Entrevista com Mano Beto, editor da revista Game Sênior

segunda-feira, 18 de abril de 2011 Postado por Tristan.ccm

Durante a Virada Cultural de São Paulo, consegui conversar com o editor da Revista Game Sênior, que pra quem não sabe é uma das melhores revistas sobre games clássicos: muita informação, textos de qualidade, diagramação caprichada, e o que é melhor: É DE GRAÇA!!!! Foi um papo muito legal, que eu trouxe pra vocês com exclusividade:


O cara é tão grande que eu quase sumi do lado dele! O mais legal é que o que ele tem de grande, tem de competente!


Em primeiro lugar, é um grande prazer para o Museum dos Games estar aqui falando com você. Pra começar, eu gostaria de saber de quem foi a idéia de criar uma revista como a Game Sênior? E ainda por cima colocar a revista gratuitamente em PDF pra todo mundo poder baixar sem custo nenhum, o que pra mim e pra muitos que não tem recursos suficientes é uma idéia de gênio!

Antes de mais nada, obrigado pela oportunidade da entrevista e um grande abraço a todos os leitores do Museum dos Games. A idéia começou numa brincadeira, eu e meus amigos queríamos fazer alguma coisa referente aos retrogames, mas não um site: queríamos levar uma certa nostalgia ao público. Óbvio que, como não tínhamos dinheiro, não podíamos imprimir um fanzine e sair distribuindo, então pensamos em fazer algo parecido, uma revista eletrônica. Nessa brincadeira surgiu a Game Sênior nº 1, com a matéria de capa sobre os 18 anos de Sonic (na época). O que a gente não esperava foi a receptividade do projeto pelo público. Como a galera gostou, a gente decidiu continuar. No começo o grupo era pequeno, a gente só tinha três pessoas, hoje tem 12, e isso que foi mais bacana, pois o reconhecimento das pessoas fez com que recebêssemos e-mails de todos os lugares e pudemos contar com mais pessoas para nos ajudarem. Veio gente pra ajudar de Brasília, da Bahia, do interior de São Paulo, foi muito gratificante ver onde nossa "brincadeira" chegou. Já existem vários sites falando de diversas culturas, a gente quis algo relativo aos retrogames, por isso escolhemos a revista em PDF. Nostalgia mesmo seria uma revista impressa, mas pela falta de recursos optamos pelo PDF, mas no mesmo formato que uma revista impressa teria.

Conheço pessoas que comparam a Game Sênior à revistas da época, como a Super Game Power e a Ação Games. Você lia essas revistas? Você se inspirou nelas para criar o formato da Game Sênior?

Com certeza, eu lia Super Game, Super Game Power, Gamers (que inclusive eu acho uma da melhores revistas sobre games que o Brasil já teve), Revista Vídeo Game e Ação Games. E com certeza toda essa leitura serviu de inspiração não só pra mim como para todos os Sêniors (Nota: "Sênior" é a forma como a equipe da revista trata carinhosamente seus membros). A gente se inspirou nelas sim, principalmente na Gamers, que pra mim foi a que amadureceu no momento certo, porque quando a gente estava colocando os pés nos 32 bits a Gamers foi a revista que melhor representou isso. Ali nasceu uma abordagem direcionada mesmo aos games. Aos outras revistas também eram bacanas, mas nelas você não via um review detalhado falando até de como o jogo havia sido produzido. Não sei se isso se deve ao fato deles terem evoluido junco com os 32 bits, mas isso fez com que ela destoasse das outras, pelomenos pra mim. E acho que todo mundo que viveu aquela época lia essas revistas. Inclusive eu lembro da fusão da Super Game com a Game Power: uma só falava da Sega, outra só da Nintendo, aí elas se uniram na Super Game Power e passaram a falar dos dois sistemas e também dos arcades, o que pra mim foi a melhor fase dessa revista. E tinha também a Ação Games, mas o tamanho da revista era um problema pra mim, pois eu gostava de pegar as reportagens das revistas e arquivar em pastas. Como a Ação Games tinha um formato semelhante ao da atual Rolling Stone, eu tinha que dobrar as folhas pra elas caberem na pasta!

Hoje em dia, tem muitos retrogamers no Brasil, a audiência de sites especializados no assunto é muito grande e games clássicos lançados na XBox Live e no Wii Store fazem muito sucesso. Porém, não há revistas especializadas nas bancas. A única aparentemente é a Old Gamer, mas ela faz pouco sucesso por sair "de vez em nunca". Na sua opinião, por que a imprensa especializada em games não dá tanto valor para os games clássicos?

