Contra Force (Nes)

domingo, 30 de janeiro de 2011 Postado por Azrael_I

 
Gênero: Ação/Shoot n'Up (Run and Gun)


Fabricante:
Konami


Lançamento:
1992


Jogadores:
1 ou 2 Jogadores




"Ok. I'll be in the old warehouse at the edge of the harbor."

O quinto jogo da série Contra tentou não fazer feio depois do sucesso de seus antecessores; infelizmente, apesar de ser um excelente jogo, acabou sendo bastante ofuscado (tanto que quase mereceu um lugar na série dos Jogos Desconhecidos, aqui do Museum). Mas como eu costumo dizer, não é porque o jogo é pouco conhecido que é ruim! E Contra Force é um ótimo exemplo disso.

Os protagonistas de Contra Force são uma força de elite anti-terrorista; diferente dos jogos anteriores, em vez de dois "clones de Stallone e Schwarzzenneger", em Contra Force é possível escolher entre quatro personagens diferentes. Na cidade (fictícia) de Neo City em 1992 (o primeiro e único Contra a se passar na Era atual, sem contar os mal traduzidos), um grupo de operativos das Forças Especiais liderados por um sujeito chamado Burns enfrenta um sindicato do crime conhecido como D.N.M.E. O jogo começa quando Burns recebe uma chamada de um informante chamado Fox, mas quando vai encontrá-lo descobre que Fox foi assassinado e o grupo é atacado pela D.N.M.E., e agora cabe a Burns e seu grupo limpar Neo City dos terroristas.

A parte gráfica de Contra Force não está nada mal (embora eu ache que deva um pouco ao primeiro Contra), apesar de os personagens terem pouca variação de cores. Os cenários estão bem construídos e existem muitos detalhes; para um jogo lançado quase no fim da Era do Nes, natural que os gráficos fossem pelo menos um pouco melhores que outros jogos, obviamente. A parte sonora está excelente, tanto nas músicas quanto nos efeitos sonoros. No total são cinco fases: as fases 1, 3 e 5 são todas com o "side scrolling" (visão lateral), enquanto as fases 2 e 4 têm vista aérea (como em Contra III), e cada fase tem um chefe no final.


Este é também o primeiro game da série em que cada um dos personagens tem armas e habilidades diferentes; o sistema de armas funciona a partir de upgrades (de forma similar ao jogo Gradius), em que à medida que pega power-ups o jogador pode habilitar armas diferentes (a metralhadora padrão, quatro armas diferentes para cada personagem e o "pulo com giro" que torna os personagens imunes a tiros enquanto estiverem saltando). É possível pausar o jogo e mudar o personagem com o qual estiver jogando; cada personagem possui três vidas, que não são compartilhadas com os outros (se o jogador perder todas as três de um único personagem, o jogo dá game over e a opção de continue, que felizmente são infinitos; o melhor é mudar de personagem quando ele ficar com apenas uma vida). O melhor do jogo, entretanto, é que no menu de seleção de persoangens (com o jogo pausado) é possível não apenas alternar entre um e dois jogadores, mas também é possível fazer com que um dos personagens que não esteja sendo usado seja controlado pelo computador como suporte ao jogador (de forma parecida com o Tails em Sonic 2 e 3), podendo-se ainda escolher vários tipos de estratégia para o personagem suporte; enquanto estiver como suporte, o personagem não morre (mais uma vez, que nem o Tails), mas ele só auxilia por cinco segundos e depois desaparece (mas retorna se o jogador pausar o jogo de novo). Pra variar, este game segue a tradição de dificuldade da série: não existe barra de energia (qualquer dano tira uma vida), os inimigos vêm de arrastão e cada morte tira todos os power-ups; Contra que é Contra tem que ser difícil, para merecer o título!


Uma coisa que precisa ser admitida é que este game é bem pouco parecido com os demais jogos da série Contra/Probotector (esta série se chama Contra nos EUA, Probotector na Europa e o primeiro game se chama Gryzor no Japão; mais detalhes sobre isso na resenha do primeiro jogo da série, aqui no Museum): não se passa num futuro cyberpunk, não há batalhas contra aliens e não tem qualquer relação com os personagens dos primeiros jogos (a única relação é a cidade, que é a mesma Neo City da primeira fase do Contra III japonês). O que acontece é que, originalmente, este não era para ser um jogo da série Contra/Probotector, ele ia ser lançado no Japão com o nome de Arc Hound (アークハウンド); é, IA ser, porque sua versão japonesa foi cancelada. A versão americana do jogo, por outro lado, foi logo anunciada como um novo game da série Contra (e seria o terceiro jogo da série, mas Super Contra: The Alien Wars foi lançado antes e por isso recebeu o nome de Contra III), afinal era um Shoot n'Up da Konami com a engine praticamente idêntica à de Contra (inclusive com a vista aérea em algumas fases); melhor evitar complicações lançando um título desconhecido e pôr um nome mais conhecido pelos jogadores (tudo, claro, em nome do $$$), portanto Arc Hound acabou virando um spin-off (história paralela) da série Contra. Apesar de boa, a estratégia não funcionou lá muito bem, e Contra Force é um dos títulos menos conhecidos da série, não por ser inferior, mas por ter sido lançado numa época que o 8 Bits já não interessava tanto aos players e os 16 Bits dominavam o mercado dos jogos.



NOTA FINAL: 8,1
UM GAME LEGAL DA SÉRIE CONTRA, INOVADOR E DIVERTIDO, SÓ TEVE O AZAR DE SER LANÇADO TARDE DEMAIS E APENAS NOS STATES; DIFÍCIL COMO UM BOM CONTRA DEVE SER, ELE GARANTE A DIVERSÃO PROS FÃS DA SÉRIE, MESMO SENDO "APENAS" UM SPIN-OFF.
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