Tutorial - Usando o DosBox

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 Postado por Tristan.ccm

Computadores, nos dias de hoje, são máquinas bem fáceis de usar, afinal eles trabalham com uma interface bem conhecida. Seja no Windows ou no Linux, basta apontar com o mouse no programa que se quer abrir e clicar, assim como fazemos no mundo real quando queremos apontar a direção a alguém. Mas nem sempre foi assim: caras como eu (que nem sou tão velhinho assim) conheceram os computadores quando a tela inicial não era aquele vale verdinho com um céu de brigadeiro e um monte de ícones para clicar. No início, havia apenas uma tela preta, com um indecifrável C:\> e um quadrado piscando no topo da tela. Era o temido MS-DOS, que afugentava muita gente por exigir que se soubesse uma porrada de comandos para se poder usar a máquina. Se hoje os micros falam nossa língua, na época era preciso saber a língua deles para usá-los.

Games que rodavam nessas máquinas jurássicas podem acabar não rodando nos micros mais atuais. Para adaptá-los, foi criado o DosBox, um emulador que simula a interface de micros antigos como os 386/486 no seu Celeron (se é que você é tão pobre quanto eu, que ainda não entrei pro maravilhoso mundo do Dual-Core). Porém, o DosBox trabalha exatamente como os PCs da época, à base de linhas de comando. Por isso, decidi trazer ao blog um pequeno tutorial de como trabalhar com o DosBox. Usarei como exemplo a versão 0.72 e o game Tomb Raider, mas ele funciona com qualquer game que exija DosBox (geralmente o site cheio de vírus onde você baixa o jogo avisa que ele precisa do emulador). Bem, lá vai:

1- Pra início de conversa, baixe e instale o DosBox da maneira que preferir. Geralmente ele vai criar um atalho Desktop para que você o abra.

2- Agora, baixe o jogo e descompacte-o numa pasta no diretório raiz (drive C:, na maioria dos micros). Isso vai facilitar na hora de achá-lo. Lembre-se: dê à pasta o mesmo nome do jogo. No nosso exemplo, chamarei a pasta de "tomb".

3- Chegou a hora de abrir o DosBox. Ele deverá abrir duas janelas como as das figuras abaixo:



A primeira (DOSBox Status Window) não tem muita utilidade, mas NÃO DEVE SER FECHADA, senão a outra fecha junto. Se quiser, pode minimizá-la para despoluir sua tela, mas NÃO A FECHE!!! Já a segunda (DOSBox 0.70 Cpu Cycles etc.) é que nos interessa.

4- Repare que ao lado do Z:\> tem um cursor piscando. Você terá que digitar o seguinte (tanto faz se em maiúsculas ou minúsculas):

MOUNT R C:\[nome da pasta] (claro que no lugar do [nome da pasta] você vai pôr o nome da pasta que usou pra descompactar o jogo)

Lembrando que, como os computadores que o DosBox emula são do tempo em que os teclados tinham menos teclas, alguns símbolos podem estar fora do lugar. Exemplo: para escrever os dois pontos (:), segure Shift e aperte ç (cê-cedilha). Ao dar Enter, deve aparecer a mensagem abaixo:


Isso significa que você criou um drive virtual R com o conteúdo da pasta. Para abrí-lo, digite R: e dê enter. O Z:\> vai virar R:\>. Digite agora DIR /P para verificar se o conteúdo bate com o da sua pasta no computador.


O jogo sempre vai ser um arquivo com extensão EXE. No nosso caso, há três. Se você não souber qual é, tente os três: basta digitar [nome do arquivo].EXE e dar Enter. O pior que pode acontecer é surgir uma mensagem de erro. Quando você souber qual o arquivo certo (que no nosso exemplo é o TOMB.EXE), é só ir direto nele. O jogo vai abrir e você poderá jogar normalmente. Não se preocupe com os saves, pois eles irão diretamente pra sua pasta original (a do Windows que você criou no passo 2).

No fim, feche o DosBox diretamente no X, nem precisa desmontar o volume pois isso é feito automaticamente. Como você pode ver, o DosBox é exatamente como o antigo MS-DOS: cheio de comandos digitáveis numa interface nada amigável, mas mesmo assim é uma ferramenta para quem quer conhecer os grandes games do passado.
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