Em primeiro lugar, a Old Gamer é uma grande revista, é um trabalho que eu particularmente gosto muito. Quanto a esse aparente desprezo que você falou, o grande problema pra mim é financeiro: editoras são empresas, e precisam ter lucro com suas publicações. E acho que, em matéria de games, o retorno financeiro deve ser bem maior se você falar de jogos atuais do que seria falando de retrogames. Não sei se é esse o caso, mas talvez jogos atuais tenham patrocinadores que os jogos retrô não têm. É uma questão burocrática mesmo, se houvesse um interesse maior, por que não falar? Creio que há muitos jornalistas que gostariam de abordar esse assunto, mas como o retorno não é o mesmo isso não acontece. Por maior que a comunidade retrogamer seja, ela não daria a uma revista um retorno financeiro que levaria patrocinadores a anunciar nela. Felizmente isso já está mudando, pois com os jogos clássicos sendo lançados em redes como a PSN e os chamados Indie Games, que são jogos feitos por produtoras de baixo orçamento e que têm muito em comum com retrogames (fases em 2D, por exemplo), eles estão atraindo mais pessoas para os retrogames. Jogos como Blade e Limbo podem ajudar a trazer mais gente para os clássicos e, quem sabe, fazer os retrogames ganhar da mídia a mesma atenção dos games contemporâneos.

Por causa dessa falta de revistas especializadas nos clássicos, os retrogames acabaram se voltando para a Internet. Blogs como Gagá Games, Cosmic Effect, GLStoque e o próprio Museum dos Games são muito acessados, e me alegro em ver que a Game Sênior valoriza, e muito, esses blogs. Houve até um podcast onde vocês convidaram o Gabriel, do blog GLStoque, pra participar. Como vocês veem esse crescimento da "blogosfera retrogamer"?

Acho muito interessante, meus parabéns a todos esses blogs que você citou. Um grande abraço ao Gagá, ao Gabriel do GLStoque e a vocês do Museum dos Games, todos vocês mandam muito bem, fazem um ótimo trabalho. Como você disse, se por um lado a mídia não dá o devido valor, temos a Internet como uma grande ferramenta de divulgação. E já que temos essa ferramenta, vamos aproveitá-la da melhor maneira possível. A própria Game Sênior faz isso, pois como eu já disse ela não é impressa mas mesmo assim a gente consegue passar nosso conteúdo de forma eficiente. E os blogs tem um diferencial, que é atingir nichos que dificilmente publicações tradicionais atingiriam. Veja por exemplo o GLStoque: eu nunca imaginei a força que tem a comunidade GLS gamer. Independente da opção sexual, todos somos gamers, e eu nunca vi nem no exterior um site como esse, voltado para os gamers da comunidade GLS. A Internet nos dá essa possibilidade: tá certo que tem muita coisa ruim, mas tem muita coisa boa também. E a Game Sênior apóia essa iniciativa, não só para games clássicos, mas para games em geral.

Um assunto que sempre vêm à tona quando se fala de games, principalmente para pessoas leigas no assunto ou que não gostam de jogar, é a questão de "games estimulam a violência" e/ou "videogame é coisa de criança", inclusive o P.A. já abordou o assunto em nossa série "Games em Foco". O que você pensa sobre isso?

Antes de mais nada, todo mundo tem o direito de gostar da mídia que bem entender. O que ocorre é falta de informação, pois os games são uma mídia muito nova. E essa mídia, além de ser nova, evoluiu muito rápido, e isso gera essa válvula de escape, que é colocar a culpa de tudo nos games. Nos anos 40, isso atingia os quadrinhos, logo não é nenhuma novidade. Realmente no início o videogame era um brinquedo, mas hoje a concepção mudou, os jogos mudaram, e hoje os games são um entretenimento pra todas as idades, assim como o cinema e o teatro. E da mesma maneira que existem peças de teatro e filmes para adultos e para crianças, existem jogos para adultos e jogos para crianças. O problema é que no Brasil existe um paradigma de que videogame AINDA é um brinquedo, e esse paradigma acontece justamente pela falta de informação sobre o assunto nas grandes mídias como o rádio e a TV, que poderiam explicar que "antigamente era assim, hoje os tempos mudaram". Até em casa isso acontece, minha irmã esses dias me viu jogando God of War e disse "meu filho nunca vai jogar isso!", aí eu disse "nem o meu, existe uma classificação indicativa" e tal, mas ela disse "mas videogame não é pra crianças?", e eu então expliquei tudo isso pra ela, que antigamente era sim um brinquedo mas hoje a coisa mudou. Só que nem todo mundo têm essa paciência pra explicar! Os desenhos animados por exemplo, passaram muito tempo rotulados como "coisa de criança", e hoje não é mais assim, a animação hoje em dia começou a ser tratada como mais uma forma de cinema, e creio que isso ocorra dentro de uma década ou mais com os games. Respeito quem não joga, mas ninguém tem o direito de falar sem saber. Videogame é um entretenimento para a família, para todas as idades. E já que a mídia não explica que videogame não é mais brinquedo, cabe a nós fazer isso, por menor que seja a sua paciência experimente explicar pra pessoa como eu fiz com minha irmã: vai ser um a menos falando mal.



