A Era dos Videogames (Parte 6)

terça-feira, 29 de julho de 2008 Postado por P.A.

1988 – Tetris; a febre mundial...

O russo Axeley Pajitnov cria Tetris, um joguinho de “encaixar peças”. Inspirado nos grandes prédios e construções! Ele, assim como alguns pioneiros, não ganhou nada pela criação desse game viciante graças a política comunista da Rússia! Mas em 1991 ele se mudou pra os EUA e em 1996 os direitos do jogo voltaram para suas mãos.


Tetris, um joguinho viciante!



Outubro de 1988 - O primeiro console de 16 bits: Mega Drive ou Genesis!

A Sega, irritada por causa da derrota de seu Master System, deu troco nas concorrentes e lançou o Mega Drive, o primeiro console de 16 bits, dois anos depois do lançamento do Mark III (Master System) no Japão! O Mega Drive tinha um design futurístico e usava um processador Motorola 68000 (o mesmo dos micros AMIGA 500) muito poderoso, que rodava a 7.67 Mhz! No EUA, o console era chamado de Genesis e apareceu em 1989!




O Genesis e seu belo design!


A Sega saiu na frente da Nintendo, que em breve lançaria seu Super Nintendo pra concorrer também! No Japão, o Mega Drive ficou devendo e não caiu no gosto da galera, talvez, seu calcanhar de Aquiles tenha sido a carência de bons RPGs, jogos adorados pelo povo do olho puxado! 

Mas no resto do mundo o Mega Drive se deu bem e muitos confirmam a vitória do console sobre o Super Nes! 

Jogo era o que não faltava para o Mega Drive. Além das excelentes produções da própria Sega ela ainda contava com o apoio das melhores produtoras do momento como a Konami, Capcom, Tecnosoft, Interplay, Sunsoft, Hudson e Electronic Arts. Esta última foi a principal responsável, junto com a Sega, pelo sucesso do console no mercado americano e Europeu; devido à sua excelente gama de jogos de esporte!

Abaixo, alguns jogos do Mega que fizeram a cabeça da galera:












1)Altered Beast - o primeiro jogo de Mega Drive que nem era tudo isso; 2)Sonic The Hedgehog - o mascote da Sega criado para competir com Mario; 3)Golden Axe e 4)Streets of Rage - dois clássicos da Sega e que fizeram muito sucesso; 5)Castlevania e 6)Contra - ganharam suas versões pro console da Sega; 7)Double Dragon; 8)Comix Zone - jogo muito interessante; 9)Shinig Force e 10)Phantasy Star - dois ótimos RPGs da Sega; 11)Mortal Kombat - a versão de Mega tinha sangue e os fatalities; 12)Street Fighter - também estava presente no console; 13)Road Rash; 14)Ayrton Senna Super Monca GP 2 - primeiro jogo com o nome do campeão brasileiro de fórmula 1; 15)Revenge of Shinobi - clássico jogo de ninja; 16)Strider - um ótimo jogo que mostrava todo o potencial do console da Sega.


Assim como o PC Engine, o Mega também recebeu um adaptador de CDs, se tornando Mega CD! O periférico recebeu o nome de Sega CD nos EUA e o preço era bem alto! Mas ao que tudo indica, o Sega CD não emplacou, já que além de caro, os jogos lançados não aparentavam grandes melhorias que fizessem valer sua compra!

Acima, o Genesis com um Sega CD acoplado!


Entretanto, apesar das melhorias, o acessório não resolveu o problema básico que afligia os usuários de jogos do Mega Drive, que eram as míseras 64 cores (no máximo) exibidas simultaneamente na tela. Os jogos do Mega CD/Sega CD variavam de medíocres a péssimos. O que mais existiam eram conversões de jogos já lançados para o Genesis, com apenas fases a mais, filminhos adicionais ou músicas orquestradas, e só. Não valia a pena comprar o periférico, mas graças ao número de RPGs desenvolvidos para ele (no Japão), e o sucesso do Genesis nos EUA, mais de 6 milhões de Sega CDs foram vendidos, o que gerou um suporte razoável a plataforma em termos de quantidade de jogos (mais de 200 em sua jogoteca).

Mas o pior ainda estava por vir, o console ainda recebeu o 32x! O 32X (foto ao lado) era um precursor do que viria a ser o Saturn, mas veio na forma de um periférico externo que se encaixava no Mega Drive/Genesis e prometia gráficos poligonais de extrema qualidade (até 50 mil polígonos). Além de mostrar 32.000 cores simultâneas na tela, ele tinha 2 processadores próprios SH2, da Hitachi, e 1 co-processador, e vinha com mais 512 KB de memória RAM. O 32X era encaixado em cima do console, e poderia ser utilizado em conjunto até mesmo com o Mega CD/Sega CD.

Mas, apesar de seu relativo poder gráfico, a concorrência já preparava algo bem melhor (o Playstation) no ano de seu lançamento, e a própria Sega já desenvolvia um sucessor (o Saturn). Lançado em 1994, o 32X foi um fracasso e durou pouco mais de 1 ano no mercado.

Entre os diversos outros periféricos lançados para o console da Sega, não podemos nos esquecer do controle de 6 botões (utilizado para jogar Street Fighter II), o Activator (aquela espécie de tapete onde o usuário pisava e controlava o movimento na tela), um modem (lançado apenas no Japão e Brasil), pistola, mouse e o inútil conversor para rodar jogos de Master System.

O Mega Drive nunca alcançou o status de console mais vendido do Japão, embora o Genesis tenha sido líder indiscutível de mercado até 1993, graças às mancadas da Nintendo como a excessiva censura em seus jogos, o processador lento do SNES (que era uma mina de ouro para os marketeiros da Sega) e a entrada tardia dele em solo americano (no final de 1991).
Com o lançamento de Donkey Kong Country em 1994 e a salada de periféricos da Sega, entretanto, o jogo mudou, e os consumidores americanos perderam a fé no Genesis, que afundou vagarosamente até ser descontinuado em 1997 frente a concorrência de Playstations, Saturns e N64s.

Mesmo assim, o Mega Drive/Genesis pode ser considerado o melhor console fabricado até hoje pela Sega (pelos excelentes jogos), e para muitos outros jogadores e fãs, ele foi simplesmente o melhor console da história!

Vale lembrar que o console da Sega fez muito sucesso aqui no Brasil, graças ao excelente suporte oferecido pela Tec Toy e à falta de concorrentes até a chegada do SNES através da Playtronic.


Fim da 6ª parte!!!! Clique Aqui e confira a 7ª Parte!


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