Half-Life (PC)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Postado por P.A.



Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: Valve Software


Lançamento: 1998


Jogadores: 1 player (32 players no modo multiplayer)







Half-Life é sem sombra de dúvidas um dos maiores clássicos de todos os tempos. Half-Life recebeu diversos prêmios, inclusive o de melhor jogo do ano! Além disso, gerou diversas expansões e continuações, assim como diversos mods, sendo o mais famoso deles Counter Strike. Bons tempos quando era viciado em CS! Mas vamos nos focar em Half-Life...

No jogo, entramos na pele do cientista mais foda do planeta - Gordon Freeman, que trabalha no laboratório Black Mesa - localizado no Novo México. Gordon é o responsável por toda a desgraça que ocorre no jogo...
Digo, ele é o responsável indiretamente, afinal tudo começa quando Gordon vai manusear um cristal desconhecido afim de fazer experimentos. E vocês sabem que experimentos científicos em jogos sempre dão errado... Pois é!
Assim que os experimentos se iniciam, para surpresa de absolutamente ninguém, algo dá errado e diversas explosões ocorrem por todo o complexo, danificando os equipamentos e matando vários cientistas e funcionários! Além disso, portais de espaço-tempo se abrem em diversos setores trazendo consigo seres de outro planeta que começam a devorar todo mundo.
Como se não bastasse, os EUA enviam seu exército para fazer uma limpa no local e não deixar evidências sobre todo esse caos, eliminando todas as possíveis provas e testemunhas. Agora cabe a você sair do laboratório com vida e ir correndo no programa da Sônia Abrão contar tudo que aconteceu.
Apesar de clichê, a história tem certa profundidade e alguns mistérios não resolvidos que dão brecha pra uma continuação. A negativa aqui fica por conta do personagem principal, que sofre do mal dos personagens de RPG que não dizem uma palavra se quer. Gordon Freeman entra mudo e sai calado...

É notável que os gráficos ficaram um pouco ultrapassados pros padrões de hoje; com cenários, objetos e personagens quadrados em excesso, como é praxe dos jogos em 3D... Basta olhar a grande maioria dos jogos de PSone, N64 e Saturn pra ver o quão quadrados alguns jogos eram. Mas na época isso era aceitável, pois era um momento de transição do 2D pro 3D e também porque era o Top dos Tops do momento, jogávamos e achávamos o máximo! Mas estou exagerando aqui, afinal Half-Life não é tão quadrado assim, e pra compensar as taxas de animação são muito boas. O movimento dos personagens é fluído e muito bem trabalhado. Os efeitos de iluminação do jogo também são pontos fortes aqui! O mesmo não se pode dizer das explosões que são bizonhas, pra não falar outra coisa...
Infelizmente, uma coisa que é boa pra alguns é ruim pra mim. Não há sequer uma cena de animação. Todos os fatos são contados in-game... De certo modo eu acho muito interessante, mas seria legal também incluir algumas cut-scenes no processo!

A música do jogo é quase nula, aparecendo apenas em alguns momentos-chave para dar aquele clima de ação ao momento. O que não chega a ser um defeito, afinal jogos de tiro em primeira pessoa não precisam ser os mestres nesse quesito... Os efeitos sonoros são praticamente perfeitos dando ao jogo a profundidade certa! Os efeitos sonoros dos ambientes foram muito bem feitos com barulhos vindos das salas, portas, sons das armas e explosões, grunhidos dos monstros e até as dublagens, que apesar de não chegarem ao ápice cumprem bem seu papel. Sem falar que seu traje também possui uma voz que comunica quando você recebe dano ou recupera sua energia.

A jogabilidade segue a cartilha dos FPS "escrita" por Doom. Andar, correr, atirar, pular, apertar botões, além da inclusão da lanterna e de alguns puzzles simples pelo percurso. Diversas armas estão a disposição do jogador como as mais comuns como pistolas, sub-metralhadora, shotgun e rocket launcher, até armas diferentes como um crossbrow poderosíssimo (que funciona como a Sniper do jogo),  armas de laser e até armas alienígenas. Infelizmente, em vários momentos parece que o personagem está andando sobre o gelo e dá algumas derrapadas, que atrapalham e muito na hora dos saltos.
A inteligência artificial do jogo é muito boa... Os soldados atacam em grupos e jogam granadas em você caso você fique se escondendo por muito tempo, sem falar que eles também se preocupam em procurar abrigo e não sair feito louco pra cima de você. Já os alienígenas são mais agressivos e não se importam muito em procurar abrigo e te atacam com tudo.
Há algumas lutas com chefes gigantes que não necessariamente precisam ser vencidas... Alguns nem morrem como a planta gigante cheia de lâminas que te fatia com dois golpes. Basta usar granadas pra ganhar tempo e passar por ela. Tudo faz parte da estratégia do jogo em te fazer penar pra conseguir passar sem morrer.
E álias, você vai morrer demais nesse jogo! Vários momentos dão muita dor de cabeça, como a parte da planta gigante. Aliado também ao fato dos inimigos serem bem inteligentes, por diversas vezes você vai ser superado...
Alguns momentos são realmente chatos de se passar. Além da já citada planta gigante, quando você chegar no planeta alienígena a coisa piora um pouco mais... Tem algumas partes em que você tem que ficar saltando entre plataformas e inevitavelmente você irá errar a plataforma e morrer com a queda... Chega a ser chato e não desafiador, infelizmente.




NOTA FINAL: 9,0
HALF-LIFE RECEBEU DIVERSOS PRÊMIOS MERECIDAMENTE, AFINAL FOI UM MARCO PRA SUA ÉPOCA! INFELIZMENTE O TEMPO PASSOU UM POUCO PRA ELE, MAS ISSO NÃO QUER DIZER QUE ELE TENHA FICADO RUIM... APENAS QUE DEVEMOS OLHAR PRA ELE COM OUTROS OLHOS.
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