Duke Nukem 64 (N64)

sábado, 23 de maio de 2009 Postado por Tristan.ccm

Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: 3D Realms


Lançamento: 1996/1997


Jogadores: 1 – 4 players versus/cooperativo



Quem me conhece sabe que sou um ferrenho defensor do 64, afinal já falei umas mil vezes de como os cartuchos o mataram. Infelizmente, existe um defeito até maior do que esse no console, e o pior é que era uma coisa que perseguia a Nintendo até bem pouco tempo: um puritanismo excessivo. O P.A. já falou sobre isso no review de Mortal Kombat (que no SNES não tinha sangue, enquanto no Mega Drive a hemorragia corria solta). Parece que em 1997 a Nintendo ainda não tinha aprendido a lição quando converteu o clássico Duke Nukem 3D para sua plataforma.

Duke, para mim, foi um dos heróis mais mal-aproveitados dos games, mais até do que o Alex Kidd, do Master Sistem. Os dois primeiros games, lançados para PC, eram joguinhos de plataforma que até tinham coisas interessantes, como as chaves que tinham que ser coletadas para abrir portas, mas que não empolgaram tanto assim quem jogava outros games no mesmo estilo, como Contra e Mega Man. E o pior é que em algumas versões ele aparece com o nome de Duke Nukum, pois tinha um vilão do desenho Capitão Planeta (alguém aí lembra? era uma merda!) com o mesmo nome, e a produtora, que na época se chamava Apogee, ficou com medo de sofrer processos.

Foi então que o mundo conheceu o divisor de águas Doom, que mudou a forma como as pessoas viam os jogos de tiro. Com ele (e também com Wolfenstein 3D, que era tão bom quanto), a 3D Realms viu que seria muito interessante colocar as pessoas na pele do loirão e criou seu próprio FPS. Duke Nukem 3D se tornou um tremendo sucesso, pois combinava o tiroteio com um protagonista sarcástico e mulherengo, um perfeito anti-herói. O jogo causou polêmica, pois além de explodir cabeças de aliens e encher o cenário de sangue Duke podia interagir com as garotas do jogo (embora isso se resumisse a oferecer dinheiro para vê-la dançar) e ainda urinava nas privadas dos banheiros (creio que é o único caso de personagem de game que mija durante o jogo!).

Com o jogo arrebentando nos PCs, tanto Sega quanto Nintendo quiseram trazê-lo para suas plataformas. Embora a Tec Toy brasileira tenha tentado coloca-lo no Mega Drive (numa conversão horrorosa e totalmente dispensável), foi no N64 que ele aportou. Porém, quando os puritanos da Nintendo viram as mulheres dançando seminuas, devem ter desmaiado na hora. Quando acordaram, veio a revolta: ”Mas o que é isso? Mulheres de calcinha e sutiã num game da Nintendo? Nem pensar! Tira tudo, agora!”. E foi assim que um dos atrativos do jogo foi totalmente limado do game, descaracterizando-o totalmente. Quem jogou a versão para PC quase teve um infarte ao ver os calendários sem foto nenhuma, o filme do cinema mudado e, pasmem, as mulheres peladas que você tinha que tirar daquela gosma verde substituídas por soldados magrelas de farda e tudo! O que era apenas uma opção no PC tinha virado regra no N64.











Comparação entre as duas versões. A da esquerda é para PC, a da direita do 64. Sai Brasileirinhas, entra Independence Day. Isso sim é que é sacanagem!

De nada adiantou manterem a história original. Se você já jogou a versão de PC, é melhor ficar longe da de N64. Ela só serve se você for um Ned Flanders da vida e fica horrorizado ao ver a Mulher Samambaia dançando no Pânico. Duke deveria ter ficado nos PCs.




NOTA FINAL: 7,0
SE A VERSÃO PARA N64 FOSSE FIEL À DOS PCS, DUKE PODERIA ESTAR VIVO ATÉ HOJE. MALDITO PURITANISMO DA NINTENDO, QUANTOS JOGOS VOCÊ AINDA VAI MATAR?
Plataforma:


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