Os Jogos (quase) Esquecidos no Tempo (6)

domingo, 8 de agosto de 2010 Postado por Azrael_I















E voltamos com mais uma dose de material altamente letal para jogadores de bom gosto! Aqui, alguns dos jogos que, na infância, encarei com a coragem e a garra de um super-saiyajin e sobrevivi, apenas para alertar os nobres leitores do Museum do perigo que é jogar estas bombas atômicas...


Batman Returns (Mega Drive)










E tome de cara mais Batman! E pensar que eu zerei várias vezes esse jogo, quando criança (demorei pra perceber o quanto era ruim). A jogabilidade é uma PEDRA, os comandos são difíceis de se acertar, e os gráficos seriam razoáveis, se o Batman ao menos se destacasse um pouco dos cenários (às vezes não dá pra saber onde ele está); é difícil ainda perceber quando se morre (parece que ele apenas "teleporta"). A qualidade sonora, a dificuldade e os dois finais são a única coisa que impedem (mas não muito) este jogo de ser completamente desprezível.


Final Fantasy Mystic Quest (Snes)











Parte da novela que existe por trás desta bomba eu expliquei lá na resenha de Final Fantasy VI. Basicamente, este jogo além de ser horrível em tudo, NÃO é um Final Fantasy de verdade, trata-se de uma conversão do primeiro Seiken Densetsu (conhecido no Ocidente como Secret of Mana). Mas eu repito: O QUE DEU NOS CABEÇAS-OCAS DA NINTENDO PRA FAZER UMA COISA DESSAS? Não jogue este jogo, nem no lixo, ou será processado por crime ambiental.


The Great Waldo Search (Snes e Mega)










"Onde Está Wally?" é um desenho já meio antigo, que eu até gostava quando criança, mas este jogo... este jogo... calma, que a vontade de vomitar me impede de falar. A única palavra que encontro para definí-lo é: RIDÍCULO! Que jogo ruim! Os gráficos parecem feitos no Art Alive!


Phantasy Star 3 (Mega Drive)










Minhas primeiras resenhas aqui no Museum foram sobre a série Phantasy Star (estou devendo a continuação, e irei fazê-la), a melhor série de RPG do Mega Drive (desculpem, fãs de Shining Force); mas como toda família tem sua ovelha negra, o terceiro jogo da série é o alvo do ódio dos fãs. Phantasy Star 3, assim como Beast Warriors/Wrestler, é um jogo até que bem trabalhado, mas o resultado final é muito ruim, às vezes até parece um jogo Beta e não um Phantasy Star... Eu irei fazer a resenha completa deste jogo, para que possam avaliar se ele realmente merece ser apedrejado, mas por enquanto, ele fica aqui entre os jogos ruins.


Megaman the Wily Wars (Mega Drive)











Outra conversão ruim. A ideia até que era razoável, pegar os jogos de Megaman do NES e trazer pro Mega, com gráficos, sons e jogabilidade melhorados... Pena que não conseguiram. O som perde feio pro Nes, a jogabilidade é ainda pior, e os gráficos, embora mais limpos, deixaram o Megaman VESGO! E putz, custava tanto assim terem feito uma conversão de TODOS os seis jogos do Nes, em vez de só os três primeiros? Eu sinceramente preferia os seis idênticos às suas versões originais do que estes três "melhorados"...


Mickey Playtown Adventure (Snes)











E tome mais Mickey! Um joguinho do Mickey passeando pela cidade, que tédio, também tinha tudo pra dar errado. Peraí, já não disse isso antes? Tanto faz, esses jogos são todos da mesma merda mesmo...


Beast Wrestler/Warriors (Mega Drive)











Eu me pergunto, meu Deus, como eu tive saco pra jogar esse jogo! E ainda por cima zerá-lo! E fazer tudo isso em Japonês (a versão americana é Beast Wrestler, a japonesa é Beast Warriors)! É um jogo de luta entre monstros (com uma história que mais parece Pokémon ou Digimon misturado com filmes de terror), mas a movimentação isométrica acaba dando um monte de movimentos estranhos, os golpes são difíceis de acertar (principalmente se estiver enfrentando um monstro quadrúpede), os monstros são extremamente bizarros (inclusive no modo story é possível fundir seu monstro com alguns derrotados); entre as lutas, é preciso "treinar" e evoluir seu monstro com equipamentos (como corda de pular) e remédios (sim, alguns anabolizantes), usando o dinheiro que se ganha nas lutas... assim falando até parece que o jogo é interessante (ao menos tentaram fazê-lo bem feito), mas a jogabilidade pérvola, os gráficos apagados e as músicas horrivelmente dissonantes nos mostram mais uma receita de como NÃO se fazer um jogo de luta.



Superman (Atari), Superman (Mega) e Superman 64 (N64)































Se isto fosse um top 10, com certeza esses seriam considerados os PIORES dessas duas listas! Os PIORES entre os piores! Superman é um cara maldito pra jogos, NENHUM jogo dele prestou (o único jogável é o Death and Return, e olhe lá... merece uma resenha, como prêmio de consolação, depois), o jogo de 64 é considerado o pior jogo da história do console (e um dos piores do mundo!)! No jogo de Atari, além de ser a bomba que é, tem uma capa nada a ver (confiram lá na série as Piores Capas). Mas meu destaque de ruindade vai mesmo pro adubante monte de merda que é o jogo de Mega Drive; esse NÃO PODE ser considerado um jogo do Superman! Parece que espalharam kriptonita pra todo lado da cidade, pois além de NÃO VOAR (exceto em algumas poucas fases), qualquer coisa mata o Super, e você não tem acesso a quase nenhum dos poderes dele a hora que quiser, além de ter um monte de poderes estranhos (inventaram um "shoryuken" pro Super...). Se é um fã dele, não jogue, a menos que queira chorar. Se não for fã, não perca seu tempo: não jogue NENHUM desses, use o tempo que gastaria jogando pra usar os cartuchos desses jogos como adubo e faça uma horta no quintal, venda os legumes na feira, ganhe dinheiro e use essa grana pra processar as empresas que fizeram esses games por crimes contra a humanidade. COMO OUSARAM DESTRUIR A IMAGEM DO SUPER DESSE JEITO?

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É isso aí, esse foi mais um plantão de emergência do Serviço de Inutilidade Pública do Museum dos Games, sempre preocupado com a saúde mental e o consumo dos jogadores. Poderemos voltar a qualquer instante com mais jogos ruins, ou com jogos bons, que é pra refrescar um pouco depois de tanta porcaria. Até mais!


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