Os Jogos (quase) Esquecidos no Tempo (5)

terça-feira, 13 de julho de 2010 Postado por Azrael_I
















E atenção: o Serviço de Inutilidade Pública do Museum dos Games vem agora fazer um alerta à saúde dos jogadores: os jogos a seguir relacionados são puro "Lixo Atômico", e jogar qualquer um deles (a menos que seja eu ou Chuck Norris) irá acarretar em danos cerebrais irreparáveis. Pois é, a série dos "Ilustres Desconhecidos" não conta apenas com jogos bons de se jogar... Na relação de hoje, a primeira lista negra dos desconhecidos (outros virão); vale notar que a maioria destes jogos são conversões de filmes ou de outros jogos, por isso não estranhem se eu for um tanto "cruel" no julgamento... Eu detesto ver filmes sendo corrompidos dessa forma!


Waterworld (Snes)













O filme até que é aceitável (desvio das pedras, tomates e xingamentos), mas o jogo é uma bomba. Totalmente diferente do filme, se não fosse a história e os gráficos (PEBAS!), nem daria pra saber que se trata de Waterworld. O ruim de conversões de filmes para jogos é isso: sempre alteram demais as coisas, e Waterworld, embora tenha algumas tentativas razoáveis de make-up (como a perspectiva isométrica nas fases que se controla o barco), não ficou uma conversão razoável. Pra terem uma ideia do quanto é ruim, uma versão para Mega Drive foi desenvolvida mas não foi lançada! Jogue apenas se nunca assistiu o filme (e mesmo assim, tenha cuidado pra não dormir de tédio).


Batman Revenge/Return of the Joker (Mega e Snes)










Este jogo foi lançado inicialmente para Nes e foi o jogo do Batman nesse console que mais fez sucesso depois do primeiro Batman. Tentaram então portar este jogo para os dois consoles campeões da época, mas o resultado foram duas aberrações, uma pior que a outra. Jogabilidade travada, som e gráficos ruins (como pode, Snes e Mega perderem em gráfico pro Nes?!)... não consigo entender como conseguiram fazer um jogo que era tão bom ficar tão ruim, e em dois consoles diferentes, ainda por cima! Pra piorar, na versão de Mega alteraram até o nome, que ficou Revenge of the Joker; e a versão de Snes, eu sequer achei screenshots na net! Este game é a prova de que não são só as conversões de filmes que ficam ruins, mas também a de jogos (claro que existem exceções, o que não foi o caso desta vez).


Batman Forever (Snes e Mega)













E tome mais Batman! Não dá certo... tentaram fazer um jogo de plataforma, mas usando uma engine parecida com a de Mortal Kombat. Não são apenas os gráficos, até os golpes funcionam igualzinho a Mortal Kombat! O Robin está totalmente diferente do filme, aparecem muitos outros personagens nada a ver (por que os palhaços? Acharam que o Coringa tava na história desse jogo? Os produtores ASSISTIRAM a droga do filme, pelo menos?!?), e a jogabilidade é medonha (mesmo usar as armas é difícil, e não tem quem entenda a tela de opções). É como eu disse, esse é o problema das conversões de filmes para jogos, alteram DEMAIS as coisas... E quase sempre pra pior.


Mickey Ultimate Challenge (Snes, Mega, Master, Game Boy e Game Gear)











Até hoje eu tento entender como tiveram coragem de trazer esse jogo pro Ocidente. Aliás, como tiveram coragem de FAZER esse jogo, e pior ainda, lançá-lo pra tudo que é plataforma?! Um joguinho de quebra-cabeças do Mickey, tem tudo pra dar errado. Nem quem gosta de puzzles (como eu) curte esse jogo.


Mickey's Adventures in Numberland (Nes)












E tome mais Mickey! Um joguinho do Mickey que tenta ensinar inglês básico (só se for para mentalmente deficientes...), e com ESSES GRÁFICOS também tinha tudo pra dar errado. Jogue esse e o anterior, apenas se for MUITO fã da Disney (e duvido que continue sendo, depois dessa experiência traumática).


Adventures of Yogi Bear (Snes e Mega)











Zé Colmeia é um personagem bem conhecido da Hanna Barbera (a mesma empresa dos Flintstones, Jetsons e afins), mas esse jogo dele, apesar de contar com gráficos bem semelhantes ao desenho (coisa rara na época), não passa de mais um plataforma genérico, com jogabilidade e sons péssimos. Joguem... na lata de lixo.


Wayne's World (Snes e Mega)











Outra conversão pra lá de ruim. Me digam, afinal de contas O QUE raios um filme sobre dois caras querendo fazer um show de rock tem a ver com um joguinho de plataformas com visual e jogabilidade parecidos com o do jogo Ghostbusters? Não dá certo, não faz sentido e SEQUER segue a história do filme! Os gráficos são tão ruins que parecem até a conversão de algum outro jogo (as gerações atuais podem não estar familiarizadas, mas na época era comum uma empresa americana pegar um jogo japonês e transformar em outro jogo, com visual diferente; foi o que aconteceu com Doki Doki Panic, que virou Super Mario 2, e com Magic Hat, que virou Decap Attack). Nem sequer existe um menu de opções nessa tranqueira! As vozes digitalizadas ficaram boas, mas deveriam ter aproveitado isso pra incluir pelo menos as músicas do filme... Metal is the Law!


Rocky (Master System)










Este jogo até que não é tão mal feito assim... Tem gráficos bem bonitos (ainda mais com a capacidade do Master), e as fases de treinamento são legais, mas a jogabilidade em si é travada de doer. Vencer o Ivan Drago aqui é quase impossível...


Duke Nuken 3D (Mega Drive)










E por falar em conversões ruins... Duken Nuken para Mega Drive era tudo o que não se podia fazer com o jogo do Schwarzenneger wannabe. Os gráficos ficaram monocromáticos em algumas partes (parece até que a televisão tá em preto-e-branco), a movimentação é pra lá de estranha, com resposta lenta dos comandos, os monstros ficaram com a imagem distorcida e o som é melhor nem comentar. Duke Nuken deveria meter uma bala na cabeça dos produtores desta conversão!


Cho Aniki Bakuretsu Rantouden (Snes)











Meu cérebro quase virou geléia quando joguei isso. Este jogo pertence a uma série (mais especificamente, o terceiro da série) que ficou popular justamente por ser A MERDA QUE É! Explicando: esta série de jogos é tão medonha que ficou famosa entre jogadores do mundo inteiro por ser tão... estranha ("tão ruim que é bom", dizem eles... realmente, existe gosto pra tudo, mas até isso tem um limite!); estes jogos são chamados na Internet de "Kuso-ge" (algo como "Game Merda") ou "Baka-ge" ("Game Idiota") e sim, o Hong Kong 97 (que ganhou o primeiro lugar no top de games ruins aqui do Museum) também faz parte dessa lista! Neste jogo supostamente de luta, o que mais assusta são os gráficos e personagens pra lá de psicóticos, cheios de referências homossexuais (parece que foram feitos durante uma viagem de Bob Marley com Kurt Cobain de mãos dadas pro Reino dos Cogumelos); pra piorar ainda mais, existem várias continuações, inclusive pra Playstation 2! Quem conseguir zerar esse jogo ganha o lugar de Rainha da Bateria na parada gay, ou um quarto no hospício mais próximo. Ou os dois.


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É isso aí, a série dos "Ilustres Desconhecidos" continua, firme e forte. Na próxima, mais aberrações dos games (acreditem, vocês ainda não viram o pior...)!


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