The Legend of Zelda: Majora's Mask (N64)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 Postado por Tristan.ccm

Gênero: RPG


Fabricante: Nintendo


Lançamento: 2000


Jogadores: 1 player


Como eu já disse aqui mesmo no blog, games são como filmes: um grande sucesso sempre gera uma continuação, e com o mega-sucesso Ocarina of Time não podia ser diferente. Porém, como quase sempre acontece, a continuação não é tão boa quanto o jogo original. Esse jogo não chega a ser ruim, mas os fãs de Zelda não conseguem dar a ele o mesmo amor que jogos como A Link to the Past ou o próprio Ocarina recebem, e vou explicar o porquê durante esse post.

O primeiro motivo foi que, pela primeira vez, o gênio japonês Shigeru Miyamoto não dirigiria um jogo da série: Eiji Aonuma o substituiria. Para quem não entende o que isso significa, imagine um Star Wars sem a direção de George Lucas. Não estou dizendo que Aonuma não é competente, mas Miyamoto é Miyamoto, e sem ele Zelda não tem o mesmo brilho.

Outra coisa que causou estranheza foi a história do jogo. Triforce? Nem sombra dela. Princesa Zelda? Só em sonho (literalmente). Ganondorf? Nem é lembrado. Aqui, Link parte de Hyrule montado em sua égua Epona para tentar reencontrar Navi (a fada pentelha que vai embora no final de Ocarina of Time). No caminho, é atacado por Skullkid e pelas fadas irmãs Tatl e Tael, e tem a Ocarina e a égua roubadas. Link persegue o ladrão, mas acaba caindo num portal dimensional que o joga em Termina, uma espécie de "universo paralelo" de Hyrule onde todos são diferentes do que ele conhece (as bruxas gêmeas Koume e Koutake, por exemplo, aqui são boazinhas, enquanto em Hyrule são vilãs). Quando ele acorda, Skullkid o transforma num Deku Scrub (criatura-planta) e foge, mas na fuga deixa Tatl para trás. Sentindo-se traída, ela decide ajudar Link a recuperar sua antiga forma e seus pertences roubados, guiando-o até a cidade de Clock Town. Lá, ele encontra o Happy Mask Man (que em Hyrule tinha uma loja no mercado do castelo, mas aqui é vendedor ambulante). Ele conta ao herói que Skullkid roubou dele a Majora's Mask, uma máscara com poderes malignos. Após alguns contratempos em Clock Town, Link encontra Skullkid no topo da torre do relógio e o enfrenta, derrotando-o e recuperando sua ocarina, mas descobre que o vilão tirou a lua de sua órbita. Ele usa a Ocarina para voltar no tempo, e com a ajuda de Mask Man recupera sua forma original. Agora, Link precisa impedir a queda da lua e selar a Majora's Mask para que ela não cause mais nenhum mal.

Pra quem está pensando "nossa, legal, uma história inovadora", saiba que tem uma coisa nesse jogo que me irrita profundamente, e que provavelmente irrita outros fãs de Zelda: Link tem apenas 3 dias para impedir a queda da lua, libertando os quatro gigantes guardiões de Termina, mas não dá tempo e você vai ter que ficar tocando a ocarina para voltar ao primeiro dia. Só que, cada vez que você faz isso, perde tudo o que recolheu! Dinheiro, ítens, armas, vai tudo pro saco! E isso sem contar que você volta direto pra torre do relógio. Imagine a cena: você tá quase chegando no chefe de uma dungeon que fica lá na casa do chapéu, mas o tempo tá acabando e você tem que voltar no tempo senão o mundo acaba. Você toca a ocarina e TEM QUE ANDAR TUDO DE NOVO!!!!!!!!!! E isso inclui recuperar tudo o que você perdeu. Eu posso estar sendo cricri, afinal o jogo tem um alto grau de exploração, vários segredos pra encontrar, um monte de máscaras para juntar, cada uma dando poderes diferentes a Link, mas eu não consigo gostar desse jogo. Ele realmente é um bom jogo, mas enche o saco ficar pegando tudo de novo depois de voltar ao primeiro dia. Se você é como eu e não curte fazer a mesma coisa um monte de vezes vai acabar abandonando o jogo, mas se não ligar pra isso vai se divertir muito.


NOTA FINAL: 8,0
MAJORA'S MASK NÃO É O MELHOR JOGO DA SÉRIE ZELDA, MAS NEM POR ISSO CHEGA A SER RUIM. JOGUE APENAS SE DER VONTADE, POIS O ZELDA OBRIGATÓRIO DO N64 SEMPRE VAI SER OCARINA OF TIME!
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