Os Jogos(quase) Esquecidos no Tempo(1)

sábado, 22 de agosto de 2009 Postado por Azrael_I

Da mesma forma que o Tristan começou uma nova série baseada nos pedidos do Orkut, eu também vou começar aqui uma série baseada(em parte) nos pedidos, destacando jogos muito bons, mas que por um motivo ou outro acabaram caindo no esquecimento. Dos jogos antigos, poucos são bem lembrados hoje em dia, em parte graças às continuações ou mesmo devido ao sucesso que fizeram(exemplos nestes dois casos são Sonic e Mario), enquanto outros sempre foram obscuros deste lado do Meridiano de Greenwich por nunca terem tido uma tradução para idiomas ocidentais e alguns simplesmente nunca caíram no gosto do público em geral, ou pior, fizeram sucesso por algum tempo mas depois foram esquecidos; depois de anos navegando na net, em Sites, Fóruns e Blogs em geral, eu acabei conhecendo muitos destes "ilustres desconhecidos". Bem, a função do Museum é justamente relembrar e homenagear os bons(e às vezes os ruins) jogos da velha geração, e nesta série eu vou destacar alguns dos bons jogos que eu achei. E claro, sempre a pedidos, posso fazer uma resenha completa de qualquer um dos jogos.

Final Fantasy V(Snes)


Este é um dos jogos que merece uma resenha só dele... Final Fantasy V é um dos dois jogos da série que nunca foram lançados no Ocidente(o outro é FFIII)em seu console original. A explicação pra isso eu detalhei na resenha de FFVI aqui no Museum; resumidamente, ele foi lançado quase na mesma época que FFIV(FFII na versão americana) nos States, e quando iam fazer a versão americana de FFV, FFVI foi lançado no Japão e preferiram trazer logo o VI do que o V, que acabou nunca sendo lançado no Ocidente(até ser lançado para o Playstation, junto com os outros jogos da série). Hoje em dia, é fácil encontrar na net traduções feitas por fãs do original japonês(aliás, segundo boatos, este foi um dos primeiros jogos a serem completamente traduzidos pelos fãs).


Ignition Factor(Snes)


Este é um dos poucos jogos de Bombeiro que eu encontrei boiando por aí(o outro é Firemen)e o que é melhor, tive a honra de jogá-lo no cartucho. Neste jogo, no papel de um bombeiro, o jogador deve cumprir missões típicas da profissão para salvar vítimas que estejam presas em incêndios, escombros, vazamentos de gás etc. Infelizmente, ele acabou sendo obscurecido por diversos fatores, como o lançamento de jogos mais famosos na mesma época(como Mortal Kombat), uma vez que o tema "bombeiro" não é o preferido da maioria dos jogadores. Mas este é sim um excelente jogo, e um dos mais realistas que já vi no Snes; eu, como profissional bombeiro(de verdade), recomendo este jogo!


E.V.O. Search for Eden(Snes)


E ainda tem gente que acha o jogo Spore original... em E.V.O, comandamos uma criatura que deve tentar sobreviver e evoluir(começando pelo estágio de peixe, passando por dinossauro, ave e mamífero) à medida que passa pelas fases e as diversas eras geológicas da Terra até chegar ao Status divino. A mecânica de E.V.O., entretanto, acabou não agradando muito na época de seu lançamento, e o estilo do jogo esteve esquecido até que lançaram o Spore, atualmente um dos maiores sucessos para jogos de computador.


Cyborg Justice(Mega Drive)


Poucos jogos misturam bem o estilo Luta e Beat n'Up, e Cyborg Justice é uma destas excessões; aqui os combates entre robôs(na verdade, ciborgues) acontecem de forma bem brutal, com desmembramentos e decepamentos(só deve ter sido aceito pela censura por não haver sangue). O mais legal é que é possível arrancar partes dos inimigos no meio das lutas e usá-las para substituir as partes do seu próprio robô! Não tenho certeza, mas acredito que este jogo também tenha sido obscurecido pelo sucesso de outros lançados na mesma época(Cyborg Justice chegou a aparecer na revista Ação Games, junto com Street Fighter II Champion Edition e Os Flintstones para Mega); por outro lado, a pouca variedade de cenários e a complexidade dos comandos de luta(apesar da boa jogabilidade) também devem ter contribuído para deixá-lo nas trevas.


