Mighty Morphin Power Rangers (Mega Drive)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011 Postado por Tristan.ccm


Gênero: Luta


Fabricante: Sega / Banpresto / Bandai


Lançamento: 1994


Jogadores: 1 a 2 players versus





Seriados japoneses de super-herois (os famosos Tokusatsus) sempre foram famosos no Brasil graças à finada Rede Manchete. Eu era um dos que voavam da escola pra casa só pra ter tempo de assistir Jaspion, Changeman & cia. Lembro que gostava muito de Jaspion e de Jiraya, não era muito fã dos Changeman pois achava chato aquele grupo de cinco herois, cada um era de um jeito (tinha o fodão do time, o metido a engraçado, a mocinha que todo mundo se apaixonava e por aí vai).

O tempo passou, a Manchete faliu e os seriados japoneses sumiram por um tempo. Eis que os EUA decidem seguir os passos dos japoneses e lançam uma versão americanizada de Kyōryū Sentai Zyuranger, trocando apenas as cenas dos heróis sem fantasia mas mantendo as cenas de batalha: surgem assim os Power Rangers, que marcam o retorno dos Super Sentai ao Brasil. Entre a morte da Manchete e o advento dos Rangers eu ganhei uma prima que logo ficou fã do grupo, e de tanto que ela insistiu eu resolvi assistir aquilo que antes eu achava uma reles cópia dos antigos Changeman. E não é que eu gostei daquilo? Pena que, após o início da segunda temporada, a série pra mim perdeu o brilho. Eu gostava do estilo dúbio do Ranger Verde, que era inimigo e passou a aliado. Ele ter virado Ranger Branco pra mim foi o fim, pois aquele negócio de "ele usa energia maligna pra fazer o bem" foi pro espaço. Minha prima seguiu sozinha com os Rangers e eu nunca mais acompanhei um seriado japonês.


Durante minhas garimpagens no Google, descobri que vários consoles receberam games baseados no seriado. Porém, o mais famoso é inspirado justamente na segunda temporada, justo a que eu não gosto. Mas nem tudo estava perdido, pois encontrei para o Mega Drive um game de luta inspirado justamente na primeira temporada. Embora vários consoles tenham recebido games dos Rangers (caso haja interesse posso fazer o review da versão de SNES, que é beat'n up), cada jogo é bem diferente, por isso decidi me focar no game de luta, lançado pra Mega Drive. Vamos ao jogo:

Como todo game de luta, Power Rangers tem dois modos, um modo história para um jogador e um modo versus. No modo história, o enredo é o mesmo do seriado: a maligna Rita Repulsa tenta dominar a Terra com monstros criados pelo seu leal ajudante Finster. Cabe ao grupo de jovens recrutado pelo alienígena Zordon, os Power Rangers, combater a ameaça. No começo de cada luta você escolhe um dos Rangers e parte pra cima do monstro. Após derrotá-lo, Rita Repulsa usa seus poderes para revivê-lo e deixá-lo gigante, e aí é a hora de invocar o robô Megazord para destruir de vez o inimigo. No modo versus é o de sempre, cada um escolhe um personagem e uma arena, e daí pra frente é só porrada. Porém, no modo versus não dá pra fazer um herói enfrentar outro, ou é vilão contra vilão ou é herói contra vilão, mas dá pra jogar com o chefão final (um apelão dos infernos chamado Cyclopsis) sem precisar de códigos, bom sinal.

O esquema das lutas no versus é o clássico "melhor de três", mas o modo história não perdoa ninguém: se você perder um único round, terá de começar tudo de novo! A ordem das batalhas também tenta seguir o seriado, inclusive com uma luta contra o Ranger Verde e seu robô Dragonzord (vencendo, ambos ficam jogáveis). Os golpes aqui são fáceis de executar, todos seguindo a "escola Street Fighter" (como diria a titia do GLStoque), porém enquanto alguns são muito eficientes (como o "pastor pilão" do Ranger Preto) outros são difíceis de executar, mesmo com o controle usando apenas dois dos três botões (A é golpe fraco, B é golpe forte). Mesmo com isso, os comandos respondem bem, dá pra aplicar combos mesmo jogando no Dingoo (que é famoso por dificultar as coisas nesse quesito).

No quesito som, o jogo não faz feio, pois as músicas do seriado estão bem executadas pelo chip FM do Mega e cada personagem tem voz própria. Além disso, tirando o som da pistola, os efeitos sonoros são bem feitos. Os gráficos também são bons, tanto durante as lutas quanto nas cutscenes, feitas com fotos retiradas do seriado, algumas até com uma certa animação incorporada. O menu Options permite regular, entre outras coisas, a dificuldade do jogo no mesmo estilo do primeiro Street Fighter, indo de 1 a 9 e com a dificuldade progredindo exponencialmente (se você conseguir derrotar o Cyclopsis no nível 9 de primeira, aceite meus parabéns). Porém, ao contrário do já citado jogo da Capcom, é possível ver o final do jogo mesmo na dificuldade mais baixa. Some isso ao modo história ser bem curto (cinco lutas até o chefe final) e o fator replay do jogo acaba bem prejudicado. Com isso, somado ao fato do modo versus ser meio "capado", o jogo acaba agradando mais aos fãs dos Rangers do que aos fãs da pancadaria virtual. Considerando que foi um jogo feito para os primeiros, Power Rangers cumpre o que promete.



NOTA FINAL: 8,0
APESAR DE SER MENOS FAMOSO QUE SEUS PARES, O GAME DO MEGA É UM BOM JOGO DE LUTA. INDICADO PARA QUEM GOSTA DOS POWER RANGERS ORIGINAIS (NADA DE NINJA STORM, MISTIC FORCE E O CARALHOAQUATRO).
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