Streets of Rage 2 (Mega Drive)

segunda-feira, 16 de maio de 2011 Postado por Tristan.ccm



Gênero: Beat-'Em-Up


Fabricante: Sega


Lançamento: 1992


Jogadores: 1-2 players cooperativo




Todo mundo sabe que a série Streets of Rage foi criada pela Sega para bater de frente com Final Fight, monopolizada pela Nintendo. O que talvez nem o pessoal da Sega pudesse imaginar que o jogo fosse se tornar um sucesso tão grande, mesmo sendo taxado de "clone" pela concorrência. Obviamente, todo sucesso gera uma continuação, mas ao contrário de séries como Zelda e Mario o segundo episódio conseguiu superar, e muito, a qualidade do primeiro!


Um ano depois de limparem a cidade, os três heróis do primeiro jogo seguiram caminhos
distintos: Axel foi trabalhar como guarda-costas, Blaze foi dar aulas de dança e Adam voltou a ser policial. Um dia, o jovem irmão de Adam, Skate (conhecido como Sammy nas versões orientais do jogo) chega em casa e encontra tudo revirado. Mas o pior de tudo é que, no meio da bagunça, Skate vê uma foto de seu irmão amarrado e torturado. Como já não via Adam a uns dias, o jovem entra em contato com Axel e Blaze, que descobrem que o amigo foi sequestrado por Mr. X, o vilão do jogo anterior que está de volta e querendo vingança. Os três decidem ir ao resgate de Adam, mesmo temendo que o sequestro fosse uma armadilha de Mr. X para atraí-los, e levam junto com eles o Max, lutador de luta-livre e amigo de Axel.


A jogabilidade perfeita do primeiro game foi mantida, mas um defeito do primeiro jogo, a falta de especiais diferentes para cada personagem, foi corrigida: agora eles têm não um, mas DOIS especiais diferentes, um efetuado com o personagem parado e outro com ele em movimento. A jogabilidade de cada um é bem diferente: Max é bem forte mas é lerdo ao extremo, já Skate é o contrário, fraco mas veloz. Axel e Blaze são equilibrados, embora a garota leve uma pequena vantagem na minha opinião. Uma coisa interessante é que a movimentação de Skate, que luta usando patins, inaugurou algo que no jogo seguinte seria incorporado a todos os personagens: a clássica "corridinha", apertando duas vezes pro lado, que permite um ataque mais veloz e corrige um pouco a fraqueza dos golpes do garoto.

Os gráficos do jogo, que já eram belos, ficaram ainda melhores. Mas a cereja do bolo é a trilha sonora, cortesia do mestre Yuzo Koshiro (seus fãs consideram a trilha de SOR2 o auge de sua carreira). As músicas do jogo não fariam feio numa pista de dança, principalmente a da primeira fase que pra mim é a melhor do jogo. Se não bastasse isso, os efeitos sonoros como gritos dos personagens e som das coisas se quebrando ficaram maravilhosos, dando ao jogador uma sensação de estar realmente dentro do jogo, sentando o braço na bandidagem.


Streets of Rage 2 é um game desafiante, que tem pouquíssimos defeitos (há dezenas de inimigos clonados, e um chefe final mais difícil não seria tão ruim), mas nada que desabone o jogo. Sinceramente é um daqueles jogos que a gente queria ver na geração atual, nem que fosse um remake retrô no estilo de Megaman 9 (isso até foi feito por fãs, mas a Sega fez questão de jogar água no chope da galera usando aquela velha estória de "direitos autorais" e mimimi). Já que isso não acontece, vale a pena jogar e rejogar esse grande clássico do Mega, seja no próprio console, no emulador ou nas "Lives" da vida. Afinal, mesmo quem não é chegado tanto assim num beat'en-up (meu caso) vai adorar esse jogo!



NOTA FINAL: 9,8
STREETS OF RAGE 2 É UM DOS POUCOS CASOS EM QUE O SEGUNDO JOGO SUPERA O PRIMEIRO. UMA SÉRIE QUE NÃO MERECIA TER SIDO ESQUECIDA PELA SEGA.
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