Crusader of Centy (Mega Drive)

domingo, 11 de abril de 2010 Postado por Tristan.ccm



Gênero:
RPG


Fabricante: Atlus / Nextech/ Sega


Lançamento: 1994


Jogadores: 1 player





Se na época dos 8 bits todo mundo concorda que o NES venceu o Master System, nos 16 a polêmica existe até hoje: qual teria sido o melhor console, SNES ou Mega Drive? Aos que atribuem a vitória ao console da Nintendo, a explicação é clara: faltaram RPGs ao console da Sega, e como o console rival tinha do seu lado títulos como Zelda, Final Fantasy e Chrono Trigger, ganhou os corações japoneses que cultuam esse gênero, e por consequência a parada contra os americanos.

Mas verdade seja dita: os poucos RPGs do Drivo costumam ser um melhor que o outro! Eu já tinha me apaixonado pelo já resenhado Phantasy Star, por ele ser tão bom quanto Final Fantasy IV (um dos melhores "RPGs de turnos" que eu conheço), e um belo dia vejo um cara na nossa comunidade do Orkut pedindo o review do desconhecido Crusader of Centy. Aceito a missão de resenhá-lo, e nos primeiros minutos um pensamento me atormenta: "OMG, mais um clone de Zelda!". O medo de uma decepção semelhante a que passei com Terranigma e seu final sem noção começa a crescer, mas some após poucos minutos de jogo.

A história não fica tão clara no começo do jogo, mas é muito bem feita: na cidade de Soleil, todos os que chegam aos 14 anos de idade ganham uma espada de presente, pois devem se alistar no exército real para tentar se tornar Herói (título máximo militar da cidade). O jovem Corona é presenteado com a espada que era de seu pai, falecido em combate contra os monstros que assolam o mundo, e parte para seu treinamento, sem saber que sua busca pela condição de Herói o levaria a uma jornada apaixonante e que os monstros que ele deveria combater escondiam um grande segredo.

Como eu já disse, o jogo de cara é muito parecido com Zelda, mais precisamente com A Link to the Past. O porém é que a única arma de Corona durante o jogo é a já referida espada, que pode tanto fatiar os inimigos quanto ser arremessada feito um bumerangue. No lugar de uma infinidade de armas, Corona tem a ajuda de vários animais que lhe dão habilidades variadas quando "equipados": alguns são bem úteis, como a onça (faz correr mais rápido) e a fênix (aumenta os poderes dos outros animais); outros são praticamente inúteis, como o guaxinim (te imita pra atrair inimigos) ou a lagarta (só serve pra alguma coisa depois que evolui para Butterfree vira borboleta). O engraçado é que os animais "equipados" ficam te seguindo igual o Pikachu de Pokemón Yellow.

Duas coisas que muitas pessoas criticam nesse jogo é o fato dele ser curto (zerei em umas 12 horas, contra mais de 40 de FFIV) e dele ser relativamente fácil (as maçãs que recarregam seu life estão por toda parte). Só que isso, pra mim, não é defeito, pelo contrário: se você somar isso à história bem feita, à trilha sonora legal e aos belos gráficos do Mega Drive, temos um belo jogo para quem não está acostumado ou afirma não gostar de RPG. Penso nele como uma introdução ao gênero, um jogo que eu indicaria a quem nunca jogou um Action RPG por achar os jogos complicados. Afinal, a história do jogo, que cita até a Bíblia com a passagem da Torre de Babel, te prende de um jeito que você não o larga até terminá-lo. Isso e os inimigos, que são sim muito fáceis mas também são bem criativos (que tal uma batalha contra um chefe no estilo Pac Man? Aqui tem!) são um belo aperitivo pra quem quer entrar nesse mundo apaixonante dos RPGs. Pode ser exagero afirmar que Crusader of Centy seja o "Zelda do Mega Drive", mas é um dos poucos, mas ótimos RPGs do console, e é diversão garantida pra quem jogar.


NOTA FINAL: 9,5
CRUSADER OF CENTY É POUCO CONHECIDO, MAS QUEM CONHECE SE APAIXONA. ÓTIMO JOGO PRA QUEM QUER GOSTAR DE RPG.
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