Wing Commander (SNES)

terça-feira, 3 de março de 2009 Postado por Tristan.ccm

Gênero: Simulação/Tiro


Produtora: Mindscape


Lançamento: 1991


Jogadores: 1 player


Quando fiz o Top 5 de filmes ruins baseados em games, recebi muitos comentários, mas a maioria mostrou desconhecer o filme baseado em Wing Commander. Assim, resolvi fazer o review do game que o originou, pois dos filmes que entraram no Top 5 esse era o único cujo game eu não tinha jogado. Pelo menos as críticas que vi na época eram boas, todas colocando o jogo lá em cima.

Logo no início a gente se depara com uma coisa que, pessoalmente, eu acho que não combina nada com games de console: no hall de entrada, você escolhe com quem conversar movendo uma setinha pela tela! O motivo: o game foi lançado um ano antes para PC, e na hora de ir pro SNES ele foi apenas portado, mas não adaptado! Pra mim, setas devem ser movidas por mouses. Um menu cairia bem melhor pra quem usava o nada confortável joystick do SNES. Bem vamos conversar, quem sabe a gente vê algo interessante. Nova decepção, pois a quantidade de diálogos rivaliza com muito RPG! Tanto papo furado fará você pular para a próxima sala após apenas duas partidas (por sinal ela é um inútil dormitório, sem nada clicável). A única coisa divertida é a máquina de fliperama que faz às vezes de missão de treinamento, com efeitos sonoros que remetem aos arcades de antigamente.

Após passar pelo dormitório, você vai para a sala de briefing, onde recebe as instruções para a missão (e tome texto!). Ver seu piloto correndo e subindo no caça até é legal, remete a cenas de filmes do gênero como Star Wars. Ação, finalmente! A missão inicial é aparentemente simples, um rolê pelo campo de asteróides chutando uns traseiros alienígenas e depois de volta pra casa. Problema #1: os escudos de sua nave são uma piada, três tiros e você terá apenas escudos laterais, por sinal inúteis (os inimigos só atacam pela frente e por trás). Mais um e você já era. Pelomenos as cenas de seu enterro são bonitas, dá até vontade de chorar, mas logo surge a frase GAME OVER. Como é, já? É isso aí, colega, você só tem uma vida! Como diria o PA, chupa q é de uva!

Bem, paciência, resetamos o jogo e vamos tentar de novo. Voltemos à sala de briefing (e tome texto de novo!) e novamente decolamos. Após algumas tentativas (você vai morrer um monte de vezes até cumprir a missão), vamos voltar pra casa. Problema #2: e agora, como eu entro na nave-mãe? Na missão de treino não tinha isso! Hora da enxaqueca: tente entrar pela frente, por trás, por cima e o caralhoaquatro: nada, a nave é mais fechada que um cofre. O pior é que as trombadas vão zoando a sua nave até ela explodir (GAME OVER de novo!). Tomado pela fúria, você tenta abrir caminho metendo bala, quem sabe se eu abrir um rombo no casco eu entro? Problema #3: a nave-mãe é mais fraca que a sua, e vai explodir depois de uma meia dúzia de tiros. GAME OVER de novo, e desta vez sem direito a enterro!

Nos games atuais, muitos desses problemas foram corrigidos (eu experimentei o Prophecy, do GBA, e pelomenos nesse a nave entra sozinha na nave-mãe no fim da missão). O que não consigo entender é como um game desses era elogiado e fez sucesso a ponto de chegar até os dias atuais e até mesmo virar filme. No final, a conclusão que cheguei sobre o Top 5 foi essa: se um filme baseado num game ótimo fica ruim, se ele for feito em cima de um jogo porco vai ficar pior ainda. Pensei que tivesse errado ao dar o título a Wing Commander, mas ao jogar o game vi que o caneco está em boas mãos.



NOTA FINAL: 6,5
VAI SE AVENTURAR A TENTAR ESSE JOGO? ENTÃO SE PREPARE PARA SOFRER! SE ELE TE IRRITAR, TOME UMA ASPIRINA, CONTE ATÉ DEZ E TENTE DE NOVO. AFINAL, ELE É TÃO DIVERTIDO QUANTO O FILME.


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