Vectorman (Mega Drive)

sábado, 23 de outubro de 2010 Postado por Tristan.ccm

 
Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Sega / BlueSky Software


Lançamento: 1995


Jogadores: 1 player





A combinação Plataformas + Tiroteio sempre rendeu vários jogos viciantes pra garotada: Mega Man, Contra, Metal Slug, Metroid, a lista é quase infinita, e Vectorman é mais um membro da turma que gosta de pular e atirar. Esse robô do barulho que vai aprontar altas confusões [narrador da sessão da tarde OFF] é mais um dos Orbots, robôs criados pela humanidade para limpar a Terra, que em 2049 está tomada pela poluição. Enquanto a humanidade tenta a vida em outros mundos, um dos Orbots que limpavam a Terra, atingido por engano por um míssil nuclear, acabou pegando raiva da humanidade (sem motivo nenhum, afinal pra quê tanto ódio só por levar um tiro de plutônio na fuça, né não?). Ele se declara Warhead, o grande embaixador do mundo, e jura exterminar qualquer humano que bote os pés no planeta. Todos os Orbots passam a ser controlados por Warhead. Vectorman, que estava fora do planeta reciclando lixo, escapou de ser controlado e, leal a seus criadores, decide combater Warhead, trazendo a paz de volta ao que sobrou de nosso mundinho.

A jogabilidade de Vectorman não poderia ser mais simples: um botão para pular e outro para atirar em qualquer direção. Durante o jogo, ele pode destruir telas de TV para obter itens dos mais variados (armas melhores, bônus de pontos, etc.), bem como os que lhe permitem mudar de forma. Vectorman é feito de moléculas e pode "morfar" em furadeita, tanque de guerra, helicóptero e até mesmo numa bomba que destrói todos os inimigos da tela. Além disso, ele vem "de fábrica" com um pulo duplo muito útil para alcançar lugares mais distantes.

O jogo é muito bom no quesito som: a trilha sonora techno da abertura gruda na cabeça, e as músicas durante as fases são bem legais. Além disso, Vectorman é escrachado: quando chega ao fim da fase comemora no melhor estilo "hang loose", e ao se encostar numa parede faz a maior pose de "fodão da área". Porém, o que mata nesse jogo são os gráficos. Quem viu o top do P.A. dos piores jogos do SNES deve lembrar de Ballz 3D, um jogo de luta com lutadores que pareciam um amontoado de bolas coloridas. Pois bem, Vectorman também é assim, um monte de bolotas verdes sem carisma nenhum! Os cenários tentam ser em 3D, mas não conseguem, e o jogo tem inimigos praticamente invencíveis. Some isso às míseras cinco unidades de sua barra de vida e temos um jogo que você não vai zerar.

Mas é pra isso que existem os cheats, né não? Bora lá, galera, vamo se vingar dos modafuckers que fizeram esses inimigos invencíveis, usando código pra deixar nosso personagem invencível tbm! É issaew, tamo chegando no fim do jogo, matamo o chefão e...

Epa!

Peraí, o que ele quis dizer com "Try again without using cheats"?

É pessoal, Vectorman entra pra história como o primeiro game que pune o jogador trapaceiro! Existem vários macetes pros cheaters de plantão, mas se você usá-los, não verá o final do jogo! Se quer vencer aqui vai ter que ralar!

Eu sei, posso estar sendo cricri por condenar a dificuldade do jogo, mas vejam bem: Mega Man era difícil, mas era uma dificuldade desafiadora, que dava prazer em jogar. Além disso, o robozinho azul tinha um sistema de passwords para ajudar o jogador. Vectorman, ao contrário, não tem nada disso, perdeu volta pra primeira fase! Vejam por exemplo a batalha contra Warhead: o chefe final fica no meio de um furacão, atirando pra todo lado e as plataformas rodando não são o que se pode chamar de um bom lugar para se apoiar. Pra quê barrar o uso de continues num game desses? Bem, isso é um defeito que torna o game menos divertido do que poderia ser, mas está longe de condená-lo. Jogue até o final (ou até onde aguentar), depois volte para o seu Contra de sempre.


NOTA FINAL: 8,0
VECTORMAN PODERIA TER SIDO O SUPER METROID DO MEGA DRIVE, MAS FALHOU EM SUA MISSÃO. SE ELE TIVESSE PASSWORDS OU UM SISTEMA DE SAVES, TALVEZ ESTARÍAMOS ATÉ HOJE CONTROLANDO A MOLÉCULA VERDE.
Plataforma:


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