Os Jogos (quase) Esquecidos no Tempo (2)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009 Postado por Azrael_I

E estamos de volta com mais uma safra dos "ilustres desconhecidos" saindo direto do forno (ou melhor, da geladeira). Estou tentando ser o mais eclético possível nestas listas, e aceito sugestões para os próximos capítulos (e, claro, pedidos de resenhas completas).


Mechwarrior 3050 (Mega e Snes)




Acho difícil alguém que não conheça a série Stryke (Desert Stryke, Jungle Stryke, Urban Stryke) em que numa perspectiva isométrica a gente controla um helicóptero e realiza diversas missões. Que tal então um jogo com a mesma jogabilidade, mas jogando com um Mecha em vez de helicóptero? Esta é a proposta deste jogo, que conta com tudo que a série Stryke tem de melhor (até mesmo a tela de pause e menu é idêntica, com praticamente as mesmas opções), e melhor ainda, é possível jogar com dois jogadores controlando o mesmo Mecha (um controla as pernas e o outro as armas do robô); rendeu boas horas pra mim e pro meu irmão, na época que eu tinha um Snes.


Blaster Master 2 (Mega Drive)












Jogos de tanque não são novidade, existem desde o Atari; a grande diversão deste é que o boneco precisa sair do tanque algumas vezes (num recurso similar ao adotado mais tarde em Metal Warriors) e atirar nos inimigos, abrir passagens para o tanque, pegar itens etc. Assim, temos três tipos de visão no jogo: visão de plataforma normal, pilotando o tanque, visão com o personagem (mais usada na hora de enfrentar os chefes) e visão aérea do tanque, em fases tipo labirinto. Existem muitas armas e equipamentos, e a dificuldade é bem grande, além das fases serem extensas. Este jogo é continuação de um jogo de Nes, muito bom também, mas na versão de Nes não podia sair do tanque.


Gunforce (Snes)













Eu poderia dizer que este jogo é uma cópia safada de Contra (o que não está tão longe da verdade), mas na verdade ele me lembrou muito mais a série Metal Slug (é possível inclusive pilotar alguns veículos, como minitanque e helicóptero, que nem em Metal Slug!). Vai ver, foi justamente por essa semelhança com outros Shoot n'Up que Gunforce acabou também ofuscado. Ou vai ver foi a cara de nerd de laboratório do personagem principal que afastou os jogadores...


Jimmy White's Whirlwind Snooker (Mega Drive)












Eu confesso que me espantei muito quando joguei este. Os gráficos estão muito acima do padrão dos jogos de Mega, parece mais um jogo de PC (ok, um jogo antigo... é um remake de um jogo pro computador Amiga)! Diferente de outros jogos do gênero (como o ótimo Side Pocket), tem-se uma visão em 3D de toda a mesa de sinuca, podendo-se mudar o ângulo, a força da tacada, e muitas outras opções num menu interativo (é possível até mesmo passar giz na ponta do taco, como numa sinuca de verdade); sem contar que a seta da tela - equivalente à setinha do mouse - é incrivelmente macia, diferente de quase todos os jogos de console que utilizam esse recurso (como o Art Alive, por exemplo). Na minha opinião, este jogo estava à frente de sua época, pois recursos assim só seriam vistos mais tarde em jogos de sinuca para Saturn.


Mickey no Tokyo Disneyland (Snes)














Houveram muitos jogos da Disney que nunca foram trazidos para o Ocidente, e me espanto que porcarias como Mickey's Ultimate Chalenge (aquele dos quebra-cabeças) tenham vindo, enquanto outros como Mickey no Tokyo Disneyland tenham sido deixados de fora. Neste jogo, Mickey usa como arma principal um recurso diferente de todos os outros jogos: em vez do ataque de bunda ou roupas com habilidades variadas, suas armas são dois tipos de balões; ambos podem ser usados para atacar, mas têm diversas outras funções. Os balões de água podem ser usados como plataforma ou trampolim, enquanto os de hélio podem ser usados para flutuar. Um desafio diferente (apesar do mesmo roteiro manjado, parecido com os outros jogos do camundongo), e com gráficos também diferentes dos demais jogos, que fazem este jogo merecer um lugar nesta lista.


