A Evolução dos Games: Star Fox

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 Postado por Tristan.ccm

De todos os "Games de Navinha" já criados, com certeza um dos melhores é Star Fox, que gerou uma série muito amada pelos fãs. Unindo jogabilidade perfeita, uma história cativante e cheia de pontas soltas (como toda boa história de ficção científica) e personagens carismáticos, a série tem uma vasta legião de seguidores, que aguardam cada jogo com muita ansiedade. Existe até mesmo um projeto levado a passo de tartaruga por fãs, o esperado Shadows of Lylat. Nessa postagem, vamos ver como a série evoluiu da "aula de geometria" do SNES ao "gira a canetinha" do DS:

1- Star Fox (SNES - 1993)




Lançado inicialmente para mostrar o poder do novo chip Super FX, o primeiro jogo da série se consolidou como o melhor jogo de nave do SNES. Seus gráficos são considerados estranhos pelos "escravos da perfeição" (ou seja, pelos que torcem o nariz para os games clássicos), porém eram espantosos para a época. O primeiro jogo verdadeiramente em 3D da história, e ainda por cima um jogaço, cheio de rotas alternativas, chefes de fase apelões e com a inédita possibilidade de matar os inimigos com seus próprios tiros, bastando usar o "Barrel Roll" (parafuso).

2- Star Fox 2 (SNES - 1995)




Considerado por muitos como O melhor game que não foi lançado, Star Fox 2 traria coisas muito interessantes para o gênero, como a possibilidade de escolher livremente para onde ir ao mesmo tempo em que se vê a movimentação das tropas inimigas, algo que só se via em games de estratégia. Outra coisa legal era a possibilidade de escolher qualquer membro da equipe de Fox, e essa escolha influenciava o game, pois cada um tinha uma nave diferente. Mas o melhor era a nave se transformar em "andador de combate" e acionar botões pisando neles, que nem nos RPGs. Abençoados sejam os emuladores, que nos permitiram conhecer esse mitológico game.

3- Star Fox 64 (N64 - 1997)




O reinício para a série não poderia ter sido melhor: uma nave mais bonita e com mais recursos (como o laser carregado que foi testado em Star Fox 2 e aqui é quase que regra), unida a um visual de encher os olhos, hilários diálogos falados, uma história maravilhosa e um controle que reagia ao jogo (cortesia do Rumble Pack), Star Fox 64 é considerado o ápice da série até hoje. Um jogo que tem fãs mais jovens que ele próprio, como todo grande clássico. Pra fechar com chave de ouro, o jogo lançou o mistério que até hoje assombra os jogadores: James McLoud está vivo ou morto?

4- Star Fox Adventures (GameCube - 2002)




Um extra do jogo anterior, que permitia que Fox & cia. lutassem a pé no multiplayer, gerou um pedido fervoroso dos fãs: "Queremos um Star Fox com fases a pé!". E foi isso que a Rare fez. Foi a confirmação de um antigo provérbio chinês: "Cuidado com o que desejas, pois podes acabar conseguindo.", afinal o jogo feito pela empresa fez os fãs do jogo original jamais desejarem novamente um jogo desses no chão! Tá certo, o jogo é bom, mas está mais para Zelda do que para Star Fox! Parece que a Rare gostou tanto de Ocarina of Time que fez sua própria versão com uma raposa no lugar do Link. Como eu disse, Adventures pode ser um ótimo RPG, mas jamais será um Star Fox.

5- Star Fox Assault (GameCube - 2005)




Embora sofra com ressalvas dos fãs, por não ter rotas alternativas e ser considerado curto demais, na minha opinião esse sim é o herdeiro legítimo de Star Fox 64. Aqui Fox também pode andar a pé, mas trocou aquele bastão idiota por armas que fariam o Capitão Nascimento chorar de alegria! Na hora de pilotar, ele tem à disposição veículos renovados (e ainda mais poderosos). Na história, o velho clichê de ressuscitar o vilão foi abandonado em prol de uma nova gama de inimigos, os Aparoids, robôs-insetos capazes de raciocinar e de dominar outras máquinas. A cereja do bolo é a trilha sonora orquestrada, para mim a mais bonita de um jogo do gênero.

6- Star Fox Command (DS - 2006)




O jogo aproveita muita coisa do cancelado Star Fox 2, como a rota flexível, os mísseis e a escolha livre de personagens. Mas sua maior inovação talvez seja o controle da nave ser feito pela Stylus. Eu não tive a oportunidade de testar esse jogo, mas já ouvi de tudo sobre esse assunto, desde O controle fica incrivelmente preciso a O direcional analógico faz uma falta danada! Prefiro não opinar sobre o assunto, mas o primeiro Star Fox portátil da história costuma agradar quem o joga. Pode não ser o jogo definitivo da série, mas serve para esperar o Star Fox do Wii (se é que ele virá um dia) ou o Shadows of Lylat (se ele ficar pronto um dia).


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