Battletoads & Double Dragon, the Ultimate Team (NES / SNES / Mega Drive / Game Boy)

terça-feira, 2 de novembro de 2010 Postado por Tristan.ccm

 
Gênero: Beat'em Up


Fabricante: Rare / Tradewest


Lançamento: 1993


Jogadores: 1 - 2 players cooperativo





Ganhar dinheiro sempre foi e sempre vai ser o objetivo de qualquer empresa, e as softhouses não fogem à regra. Na época do lançamento desse jogo os Beat'em Ups eram a bola da vez, porém enquanto os irmãos Lee estavam em baixa, os fãs dos sapos briguentos clamavam por uma continuação do primeiro jogo. Foi assim que, talvez para dar um novo fôlego aos gêmeos, surgiu aquele que talvez seja o primeiro game crossover já criado. Embora jogos como esse tenham no enredo algo pouco ou nada importante, a história criada para unir Battletoads e Double Dragon era pra lá de forçada: após a surra que levou dos Toads no planeta Ragnarok, Dark Queen resolve atacar outro planeta: a Terra! Shadow Boss, o grande inimigo dos gêmeos Lee, vê nisso sua grande chance de dominar o mundo e se alia a Dark Queen, e por isso os sapos se unem aos Dragons para combater essa ameaça.
Isso fez os fãs dos Toads se preocuparem, afinal Double Dragon era um game de luta "sério", como fariam para adequarem aquelas finalizações malucas dos sapos ao estilo de jogo dos gêmeos? Felizmente, o que se fez foi justamente o contrário, foram os irmãos Lee que ganharam uma movimentação semelhante a dos sapos. É claro, os fãs de Double Dragon não iriam gostar de ver seus heróis chutando os inimigos com um pé gigante, mas só o fato de não precisar usar A+B para pular facilitava bastante. Enquanto os sapos continuavam com aquelas finalizações engraçadas, os Dragons ganharam alguns golpes legais, como um "chute do Chuck Norris" que lançava inimigos a quilômetros de distância. E o melhor é que eles tinham esses golpes nos QUATRO consoles onde o game chegou. Isso mesmo, QUATRO!!!!!
Hoje pode até ser comum um game ser lançado para todas as plataformas possíveis, mas em 1993 um jogo democrático como esse era raridade. Com exceção do Master System todos os consoles da época ganharam uma versão do jogo, até mesmo o NES, que já estava no bico do corvo. E o mais impressionante era que o jogo era praticamente o mesmo nos quatro consoles (assim como o Azrael fez no review de True Lies, usei uma foto de cada console, quero ver quem adivinha cada um!). Mas o mais interessante é que, ao contrário do que se possa imaginar, quem ainda andava pelos 8 bits saía no lucro com isso: se o SNES ganhava no quesito gráficos e trilha sonora, o Mega Drive penava para rodar o jogo. Na boa, o game até que é bonito graficamente, mas o Drivo podia fazer bem melhor que isso! Parece que a versão foi feita de qualquer jeito pela Sega Enterprises (que recebeu da Rare a licença para converter o jogo). No entanto, apesar de superar o NES gráfica e sonoramente, o SNES perdia para o irmão menor numa coisa fundamental: a diversão. Os jogadores de Battletoads estavam acostumados com um jogo difícil, porém com controles precisos e com uma trilha sonora diferenciada para cada momento. O game do SNES também era difícil, mas a trilha era a mesma a fase toda! Veja por exemplo a segunda fase: na versão do Nintendinho, há uma música para a parte de "porradaria", outra para o trecho de jet ski (graças aos deuses bem mais fácil que o do primeiro game) e outra diferente para a luta contra o chefão, enquanto nos consoles ditos mais "modernos", a música era a mesma, de cabo a rabo. Além disso, as versões do SNES e do Drivo tem muitos bugs, como sprites que sumiam da tela, que podiam até ser aceitáveis num console de 8 bits mas eram imperdoáveis num de 16.
A versão do Game Boy tinha algumas diferenças: além de ser em preto e branco (óbvio), tinha gráficos bem próximos aos do NES, com exceção de algumas coisas (como menos inimigos e um jet ski a menos, por exemplo), motivadas pelo jogo ser single player. Talvez justamente por ser um jogo para apenas um jogador, a versão de Game Boy teve a dificuldade diminuída, mas a galera da Tradewest diminuiu demais a dificuldade, provavelmente gerando o Battletoads mais fácil da história! Não que eu esteja reclamando, mas Battletoads fácil não é Battletoads, do mesmo jeito que Megaman fácil não é Megaman. E, pelo visto, assim como o robozinho azul da Capcom os sapos guerreiros parecem ter sido feitos para os 8 bits. Não que as versões 16 bit sejam ruins, mas a de 8 bits arrasa as outras no quesito que realmente importa: diversão!



NOTA FINAL: 9,0
QUE ESSE CROSSOVER É UM GAME CAÇA-NÍQUEIS, DISSO NINGUÉM DUVIDA, MAS QUE ELE É LEGAL, ISSO É! RECOMENDADO AOS FÃS DAS DUAS FRANQUIAS.
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