The Legend of Zelda (NES)

terça-feira, 3 de junho de 2008 Postado por Tristan.ccm


Gênero: RPG


Fabricante:
Nintendo


Lançamento:
1987


Jogadores: 1 Player





Antigamente, na época do Atari e no início da história do saudoso Nintendinho, jogar videogame requeria tempo e paciência. Afinal, quem quisesse zerar Super Mario Bros., por exemplo, tinha que ligar o console e passar, na raça, por todos os mundos, do primeiro ao último. Em alguns jogos, chegar ao final chegava a ser frustrante, pois o jogo simplesmente voltava ao início! Pra vocês terem idéia, eu tinha um cartucho chamado Tiger Heli. Fui jogá-lo até o final e, depois de uma hora e meia, eu cheguei e aconteceu isso. Juro que deu vontade de quebrar o cartucho! Mas teve um jogo que mudou isso. Se você hoje joga games com início, meio e fim, e pode salvar seu progresso num HD ou Memory Card, agradeça a Shigeru Miyamoto, o criador de The Legend of Zelda.

Nesse jogo, você explora um mundo vasto e cheio de vida, Hyrule, numa história que até hoje nos fascina. The Legend of Zelda, também chamado de Zelda 1 ou de LoZ pelos fãs, contava a história de Link, um jovem cuja missão era salvar a princesa Zelda das garras de um terrível vilão. O perverso Ganon a prendeu em busca da Triforce, um artefato criado por deusas ancestrais que daria poderes ilimitados a seu possuidor. Para proteger a Triforce, Zelda partiu-a em oito pedaços e espalhou-os por Hyrule. Para derrotar Ganon, Link deve juntar os oito pedaços, pois só com o poder da Triforce ele poderá derrotar Ganon.

Além de uma história bem trabalhada, o jogo tinha como trunfo o fato de permitir que o jogador salvasse seu progresso, através de uma bateria instalada no cartucho. Isso era uma enorme vantagem, pois Miyamoto sabia que ninguém conseguiria fechar um jogo tão complexo em um único dia. Esse tataravô dos Memory Cards, aliado a um guia muito bem explicado que acompanhava o jogo (destaque para o mapa-pôster, que podia ser colado na parede para guiá-lo por Hyrule), praticamente inseria o jogador na história. Não bastava "sentar o porrete" para derrotar seus inimigos, era preciso coletar ítens e usar a arma certa para ter sucesso. Outro ítem era o dinheiro coletado, os famosos Rupees: ao contrário das famosas moedas coletadas por Mario, aqui o dinheiro era real, pois você podia comprar itens, armas e poções de cura durante o jogo, alguns primordiais para fechar o jogo.

Se não bastasse tudo isso, uma jogada de marketing ajudou a alavancar o jogo: em meio a uma floresta de cartuchos cinzas, o de LoZ era dourado. Dava pra ver de longe ao chegar na loja, como se fosse uma rosa vermelha no meio do mato. Esses cartuchos dourados são hoje peça de colecionador, e viraram tradição na série. Depois do estrondoso sucesso, devido à grande demanda (o jogo simplesmente "sumia" das lojas), ele teve tiragens em cartuchos cinzas, o que tornou os dourados uma cobiçada raridade. Quem tem o seu, o que não é meu caso, não vende nem a pau.

O nome do jogo faz juz a seu conteúdo. Zelda é mesmo "A Lenda", uma série que alcançou status de obra prima no N64, mas que mesmo no Nintendinho pode nos proporcionar desafio, diversão e emoção (duvido que você não comemore depois de derrotar o Ganon). É um clássico, sem dúvida um dos melhores jogos já criados e um dos pontos altos da história da Nintendo.



Nota Final: 9,5
O JOGO QUE ABRIU CAMINHO PARA VÁRIOS OUTROS JOGOS, E INICIOU UMA DAS MAIORES FRANQUIAS DA NINTENDO. SALVAR O MUNDO COM LINK JAMAIS DEIXARÁ DE SER DIVERTIDO!


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