Terminator 2: Judgement Day (Mega Drive / Snes)

domingo, 5 de fevereiro de 2012 Postado por Azrael_I

Gênero: Ação



Fabricante: Bit Studios, Probe Entertainment e Arc Developments



Lançamento: 1993



Jogadores: 1 player

"Hasta la vista, baby!"

E vamos a mais um game baseado em filme do Arnold Schavekaenega! Pesquisando sobre esse jogo, descobri que existe uma porrada de games do Terminator (quase tantos quanto os do Batman), mas vamos nos concentrar neste, que foi o que eu joguei ainda no console (e porque pediram a resenha tb; aqui no Museum, cumprimos nossas promessas!).
É o Motoqueiro Fantasma? Não, mané! É o Motoqueiro Fantasma 2099!

A história todo mundo conhece: no futuro (1997, um futuro próximo!) as máquinas se revoltaram contra a humanidade, controladas pela inteligência articifial Skynet, e a humanidade foi quase erradicada. Um homem chamado John Connor lidera os últimos sobreviventes na luta contra as máquinas, e como não consegue eliminá-lo a Skynet decide por uma alternativa digna de filmes de ficção: envia robôs Exterminadores de volta no tempo para matarem John antes de ser um soldado, um para que matasse sua mãe Sarah antes dele nascer e outro quando ele era adolescente (POR QUÊ? Por que não mandou um pra quando ele era criança ou para quando Sarah era criança? Beleza de Inteligência Artificial... o adolescente até dá pra entender, já que nessa época Sarah e John estavam separados, e ele estava portanto mais vulnerável, mas isso nem é explicado no filme). Acontece que John também envia protetores de volta no tempo, o próprio pai para proteger sua mãe do primeiro Exterminador e um Exterminador T-800 reprogramado para proteger seu eu adolescente. É neste ponto que começa Terminator 2 (e também um dos muitos paradoxos dos filmes: se Skynet nunca tivesse mandado Exterminadores, John nunca teria nascido, já que não teria enviado seu pai para o passado! Fazer o quê, ficção científica do século XX...).

T-800, T-1000 e John Connor; pra escapar dos tiros. é só agachar, sério

 No game nós controlamos o T-800 em sua missão para proteger o futuro salvador da humanidade. O jogo começa exatamente no começo do segundo filme, quando o T-800 aparece em um restaurante de beira de estrada e rouba as roupas, arma e moto de um cliente. A partir daí começa a jogabilidade: o jogador deve vasculhar as fases cumprindo as missões (que aparecem como se fosse o "prompt" do robô, no começo de cada fase), que em geral envolvem procurar objetos do futuro e proteger alguém, e em seguida retornar para a tela inicial da fase para concluir a missão. Depois de cada fase há uma fase intermediária em que se deve dirigir uma moto ou carro e ir para algum ponto da cidade, ou seja, na fase seguinte.

 O prompt de missões!

 Embora os cenários estejam bons e variados, os gráficos do jogo não são lá muito impressionantes, tanto o Mega quanto o Snes tinham potencial para muito mais (e os gráficos da versão do Mega estão um pouco piores, pra variar); mesmo as poucas cenas do filme que aparecem estão bem fracas (exceto o crânio de Exterminador que aparece na introdução), no decorrer da maior parte do jogo você acaba se sentindo como se jogasse um game de 8 Bits. A parte sonora, por outro lado, está bem melhor que a parte gráfica (com destaque novamente para a versão de Snes), com músicas originais e remakes de algumas do filme (ponto negativo: não fizeram uma versão de You Could Be Mine, do Guns n'Roses, música que o PRÓPRIO ARNOLD EXIGIU QUE COLOCASSEM NO FILME!).
É nisso que dá invadir uma casa sem desligar o alarme, a PULIÇA te pega!