Capa da 9ª edição da revista, onde vocês podem ver a qualidade gráfica da revista. E as outras oito não ficam atrás!


Bem, agora vamos falar um pouco sobre a sua história como jogador. Como começou a carreira do Mano Beto como jogador de videogame?

Por incrível que pareça, começou com minha mãe! Eu não me interessava muito pelos consoles, meu irmão tinha um Atari e eu jogava de vez em quando, mas não era algo que eu gostava tanto assim. A coisa toda começou com os arcades: alguns tinham fama de perigosos, pois eram frequentados por pessoas "mal-encaradas", e minha mãe vivia dizendo "não entre em fliperama!", aí chegou na padaria perto da minha casa aquele famoso arcade das Tartarugas Ninjas. Um amigo meu chamado William me chamou pra ver a novidade e eu falava que "não, é perigoso" e todas as coisas que meus pais falavam, aí minha mãe me interrompeu e falou "peraí, se é aqui na padaria pode ir, pois não é longe", e me deu alguns cruzeiros. Eu fui lá sem saber nem colocar ficha na máquina, mas adorei o jogo. Cheguei pra minha mãe falando como o jogo era "da hora", e ela disse "tá vendo, como é aqui perto pode, não pode quando é longe", e me deu mais dinheiro. Joguei, pedi mais dinheiro, joguei de novo... Na quinta vez ela disse "chega!" (risos). Então, eu falo pra minha mãe: a culpa é sua! Se não fosse você eu talvez não gostasse tanto de games! Bem, a partir daí eu dei mais valor aos consoles: tive um NES e depois um Master, inclusive ele foi comprado financiado numa época em que juros de financiamento tinha juros muito altos, meu pai comprou pra mim em 12 meses e no terceiro eu troquei o Master numa bicicleta. E meu pai pensa que eu tenho o Master até hoje! (risos) Esse Master foi o último videogame que eu tive "ganhado", todos os outros eu comprei com dinheiro do meu trabalho: Mega Drive, Super Nintendo, Playstation, todos esses comprei trabalhando. Pena que não tenho mais esses consoles, pois geralmente eu vendia um pra inteirar o dinheiro do outro, e disso eu me arrependo, pois hoje eu podia ter uma bela coleção. Tanto que recentemente comprei um Master System II pelo valor nostálgico, mas esse, assim como meu PS3 e meu PSP, eu não vendo mais!

Por falar nisso, conte pra nós sobre aquele Neo Geo que você vendeu.

Vendi meu SNES pra comprar ele por 150 reais, o cara tava muito endividado e precisava de grana. Veio com Fatal Fury 2 e Samurai Shodown 2, e eu ainda comprei King of Fighters 94. Todos na caixa e com manual! Só que aí era eu que estava todo endividado, e acabei vendendo o Neo Geo por 150 reais no desespero! E o pior é que nem adiantou tanto assim, pois paguei só metade do que eu tava devendo!

Algumas pessoas que jogam games da atual geração torcem o nariz para os retrogames, e tem muito retrogamer que não gosta dos games atuais. Você joga games Next Gen? Existe algum jogo atual que se compare aos jogos da "velha guarda"?

