Mighty Final Fight (NES)

domingo, 13 de fevereiro de 2011 Postado por Tristan.ccm


 

Gênero: Beat-'em-up


Fabricante: Capcom


Lançamento: 1993


Jogadores: 1 Player






Muitos achavam que, com o lançamento do Mega Drive em 1988 e do SNES, dois anos depois, o velho Nintendinho estaria com os dias contados, e os dois novos consoles deixariam o NES a ver navios. Felizmente a Nintendo não é como a Sony, que faz ports cada vez mais picotados para manter o PS2 respirando por aparelhos. Ela nunca deixou o console que a fez famosa sem bons jogos, e mesmo com o SNES bombando o console mais velho ainda recebia bons games. Mighty Final Fight é o maior exemplo disso.
Na época, a política monopolista que a empresa tinha com as softhouses fez com que a empresa amarrasse a Capcom à sua órbita. Além de garantir a exclusividade de Street Fighter II no SNES, a empresa também garantiu que seu novo console seria o único a receber Final Fight, outro grande sucesso dos arcades. Porém, além da versão que era quase a mesma do arcade, a Capcom decidiu portar o jogo para o NES.
A princípio o port foi visto com receio, afinal o Nintendinho jamais sonharia em ter gráficos que se comparassem à CPS1, placa de arcade que possibilitava a alta qualidade do game. Sorte que a Capcom sabia disso, e decidiu criar um jogo que do arcade só tinha o enredo (o clássico "resgate a donzela em perigo"), gerando um game totalmente novo. O Final Fight dos arcades era um game "sério", já a versão do NES ganhou um ar mais leve e bem humorado. Os personagens deixaram o estilo bombado e aderiram ao SD (Super Deformed, aquele estilo "desenho animado cabeção" que faz muito sucesso no Japão), e as batalhas contra os chefes ganharam diálogos hilários. Além disso, os personagens ganharam um sistema de experiência que, à medida que você causava fraturas pela cidade, destrava golpes especiais que, além do "chute helicóptero" de todos que drena um pouco do seu life, variam de acordo com o personagem, indo da inútil "corridinha" do Haggar ao poderoso "hadouken" do Cody. Outra coisa que varia aqui é a arma que o jogador pode utilizar durante o jogo: Cody usa facas, Haggar usa uma marreta e Guy lança shurikens (estrelas ninjas).
O desafio do jogo é bem grande, pois enquanto os "inimigos normais" não chegam a ser motivo de preocupação (com exceção daquele maldito militar que fica defendendo!), alguns chefes são de meter medo, como o lutador Abigail, chefe da 3ª fase, que quando atacado pelo solo te agarra para literalmente sugar sua vida e quando atacado com voadoras te pega com um gancho e te manda pro teto do ginásio! Sorte que o jogo te presenteia com fases de bônus, onde você deve quebrar barris que vêm rolando na sua direção e que, além de alguns serem "premiados" com itens, se você quebrar uma boa quantidade ganha um item como um bônus, um continue ou até mesmo vidas extras.
O final do jogo (já mostrado aqui no blog numa Lista Top) é frustrante e bem diferente do original, mas isso não é nada que macule a diversão que ele proporciona. É realmente uma pena que ele tenha sido lançado no fim da vida do NES, mas mesmo assim ele se tornou um dos maiores títulos do console. Uma prova cabal que um console de sucesso pode ter sim bons jogos no fim de sua vida, e que um jogo mais avançado só precisa de uma boa adaptação para rodar em sistemas mais "velhinhos" sem ficar com cara de caça-níqueis barato.


NOTA FINAL: 9,0
MIGHTY FINAL FIGHT É UMA AULA DE COMO TRATAR UM CONSOLE QUE ESTÁ SAINDO DE CENA. QUEM DERA TODO CONSOLE TIVESSE UM FINAL HONRADO COMO O DO NINTENDINHO!

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