Battle Formula (NES)

domingo, 17 de maio de 2009 Postado por Tristan.ccm


Gênero:
Tiro


Fabricante: Sunsoft


Lançamento: 1991


Jogadores: 1 player







Na época do Atari, surgiu um gênero de jogos que hoje muitos consideram extinto: eu jogava muito River Raid, um jogo onde você controlava um avião que tinha que matar tudo que se mexesse até as suas vidas acabarem. Depois dele, muitos jogos de “nave-que-atira-em-todo-mundo” surgiram (Sonic Wings, do SNES, é considerado o melhor do gênero). Com a atual onda de realismo extremo que assola a atual geração, esse gênero recebe adjetivos pouco lisonjeiros como “tiroteio descerebrado” e “ação sem sentido”. Quem já jogou Aero Fighters, R-Type ou outro game parecido, sabe que não é assim, um jogo desses pode ser divertido, desde que bem feito. Infelizmente, isso não ocorreu com Battle Formula.

Em primeiro lugar, nesse jogo você controla um carro equipado com três canhões, um fixo à frente e dois laterais, que se movem juntos comandados pelo botão B (o A atira). Acelerar e frear, virar, todo o resto fica a cargo do direcional. Jogando no emulador isso não chega a ser um problema, mas eu imagino como devia ser fazer isso com aquela caixa de remédios que fazia às vezes de joystick no NES. Se fosse como nos demais jogos do gênero, onde a tela se move e você só tem que se preocupar com sua posição, creio que seria bem mais fácil. Depois, a dificuldade não foi nada balanceada: seus inimigos ou voam, ou são mais rápidos, ou são super resistentes. Power-ups em forma de letras que voam pela tela são lei nesse tipo de jogo, mas o fato de seu veículo perder energia só de encostar nas bordas da pista (por sinal a barra é bem pequena) torna a tarefa de pega-los arriscada. E se sua vida fica difícil assim durante a partida, contra os chefes a dificuldade chega a ser desesperadora: logo de cara você vai ter de encarar uma carreta mais blindada que um caveirão do BOPE, que sempre vêm acompanhada de helicópteros e que se te prensar na parede já era, perdeu uma das cinco vidas (se é que você chegou nele com cinco). Pra completar, a “ressurreição” não tem sentido nenhum. Veja bem: se você pegou um power-up que torna seus canhões laterais automáticos, você pode voltar com ou sem ele (vai depender da sua sorte), mas se tiver pego o que aumenta sua barra de energia, SEMPRE vai perde-lo ao morrer. Com apenas quatro unidades, a barra original quase sempre acaba antes do chefe morrer, ou seja, você praticamente vai ter só uma chance contra ele.

Tenho muita pena de quem comprou esse jogo. De cara, ele te engana, com a premissa de ser um “River Raid no chão”, uma mistura de game de corrida com jogo de tiro, mas a dificuldade absurda, o controle caótico de suas armas e a apelação total dos chefes torna o cartucho um sério candidato a ficar no fundo da sua gaveta, merecidamente esquecido.



NOTA FINAL: 5,7
JOGUE APENAS SE ESTIVER CURIOSO POR VER UM CARRO ONDE NORMALMENTE TERIA UM AVIÃO, MAS NÃO ESPERE NADA DE BOM DESTE JOGO.
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