Minha veia nostálgica é muito grande, e não só para jogos. Eu jogo sim a atual geração, tenho um PSP e um PS3, e jogo pois isso também vai virar história um dia. Eu não viro a cara não, pois tem muitos jogos de qualidade hoje. Sou fã da série God of War, pois seu gameplay tem um resgate nostálgico muito grande. Ele não tem novidade nenhuma, é um Hack'n Slash básico, mas a maneira como a história é contada, as cenas cinematográficas e os "quicktime endings" (apertar os botões na ordem correta) fizeram a diferença. A grandiosidade como o jogo foi concebido se deve à tecnologia. Como ele seria se tivesse surgido no SNES? Talvez tivesse sido bom, mas não teria esse impacto cinematográfico que a tecnologia nos dá. Também curto jogos artísticos, sou fã de Fumito Ueda e da série Ico, e estou ansioso por The Last Guardian. Bread e Limbo também são jogos Next Gen que curto muito por serem da atual geração e resgatarem muito das gerações passadas. Não tenho problemas com a Next Gen, e jogo pois esses jogos um dia serão história também. Já pensou daqui a dez anos a Game Sênior falando de God of War? Ou de Halo ou GTA, que eu não sou fã mas reconheço a grandiosidade das duas franquias? Posso ser nostálgico, mas dou valor à atual geração também.

Por falar nisso, alguns jogos do passado estão voltando na atual geração: já tivemos Megaman 9 e Super Street Fighter IV, e Mortal Kombat 9 está vindo aí. O que você acha dessa volta ao passado que a atual geração está fazendo?

Não é só no videogame que isso acontece, em outras mídias essa releitura do passado também ocorre: na moda isso ocorre com frequencia, no cinema, até na música, onde hoje temos muita coisa inspirada nos anos 60 e na Motown. Nos games, isso também é inevitável. Tem uma grande quantidade de jogos retrô na PSN e na Live, e os jogos que você citou conseguiram aliar o gameplay do passado com a tecnologia atual, o que pra mim foi o casamento perfeito. Os fighting games foram coqueluche dos anos 90 e estão voltando com tudo, quem sabe outra grande coqueluche do passado pode substituí-los? Nós retrogamers devemos agradecer por estar vivendo esse momento, não só nesses títulos como no geral. Os indie games são assim, por mais que sejam jogos atuais têm uma mecânica de jogo bem nostálgica. E os retrogamers têm que aproveitar, pois com ceteza outros títulos do passado vão voltar.

Que tipo de jogo você curte, e de que jogos você não gosta?

Gosto muito de multiplayer, não gosto de jogar sozinho, principalmente nos fighting games. Acho que isso veio dos arcades, mas se hoje eles não existem mais, temos o online, que permite jogar com qualquer pessoa no mundo (na PSN sou o manobetosenior, podem adicionar!). Também curto jogos de ação, de luta e os indie games que já citei. RPG eu curto, embora não jogue muito e não seja muito a minha praia, principalmente os JRPGs (RPGs japoneses), não gostei de Final Fantasy XIII por exemplo (e acho que não sou o único). Não gosto muito de Halo e GTA, mas joguei muito Red Dead Redemption. E jogo Master System, que eu comprei não só pra guardar mas também pra jogar, e ouso falar que prefiro o Sonic 1 do Master ao do Mega, pela jogabilidade ser muito boa e pela trilha sonora, que também é assinada pelo Yuzo Koshiro.

Dos consoles clássicos, qual na sua opinião foi o melhor de todos e qual passou vergonha, por ser uma boa idéia que não foi aproveitada?

Posso te dar duas respostas, uma como crítico e outra como jogador: falando como jogador, voto na dupla Mega Drive/Master System, pois o trabalho de marketing feito pela Tec Toy foi muito bem feito, eles venderam muito bem a idéia de um novo videogame, saindo do Atari. A gente tinha tudo pra não ter mais um mercado de games no Brasil devido aos problemas com a Polivox, pois a grande quantidade de clones fez com que as vendas do "Atari da Atari" ficassem abaixo das expectativas da empresa. A Tec Toy já investia muito bem em brinquedos eletrônicos, e soube fazer o mesmo quando recebeu a licença da Sega para fabricar seus consoles. Agora, falando mais como conhecedor e menos como Mano Beto, vejo o SNES e o PS2 como consoles muito clássicos. O Super Nintendo tem jogos inimagináveis, principalmente em sua fase final quando superou até mesmo o 3DO. Donkey Kong, por exemplo, em matéria de vendas deu um sarrafo no Gex. Ele ainda teve outros grandes jogos como Yoshi's Island e Star Fox, o que consolidou o console como um dos melhores da história. E o Playstation 2 marcou como o que introduziu um conceito mais adulto nos games, ouso dizer que se os games têm uma temática mais adulta, isso é culpa da Sony. Não sei como o mercado de games seria se a Sony não tivesse entrado nele. O Playstation 1 foi o estopim para o PS2, um console que vendeu muito, acho que ele só pode ser superado, se for, pelo DS. Acho que tanto SNES quanto PS2 são os consoles do século. Agora, se teve um que até poderia ter sido bom se tivesse sido melhor executado, com certeza foi o Virtual Boy. O pior é que ele até funciona bem, eu tive oportunidade de jogar inclusive, mas aquele negócio de só ter as cores vermelha e preta atrapalha muito, não dá pra jogar nem dez minutos pois dói a vista, e ainda por cima você fica com as marcas do capacete perto dos olhos. Talvez se o design dele tivesse sido melhor trabalhado ele tivesse se saído melhor, pois seu 3D é até melhor que as tentativas da época. É um console que funciona, mas esses defeitos faziam o jogador parar de jogar antes mesmo do tempo predeterminado em que o console parava sozinho pra você descansar.