Budokan The Martial Spirit(Mega Drive)


Este jogo me lembra muito o Karate Champ(aquele joguinho de luta que o Van Damme jogou no filme O Grande Dragão Branco), tanto na jogabilidade quanto na parte gráfica. Aqui, o personagem principal é um encrenqueiro que entra pra uma academia de artes marciais aconselhado por um velho mestre para sair da marginalidade(esporte é saúde!), e lá aprende diversos estilos de luta(Karatê, Kendô, Kobudô etc.) para poder vencer um campeonato de artes marciais(alguém duvida da forte influência do filme Karate Kid?). Infelizmente, os gráficos dos personagens e a movimentação meio empedrada lembram muito mais um jogo de Master System ou Nintendinho do que um jogo de Mega, e isto deve ter contribuído para o pouco sucesso deste game.


Karate Kid(Nes)


E por falar em Karate Kid... Jogos baseados em filme costumam fazer sucesso apenas durante o tempo em que o filme faz sucesso(às vezes nem isso). Este é o caso de Karate Kid; baseado no segundo filme da série, o jogador no papel do bom e velho Daniel-san deve percorrer Okinawa em busca de se tornar o melhor, ao som de "The Glory of Love". Apesar dos pesares, este não é um jogo assim tão ruim(apesar da dificuldade pra lá de absurda), mesmo pra quem não gosta do filme; além disso, muitos elementos dele foram aproveitados em jogos posteriores, principalmente os desafios de quebras nas fases de bônus, que mais tarde foram copiados em jogos como Mortal Kombat, Street Fighter(o primeiro, de máquina) e Art of Fighting.


Genghis Khan 2 - Clan of the Grey Wolf(Mega e Snes)

Bons gráficos e trilha sonora, muitos comandos, grande variedade, muitos personagens e opções e um ótimo desafio. Este foi um dos poucos jogos de estratégia lançados para consoles(e ainda por cima para os dois de maior sucesso em sua época), como a continuação do jogo lançado para Nintendinho(só no Japão) alguns anos antes. Infelizmente para a série Genghis Khan, jogos de estratégia só costumam fazer sucesso nos computadores, e com este não foi excessão(nem no Japão, ode preferem RPGs), apesar de suas muitas qualidades, e depois de um curto período a série foi esquecida. A Koei, empresa produtora do jogo, só iria fazer sucesso nos consoles anos depois, com a ótima série Samurai Warriors e Dinasty Warriors.


Donkey Kong(Game Boy)


O Donkey Kong de Game Boy é hoje injustamente desconhecido. Após o fracasso das continuações do Donkey Kong original, foi lançado este não como um mero remake do original, mas como um jogo totalmente novo, com uma jogabilidade diferenciada, com muito mais movimentos(muitos tirados do jogo Super Mario Bros. - Mario Madness, aquele remake de Doki Doki Panic), desafios e quebra-cabeças, além de oito longos estágios divididos em várias fases; a fórmula é tão boa que foi reaproveitada recentemente no jogo Mario vs. Donkey Kong, para Game Boy Advanced. Mas podem acreditar, a versão original para Game Boy é muito melhor e bem mais viciante!


Splatterhouse SD(Nes)


Esta foi a única versão deste jogo lançada para o Nintendinho. Diferente dos jogos da série normal, Splatterhouse SD tem uma tirada mais cômica, mas baseada nos filmes de terror famosos, como Sexta-Feira 13 e o Exorcista, mas o destaque mais engraçado é logo na primeira fase, numa homenagem ao clipe Thriller de Michael Jackson, com um vampiro que dança ao som do Rei do Pop! É de morrer... de rir! Pena ele nunca ter sido lançado fora do Japão, provavelmente os cabeças-ocas da Nintendo acharam que os fãs ocidentais de Splatterhouse não iriam gostar de um jogo SD(só lembrando: o estilo SD só se tornou popular no Ocidente há pouco mais de uma década, após a popularização do mangá por estas bandas).


Snoopy Concert(Snes)


Pois é, Charlie Brown e sua turma fizeram sucesso até lá na terra do sushi(não é à toa que o Helloween fez uma música em homenagem a eles...)! Neste joguinho ótimo, com gráficos IDÊNTICOS aos do desenho animado, o jogador deve ajudar a turma dos Peanuts em diversos minijogos(a maioria controlando Snoopy e Woodstock). As fases parecem baseadas em algumas das histórias, mas de forma bem original, com muitos quebra-cabeças(a mecânica do jogo lembra muito Lost Vikings); uma pena eu não ter encontrado nenhuma versão traduzida nem pro inglês...


E aí, o que acharam desta série? Ainda tenho muitos jogos pra postar, mas sugestões são sempre bem-vindas!


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