançado uma versão pro DS, que acrescenta poucas coisas... Eu joguei no meu DS e achei bem legal, tem a opção de utilizar a stylus como faquinha e tals... Bem bacana! Mais que isso, ainda é possível encontrar uma versão Director's Cut do jogo, a qual eu possuia mas acabei vendendo junto com meu Psone alguns anos atrás! Essa versão traz ângulos de câmeras diferentes, itens em lugares diferentes e dificuldade aumentada!



NOTA FINAL: 9,0
QUE  FOI "ALONE IN THE DARK" QUEM DEU OS PRIMEIROS PASSOS PRA JOGOS DO GÊNERO, NÃO HÁ QUEM NEGUE! MAS FOI RESIDENT EVIL QUEM POPULARIZOU TAL ESTILO!
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