Pra encerrar, quais são as novidades que a Game Sênior está preparando para esse segundo ano da revista?

Primeiro que, a partir de 2011 a gente vai ter um site pra divulgar isso melhor, já estamos trabalhando nisso. A Revista Game Sênior passará a ser o Grupo Game Sênior, que vai englobar a revista cuja edição nº 10 sai semana que vem; o Sêniorcast, podcast que a gente já faz há um tempo; e o canal Game Sênior TV. O Grupo Game Sênior vai ser o que vai distribuir essas três mídias. Na revista a gente vai enfocar tudo que diz respeito à cultura retrogamer. O Sêniorcast também, mas de um jeito mais despojado, como num bate-papo e sempre com um convidado. Já a Game Sênior TV é a grande novidade, a gente vai abordar os videogames de uma forma geral, e vai ter três programas: o Estrada Gamer (cujo piloto já está em fase de edição), o Sênior Debate e o Sênior Sound, que já é uma das seções da revista que vai migrar para a Game Sênior TV. A proposta desses programas é levar informação aos gamers, ele vai nos dar a liberdade de falar não só de retrô mas de videogames de uma forma comportamental. Acho interesante, pois não conheço mais ninguém que faça isso. Estrada Gamer vai ser um programa apresentado por mim com o objetivo de visitar vários lugares do Brasil (e talvez do mundo) pra pesquisar a rotina gamer da região. O primeiro programa foi na cidade de Amparo/SP, onde a gente foi recebido pela galera do Violão de 8 Bits (grande abraço pro Juninho e pro Panda!) e encontrou uma situação muito interessante, pois é uma cidade pequena onde as pessoas gostam de videogame. É isso que eu quero mostrar pra todo mundo, mostrar como é a rotina gamer de cada região, pois pra quem vive na capital é fácil, mas pra muitos o acesso é complicado, embora essas pessoas não deixem as dificuldades os impedirem de desfrutar desse passatempo. Foi o que eu vi em Amparo, e quero levar isso de norte a sul do país pro pessoal. Sênior Debate vai ser uma espécie de Roda-Viva dos games: apresentado pelos sêniors Old, André Nesman e Ney Lima, vai ter sempre um convidado debatendo sobre games. Sênior Sound já fazia parte da revista e agora vai pra Game Sênior TV, será um programa sobre game music, apresentado pelo André Nesman, que além de retrogamer é músico, toca bateria e adora game music. A gente fai falar sobre game music e receber bandas. Esse vai ser o Grupo Game Sênior para 2011, e além disso vamos substituir o blog por um site que vai distribuir tudo isso. E além de tudo isso, vamos cobrir eventos. É o Grupo Game Sênior expandindo para outras mídias, mantendo a veia retrô mas falando também da geração atual, tudo isso numa forma mais comportamental, não vamos apenas mostrar os jogos e ponto. Na revista, já estamos preparando a edição de aniversário com o especial "151 Jogos Para se Divertir Antes de Morrer". Como vocês podem ver, estamos preparando bastante coisa boa pra esse ano! E vida longa aos gamers, sejam eles retrô ou não, o que importa é levar informação a toda essa galera. Muito obrigado ao Museum dos Games pela oportunidade!

========================================================

Bem, sei que o texto ficou um pouco grande, mas espero que tenham gostado de ler tanto quanto gostei de falar com o cara. Muito obrigado e até a próxima!
Plataforma:


Comente com o Facebook: