Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes (PSX)

segunda-feira, 12 de julho de 2010 Postado por Tristan.ccm

Gênero: Luta



Fabricante: Capcom / Virgin Interactive



Lançamento: 1999



Jogadores: 1-2 players


Eu já falei aqui no blog de como as antigas casas de fliperama fazem parte da infância/adolescência de muitos de nós. Quem aqui nunca deixou de comer na cantina da escola ou mentiu o preço da padaria pra mãe só pra poder queimar algumas fichas numa dessas casas? Máquinas como Street Fighter II, Metal Slug, Mortal Kombat, Super Sidekicks e Cadillacs and Dinossaurs devoravam toneladas de fichas enquanto nós tentávamos derrotar tanto o chefe final quanto aquele maldito apelão que ganhava de todo mundo e vinha jogar contra quando você estava na última ficha!

Uma das máquinas que faziam sucesso na época, pelo menos no fliper que eu ia, era a de Marvel vs. Capcom. Eu ia lá pra jogar Metal Slug, e num belo dia, depois de zerar o jogo de guerra ainda tinha umas 3 fichas sobrando (um pré-requisito daquele jogo era comprar várias fichas para poder usar o Continue), decidi jogar aquele game para aproveitar as fichas, e me surpreendi: ao contrário dos jogos de luta que eu conhecia, onde ou você já nascia sabendo os especiais ou não podia jogar, naquele era tudo mais fácil: apertou os três botões de soco ou de chute e seu personagem detonava o adversário. Some isso ao fato dos personagens serem os que eu já gostava e a máquina se tornou meu novo "melhor inimigo".

Recentemente, vi que o jogo ganhou também versões para consoles domésticos, mais precisamente Dreamcast e Playstation, e é essa última que, infelizmente, estou resenhando aqui. Digo infelizmente porque, ao contrário de Street Fighter II, que foi enviado ao SNES quase que do mesmo jeito que era nos arcades, aqui a conversão para o console da Sony matou o jogo!

A história continua a mesma: No Universo Marvel, o professor Charles Xavier, líder dos X-Men, sucumbe a seu lado maligno e, ao unir-se ao vilão Magneto, gera a entidade cósmica Massacre, um ser poderosíssimo que tenciona destruir toda a vida na Terra por causa da histeria anti-mutantes e pelo que os mutantes podem fazer à humanidade caso se rebelem. Um dos atos de Massacre para demonstrar seus poderes foi gerar um pulso magnético que teve consequências terríveis. Uma delas foi a criação de portais para outros universos, que acabaram por misturar heróis de diferentes realidades, e é por isso que neste jogo heróis e vilões da Marvel como Homem-Aranha, Wolverine, Hulk e War Machine (um Homem de Ferro "anabolizado") se juntaram a personagens famosos da Capcom na luta contra Massacre. Os personagens do "Universo Capcom" não se resumem a games de luta como o próprio Street Fighter: tem desde o pouco conhecido Captain Commando (de um game do SNES com o mesmo nome) a figurinhas carimbadas como Ryu e Chun-li. Até mesmo o mascote Megaman entra na briga!

Mas então, esse game é bom? É sim, mas no arcade! Como eu já disse, a conversão para o PSX ficou a anos-luz do original por um motivo: o sistema de lutas no arcade era inovador, com você selecionando uma dupla de lutadores que lutava no "X1" em round único, e com a possibilidade de trocar de lutador no meio da luta (o life do lutador que fica "no banco" sobe aos poucos). Mas o problema é que, se por um lado os CDs garantiam gráficos e sons fenomenais ao PSX, por outro ele tinha pouca memória RAM e não podia contar com expansões de memória (os concorrentes, Saturn e N64, tinham cartuchos de expansão). Com isso, o jogo teve de ser simplificado, e o sistema de lutas voltou ao "estilo SF2", com um só lutador para cada lado numa melhor de 3 rounds.

Sons e gráficos foram mantidos, assim como a simplicidade de todos os lutadores soltarem magias e especiais com a mesma sequência de teclas. Porém, pra quem adorava lutar em duplas o jogo perdeu e muito ao ser portado para o PSX. Eu lembro que minha dupla imbatível era Homem-Aranha e Megaman (fui vice num torneio do já citado fliper que eu ia usando essa dupla), mas no console da Sony ou eu jogo com o aracnídeo ou com o robozinho, nada de combinar seus poderes num ataque em dupla que ocasionava, quase sempre, em vitória. Pra quem queimava fichas nesse jogo, isso não tinha preço. Por isso, se você quer experimentar esse jogo, um conselho de amigo: baixe um emulador de arcade (recomendo o WinKawaks, no MAME eu não consegui rodar) e jogue a versão original, pois a versão de PSX só serve pra quem queria economizar fichas.



NOTA FINAL: 8,5
UM JOGO DE LUTA MUITO LEGAL, PENA QUE O PSX ESTRAGOU ELE. UMA DECEPÇÃO PARA QUEM CONHECEU A VERSÃO ARCADE.
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