The Legend of Zelda II – The Adventure of Link (NES)

quinta-feira, 11 de junho de 2009 Postado por Tristan.ccm



Gênero:
RPG


Fabricante: Nintendo


Lançamento: 1987


Jogadores: 1 player







Toda família, por melhor que ela seja, tem aquele parente que só dá dor de cabeça, seja por ser atrapalhado ou por fazer um monte de besteira: é o famoso "Ovelha Negra da família". Parece que com os games ocorre a mesma coisa, pois toda série de games tem um que merece ser esquecido. E com a série Zelda isso não é diferente.

Quem me conhece sabe que eu sou fã da série Zelda, que para mim é a melhor série de RPGs da história. Porém, após o sucesso do primeiro game, é claro que a Nintendo faria uma nova aventura em Hyrule. E, como quase sempre acontece, a continuação ficou a anos-luz do original. Afinal, aquele ditado básico que diz que "em time que está ganhando não se mexe" foi totalmente esquecido. Aquela visão aérea da aventura era tão boa, e o inventário era tão útil... Por quê tirar? Pois foi isso que fizeram aqui: Link se move da forma tradicional apenas ao viajar de uma cidade para outra, quando está numa cidade ou lutando contra algum monstro ele se move no estilo plataforma(!), e é capaz de pular(!!) e de se agachar(!!!), e ainda sobe de nível(!!!!), no melhor estilo Final Fantasy. Ao jogar, a impressão que tive é de que quiseram dar a Link uma movimentação parecida com a de Mario, porém quem tinha jogado o primeiro jogo acabava ficando com cara de "o que eu estou fazendo aqui?".

Se não bastasse essa desnecessária mudança, ainda quiseram mexer nos gráficos e na trilha sonora. A música-tema sumiu, substituída por um tema chato e repetitivo. E o Link, coitado, tá feio pra caramba! Tá certo que o elfo orelhudo nunca foi um exemplo de beleza, mas seu "visual plataforma" ficou um lixo. Os monstros e NPCs (personagens controlados pela CPU, que por sinal são uma nulidade completa) não ficam atrás, e nem quando o jogo fica parecido com o anterior (durante o deslocamento entre as cidades) a coisa melhora. Na hora de montar o enredo, então, tome clichê: os servos de Ganon estão de volta, querendo ressuscitar seu mestre com o sangue de Link, que precisa despertar a princesa Zelda de um profundo sono, do qual ela só poderá sair quando Link recuperar as partes da Triforce espalhadas por diversos palácios (que substituem as famosas dungeons do jogo). A única coisa bacana neste jogo é que ele marcou a estréia de Dark Link, um dos vilões mais legais da série e chefe final do game.

O jogo foi motivo de protesto de todos os fãs da série, e é considerado por muitos o pior de todos os Zeldas. Por sorte, a Nintendo percebeu os erros e no jogo seguinte, A Link to the Past (SNES), o jogo voltou ao antigo estilo. A "Ovelha Negra" da franquia tornou-se apenas uma curiosidade, que os fãs jogam apenas para conhecer ou para lutar com o Dark Link. Afinal, de bom o jogo só tem isso.





NOTA FINAL: 3,8
AINDA BEM QUE A NINTENDO PERCEBEU SEU ERRO. SE LINK CONTINUASSE NAS PLATAFORMAS, DUVIDO
QUE AINDA ESTARÍAMOS VENDO O ORELHUDO ATUANDO EM GAMES HOJE EM DIA.
Plataforma:


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