Super Mario 64 (N64)

quinta-feira, 5 de março de 2009 Postado por Tristan.ccm

Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Nintendo


Lançamento: 1996


Jogadores: 1 player



IT'S ME, MARIO!!!!

A história dos games não seria a mesma se não fosse um certo encanador italiano que os ajudou a se reerguer após o crash da Atari. Sem ele, dificilmente a Nintendo teria reerguido os games das cinzas e, consequentemente, se tornado a empresa que é hoje. Esse encanador sempre foi tratado com um carinho especial pelo pessoal da Nintendo, e quase sempre ele tem a honra de inaugurar os novos consoles da empresa. E com o "meia-quatro" não poderia ser diferente.

Mas dessa vez as coisas seriam diferentes, pois o console era potente o suficiente para permitir que Mario se aventurasse por algo mais do que as plataformas que o tornaram famoso. A Nintendo, tão tradicionalista, revolucionou ao criar um game que permitia ao cabeçudo se mover livremente pelo cenário. Era uma aposta de risco, mas funcionou perfeitamente.

Os que compraram a excelente mas injustiçada máquina de diversão que era o N64 levaram junto pra casa, sem perceber, um jogo que marcaria a história dos games. Isso porque o genial Shigueru Myiamoto conseguira fazer com que Mario ficasse com um pé no passado e outro na inovação. Mario 64 tinha o charme dos clássicos das gerações passadas aliado ao visual 3D que o mundo já tinha aprendido a gostar. Tudo foi pensado de modo a garantir a diversão do jogador. Mas chega de falar da Nintendo, vamos falar do jogo em si:

A história é um upgrade do que os fãs estavam cansados de ver nos jogos do encanador. O jogo começa com a princesa Peach chamando Mario para seu castelo, pois ela fez um bolo e quer que Mario vá até lá para dar uma comida (no bolo, gente, no bolo!). Ao chegar ao castelo, Mario descobre que o vilão Bowser chegou primeiro, e o lagartão, só pra variar, sequestrou a princesa. Mas não é só isso, o chifrudo aproveitou para dar um sumiço nas estrelas que dão poder ao castelo, escondendo-as em quadros. Cabe ao encanador encontrar todas (são 120 no total, mas com 70 já dá pra fechar o jogo), entrando nos quadros e cumprindo tarefas, como coletar moedas vermelhas ou derrotar um chefe.

Os gráficos parecem ter sido criados para que o console mostrasse a que veio, pois eram lindos. Os inimigos clássicos de Mario, como os Goombas, aparecem repaginados, e o próprio Mario está longe de lembrar o boneco que era desenhado pelas limitações tecnológicas da época (vocês já sabem: narigão pra ter rosto, suspensórios pra ter braços etc.). Os sons são um capítulo à parte, com versões remixadas das músicas clássicas aliadas a novas músicas muito bem tocadas.

A jogabilidade levava em conta o joystick do console, pois a velocidade com que Mario corria dependia de o quanto você movesse a alavanca analógica. Isso pode ser um problema para quem joga via emulador, pois no teclado esse recurso não existe, o que pode te atrapalhar em alguns momentos, principalmente nas batalhas contra Bowser (são 3 no total). Motivo: para derrotá-lo, era preciso agarrá-lo pela cauda, girar a alavanca para Mario fazê-lo rodar e soltá-lo em cima das bombas que ficavam nas margens da arena. Tal operação não é fácil de ser feita pelas setinhas do teclado, a não ser que você seja como eu e tenha um joystick USB made in Galeria Pajé. Tirando isso, a jogabilidade é perfeita. Mario não se limita mais a pular na cabeça de inimigos, ele agora pode socá-los e até mesmo arremessar caixotes contra eles. Além disso, Mario ganhou um medidor de energia, tornando-o mais resistente (chega de morrer só por encostar num inimigo). Dependendo da força da pancada ou da altura do tombo ele perde uma ou mais das oito unidades de energia do círculo, e só morre se perder todas. As tradicionais moedas não só dão pontos (e vidas extras, coletando 100) como também recuperam a saúde do encanador. Um detalhe interessante: se Mario estiver com pouca energia, ficará visivelmente abatido.

Outra coisa interessante era a forma de dar habilidades especiais ao encanador: saíam de cena os cogumelos e flores de fogo e entravam os chapéus especiais, conseguidos ao ativar e depois quebrar blocos especiais. Tinha para todos os gostos: o que te transformava em metal, o que te deixava invisível e o que te fazia voar.

Muitos consideram Super Mario 64 como o melhor jogo de todos os tempos. Afinal, é um dos poucos que agradam tanto gamers das antigas quanto os da atual geração. Além disso, soube aliar gráficos e sons de altíssima qualidade com um alto grau de diversão. Mario amadureceu um pouco nesse game, mas manteve a magia dos tempos em que ajudou os games se recuperarem do crash da Atari.

SEE YOU NEXT TIME!




NOTA FINAL: 10
DIFICILMENTE MARIO GANHA UM GAME RUIM, MAS ESSE EXCEDEU TODAS AS EXPECTATIVAS. SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, UM MARCO NA HISTÓRIA DA NINTENDO.


Plataforma:


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