O que mais salva o jogo é o fato de ser baseado no filme do Exterminador, entretanto, é a jogabilidade diversificada: embora não haja muita originalidade na movimentação (que aliás é pior até do que no primeiro game do Terminator para Snes), o sistema de missões e exploração das fases é bem legal (a exploração lembra um pouco o velho game de esconde-esconde do Atari, pra quem é nostálgico), o jogador pode cumprir as missões rapidamente (se souber em que partes da fase cumprir as missões) ou pode demorar nelas, atirando em tudo e todos com a pistola (munição ilimitada) ou outra arma (em geral espingarda ou metralhadora, com munição limitada). Embora seja obrigatório cumprir as diretrizes os objetivos, as fases podem ser exploradas de diversas formas diferentes; por exemplo, na segunda fase, se entrar na casa sem destruir o alarme, chegarão policiais e o vilão T-1000 para tornar a vida mais difícil; na 4ª fase, onde é preciso resgatar Sarah Connor do hospício, é preciso passar por multidões de policiais, guardas e o T-1000, tendo que tomar cuidado para John não ser atingido (embora seja possível deixar John em um lugar seguro, Sarah inicialmente só irá seguir o Exterminador se John estiver com ele, como no filme), e embora Sarah possa ajudar nos tiroteios, se ela ou John morrerem a missão falha e é Game Over. O Exterminador pode passar energia para os dois, com a limitação de que a energia do Exterminador só recarrega ao passar de fase; não existem itens de energia, o Exterminador só possui duas barras de energia em cada fase (uma com 100 e a reserva com 50%), uma barra (100%) nas fases intermediárias, apenas uma vida e nenhum continue! Hardcore é pouco...  É possível até mesmo completar algumas fases sem atirar em ninguém (mas quero ver fazerem isso na 4ª ou 5ª fase). Uma coisa chata e que ficou meio tosca é que todo objeto destruído explode (e a explosão pode machucar o T-800), até mesmo brinquedos e flores(!!!); outro detalhe interessante é que, apesar de atirar pra todo lado, o T-800 NÃO MATA NINGUÉM (seguindo o juramento que ele faz no filme)! Suas vítimas caem e desaparecem, mas ele registra no prompt: "no lost of human lives". Tá bom.

 Invadindo a Cyberdyne

Já a movimentação nas fases intermediárias é bem diferente das fases de missão: o jogador controla um veículo (um dos vários que aparecem no filme, nas cenas correspondentes à fase) e transita por um mapa MUITO extenso; mesmo com a bússola no alto da tela, é fácil se perder no mapa (que não mostra só a cidade, mas toda a zona rural; dá pra imaginar o quanto é grande esse mapa? É possível passar literalmente horas procurando o caminho certo se por acaso se perder). Diferente das fases, só existe uma barra de energia e não é possível atirar, só desviar dos demais veículos; neste ponto, vale ressaltar o quanto é PÉSSIMA a jogabilidade da versão de Snes, sendo difícil controlar qualquer veículo (que só se movimentam em linha reta, fazer as curvas é bem complicado), enquanto a jogabilidade do Mega (não apenas nas fases intermediárias, mas em todo o jogo) está excelente, dando bastante liberdade ao jogador.

Fugindo dos motoqueiros na Harley

Terminator 2: Judgement Day, enfim, é mais uma das poucas boas conversões de um filme pra um game (coincidentemente, mais um filme de Arnold Schwareararareeweneger); longe de ser perfeito, ambas as versões de Snes e Mega Drive têm suas diferenças e seus defeitos, mas são equivalentes. Pra quem gosta de games retrô, Terminator 2 é uma boa pedida, ainda mais que foge dos Shoot n'Up "padrão"; entretanto, a engine meio antiquada e os gráficos podem afastar jogadores não acostumados com games da época. Por que então jogar este game? Simples: porque é o game do Exterminador do Futuro, oras! Afinal, quem não quer jogar com Arnoldão e TERMINAR o jogo? (OK, foi péssima essa...)




NOTA FINAL: 7,2
UM GAME ORIGINAL, UMA BOA E FIEL CONVERSÃO DE FILME, UM PERSONAGEM QUERIDO PELO PÚBLICO; SÃO ESTES OS PRINCIPAIS MOTIVOS, APESAR DE SEU ENGINE ANTIQUADO, QUE TORNAM TERMINATOR 2 VÁLIDO PARA UMA BOA JOGADA.
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