Toxic Crusaders (NES / Game Boy)

segunda-feira, 9 de março de 2009 Postado por Tristan.ccm



Gênero:
Beat’em Up (NES) e Plataforma (Game Boy)


Fabricante: Bandai


Lançamento: 1991 (NES) e 1992 (Game Boy)


Jogadores: 1 player






Atendendo a pedidos (visite nossa comunidade do Orkut e peça vc também o seu!), um review de Toxic Crusaders. Novamente, sou colocado frente a frente com um jogo relacionado a filmes. Só que a história, aqui, é bem diferente!

Existem filmes que tentam ser bons, mas acabam virando porcarias devido a sérias restrições orçamentárias e/ou erros na escolha de elenco, enredo, direção, etc. Não foi esse o caso de Toxic Avenger. Lançado por essas bandas em VHS com o nome de O Vingador Tóxico, era assumidamente podreira desde o início. Sua intenção era satirizar os filmes de super-herói que começavam a fazer sucesso. O herói, conhecido como Toxie (o nome não aparece no filme), é um nerd típico, que vive tirando boas notas e sendo humilhado pela turma do fundão. Numa dessas humilhações, o rapaz acaba caindo dentro de um tonel de lixo tóxico e acaba sofrendo uma mutação, tornando-se o Vingador Tóxico. Como vocês podem ver, eles capricharam nos clichês e se esforçaram para que o filme fosse horrível. Conseguiram, mas o filme ficou tão ruim que acabou virando cult, o que tornou a produtora Troma Films famosa justamente por ser a pior do mundo! É como se diz: tem gente que acha bonito ser feio, fazer o quê?

Como ganhar dinheiro é preciso, que tal aproveitar a fama do filme para faturar com merchandising? Nada melhor pra isso que fazendo um game sobre o filme, né? E, se o filme é ruim, o game precisa ser pior ainda! Por falta de um, a Bandai fez dois, um pro Nintendinho e outro pro Game Boy. Apesar de terem o mesmo nome, são bem diferentes:

No NES, o jogo é uma cópia muito da safada de Double Dragon: você começa armado com um inútil esfregão (que vai sumir assim que Toxie levar a primeira pancada) e tem que sair sentando a mão nos Stormtroopers soldados do vilão Darth Vader com topete do Elvis Dr. Killemoff, para salvar sua namorada Yvonne e os outros mutantes da equipe que participa (acredite, tem mais tosqueira de onde ele veio!) Pra conhecer essa galerinha da pesada que vai aprontar muitas confusões [Narrador da Sessão da Tarde OFF], você pode jogar o game do Game Boy, por sinal outra porcaria de igual calibre: no melhor estilo Mega Man, você anda atirando nos inimigos até derrotar o vilão. Nesse caso, o game até tem uma boa sacada: você escolhe qual membro da equipe vai encarar a missão, e o game over só virá caso todos morram.

Em ambos os jogos, os defeitos saltam à vista desde o começo: seu personagem anda duro, parece até que ele tá todo borrado. Por incrível que pareça a movimentação no portátil é melhor que no NES, pois nele é bem comum você tentar se virar pra pegar o cara que tá atrás de você e Toxie andar de encontro ao perigo de marcha ré, que nem o Michael Jackson. Isso me irrita profundamente, pois nada é pior que você dar um comando e o personagem não obedecer, não é pra isso que existem os joysticks? Já no Game Boy a treta são os inimigos que vêm pra cima pulando, é simplesmente impossível escapar deles sem sofrer danos.

Games baseados em filmes geralmente não passam de caça-níqueis baratos (quem sabe um dia eu não faço uma lista top falando disso?). Esses dois jogos pelo menos fazem isso assumidamente. Porém, seguem a fórmula do filme que os originou: quanto pior, melhor.



NOTA FINAL: 3,6
PARABÉNS, BANDAI! VOCÊS SE ESFORÇARAM PARA CRIAR UM GAME PÉSSIMO, E ALCANÇARAM O OBJETIVO! DEPOIS DE CONHECER ESSE JOGO, VOCÊ VERÁ QUE OS JOGOS DO ATARI NEM ERAM TÃO RUINS ASSIM.


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