Dick Tracy (Mega Drive)












Sinceramente, este é um dos jogos mais difíceis que já joguei! Mistura de shoot n'up com jogo de tiro ao alvo, no papel do segundo detetive mais famoso dos gibis (ele é cópia do The Spirit) é preciso passar por legiões de mafiosos e criminosos em geral pra enfrentar o arquiinimigo de Dick Tracy, usando sua pistola, metralhadora ou às vezes só os punhos. A jogabilidade varia em cada fase; em algumas há apenas o plano horizontal normal (típico de jogos de plataforma), enquanto em outras existem dois planos: o horizontal e o cenário de fundo, de onde os inimigos ficam atirando com metralhadora e jogando bombas. Um dos maiores desafios do jogo é conseguir uma pontuação perfeita, mas pra isso é preciso deixar o cenário da fase intacto (sem acertar balas nas janelas, por exemplo). Desafio qualquer um a passar do primeiro chefe sem danificar o cenário!


Kamen Rider (Snes)













A série Kamen Rider Black sempre foi um dos Toukusatsu (seriado japonês com atores) mais queridos do Brasil. O que a maioria dos fãs ignorava, na época em que ele passou (saudades da falecida Manchete), é que Kamen Rider Black não foi o primeiro seriado da franquia Kamen Rider (que atualmente é quase tão longa quanto os sentai, os seriados tipo Changeman e Flashman); este jogo é baseado justamente no primeiro seriado da década de 70, que conta a história dos Kamen Riders 1 e 2. Trata-se de um Beat n'Up com fases divididas em várias telas recheadas de inimigos, e sempre com um monstro para ser finalizado no final da fase (no melhor estilo Kamen Rider, usando o RIDEEEEER KICK!). O mais legal é que é possível jogar com os personagens na forma humana e, quando a coisa apertar, transformá-los em Kamen Rider (inclusive com uma voz digitalizada gritando Henshin!). Mesmo quem não é fã do seriado (ou quem só viu o Kamen Rider Black) vai gostar desse jogo que, pra variar, nunca foi traduzido pro Inglês.


Power Blade 1 e 2 (Nes)










A série Power Blade fez um grande sucesso no Nintendinho, na época do auge do console. Embora tenha sido fabricado pela Taito (mesma empresa que fez Ninja Gaiden, da mesma época que Power Blade), a jogabilidade destes jogos lembra muito mais Megaman (inclusive com a tela de seleções de fases); a engine de Power Blade 2 era ainda mais avançada que a de Ninja Gaiden 3, com cutscenes animadas. Uma pena que a Taito não resolveu continuar a série no Snes (talvez por medo de ser acusada de plágio do Megaman), mas quem sabe hoje em dia eles não tragam as aventuras de Nova e seu bumerangue de volta, já que trouxeram até mesmo o Ninja Gaiden tanto em aventura solo como um dos lutadores de Dead or Alive.


Rolo to the Rescue (Mega Drive)












Ok, os gráficos são pra lá de infantis (pra não dizer GAYS!) e as músicas parecem daqueles brinquedos que as mães botam pra fazer o bebê dormir, mas deixando isso de lado logo percebem-se as qualidades do game, a começar pela dificuldade, não muito exagerada, mas com um bom desafio. A quantidade de fases é absurda; em cada uma das fases é possível achar um ou mais pedaços do mapa (que aparece na forma de um quebra-cabeça). Cada um dos personagens tem suas próprias habilidades: Rolo (o elefante) é o único que pode usar itens e passar de fases, o castor pode nadar, o coelho pula MUITO alto e assim por diante; cada habilidade é necessária em uma ou mais partes de cada fase. Ajude Rolo a salvar seus amiguinhos da floresta dos caçadores e lenhadores malvados (troféu MIGUXO BARNEY do século pra quem conseguir zerar este jogo!).


Pit Fighter (Arcade, Mega, Atari e mais uma porrada de consoles)











YEAH! Pit Fighter é um jogo de luta diferente de tudo que já foi feito até hoje. Com gráficos digitalizados de atores reais, muito antes de Mortal Kombat. Era possível escolher entre três personagens diferentes: Buzz, o werestler (hoje seria jiu-jiteiro), Ty, o kickboxer (e cópia sem-vergonha do Van Damme) e Kato, o karateca (que eu SEMPRE escolhia pra jogar, tanto por lutar Karatê quanto por ser o mais difícil de zerar) para enfrentar um monte de oponentes em rinhas feitas em bares, metrôs, estacionamentos etc. O mais legal era a interatividade com o cenário: além de poder usar quase tudo (tacos de sinuca, cadeiras, barris) como arma, até as pessoas da platéia (digitalizada) entravam na porrada! Pit Fighter ganhou versões pra quase todos os consoles da época (inclusive uma péssima para Snes, onde mudaram tudo, só mantendo os gráficos), é muito estranho que ele não tenha sido continuado (ou melhor, ele QUASE foi... explico isso quando for fazer a resenha completa de Pit Fighter).

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É isso aí! No próximo post desta série, vou fazer um especial apenas com os jogos desconhecidos baseados em animes!


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