A Evolução dos Games: Link

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 Postado por Tristan.ccm

O astro da série Legend of Zelda foi um dos poucos que atravessou quase toda a história dos games mantendo seu carisma em alta. Porém, o Link que conhecemos hoje mudou muito se olharmos como ele era em seu passado:

Legend of Zelda (NES)

No início, Link era tão simples quanto seus colegas de Nintendinho. Assim como Mario, seu desenho visava retratar da forma mais simples e, ao mesmo tempo, mais realista um ser humano num console de 8 bits. Aqui, ele já tinha aquele inventário imenso que parecia contrariar a lei física que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar, mas só podia usar um item por vez. Uma coisa interessante era o escudo de Link, que exibia uma cruz latina (a mesma usada por religiões cristãs). Ele era semelhante a escudos medievais de verdade, mas não tinha muito a ver com a série.

Adventure of Link (NES)

Eu não costumo usar palavrões em minhas postagens, mas aqui não tem jeito: cagaram no Link! Ele nunca foi tão bonito assim, mas com essas orelhonas, esse jeito todo desconjuntado de andar e esse "gingado" todo, ajudou a tornar o segundo Zelda o pior de todos. De marcante nessa fase, apenas o mérito de ter sido o primeiro Link "adolescente" da série.

A Link to the Past (SNES)

A "volta às origens" de Link veio num game espetacular, que até hoje é obrigatório pra todo fã de um bom RPG. Seu visual aqui é uma atualização do primeiro jogo da série, porém a tecnologia superior do novo console da Nintendo permitiu que o herói pela primeira vez pudesse ter expressões faciais. Quando ele é atingido, sua cara se contorce de dor, e quando ele tenta levantar algo pesado a força que faz é visível.

Ocarina of Time / Majora's Mask (N64)

Revolução total no primeiro jogo em 3D da série. A primeira está logo a vista: Link agora é loiro, abandonando os cabelos castanhos da era 2D. Outra coisa interessante é seu visual adolescente, com Link usando uma camisa branca por baixo da túnica e com luvas protegendo as mãos. Seu escudo volta a ganhar desenhos (o de LTTP era liso), mas agora ele tem a ver com a série: em meio a grafismos que lembram asas, uma Triforce em primeiro plano (embora o Mirror Shield de OOT insista em símbolos religiosos, com um Crescente típico dos muçulmanos).

Wind Waker (GameCube)

Esse jogo gerou duas polêmicas: a primeira, a troca dos polígonos pelo cell-shadding, algo que desagradou, e muito, os fãs. A outra foi esse visual cartunesco, que deixou Link parecido com uma das Meninas Super-Poderosas. Pra completar o pacote, essa espadinha que imita a varinha do Harry Potter ajudou a fazer com que os fãs se frustrassem com um jogo que prometia dar continuidade ao legado de qualidade dos games para N64.

The Minish Cap (Game Boy Advance)

Esse jogo marcou a estréia da versão loira de Link nos portáteis. Uma prova de que a repaginação do N64 fez muito bem ao herói. Como o portátil tinha bem menos botões que os consoles, aqui era possível customizar totalmente os armamentos que Link carregaria (nas demais versões de "baixo nº de bits", uma das armas era obrigatoriamente a espada). Outra coisa interessante era que o jogo foi o único até hoje a mostrar Link sem seu famoso chapéu verde: ele começa com a cabeleira loira à mostra até encontrar Ezlo, o pé no saco chapéu falante que dá nome ao jogo.

Twilight Princess (GameCube / Wii)

Pra muito fã de Zelda esse é considerado o Link definitivo: nunca o Herói do Tempo foi tão bem desenhado! Além do visual atualizado, Link ganhou uma roupa mais condizente com sua vida de guerreiro, pois a túnica verde ganhou por baixo uma cota de malha, um tipo de roupa formada por anéis metálicos, algo muito usado por cavaleiros medievais. Mas o mais legal é que a versão para Wii permite que o jogador literalmente entre na pele do orelhudo: nada supera dar espadadas balançando o Wiimote no ar!

Phantom Houglass (DS)
Pelo visto, a polêmica de Wind Waker definiu uma regra para nosso herói: versão cartoon, só nos portáteis. Na opinião deste blogueiro, fã declarado e incondicional dessa série, é uma decisão acertada. Afinal, como eles tendem a ter menos memória, o jogo fica mais fluido. E aqui, pelomenos, Link tem um desenho que é bem mais harmonioso que a versão cabeçuda de WW. Agora, só nos resta esperar que o vento sopre novamente para ver qual será a novidade desse herói imortal e carismático.


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