A evolução dos games: Mortal Kombat

quarta-feira, 25 de maio de 2011 Postado por Tristan.ccm

Um ser poderoso cria um torneio de lutas entre dois mundos. Aquele que vencer dez torneios seguidos ganha o direito de dominar o mundo rival. Esse enredo simples, porém cheio de mitologias e estórias paralelas, aliado a muito sangue (ou suor, se você for nintendista) fizeram de Mortal Kombat uma das maiores franquias de jogos de luta que o mundo já viu. Um fenômeno que, desde seus primeiros dias, diverte os lutadores virtuais. Vejamos como a saga de Outworld evoluiu, desde os 16 bits até hoje:

Atenção: nesse post falarei apenas sobre os títulos de luta da série, e sobre os principais. O objetivo é não deixar o post longo demais.


1- Mortal Kombat (SNES / Mega Drive - 1992)



O primeiro game da série inovou em vários conceitos, usando atores reais digitalizados e muita violência. Além disso, o game criou um conceito até hoje utilizado: esconder algo no jogo e deixar para os players a tarefa de achar. Não tinha um jogador que não esfolava os dedos atrás do Reptile ou de algum outro segredo do jogo (sejam eles falsos ou verdadeiros). Tudo isso atraía mais e mais a atenção para o game.


2- Mortal Kombat II (SNES / Mega Drive - 1993)


O segundo jogo trouxe tudo o que os fãs do primeiro queriam: mais lutadores, mais golpes, mais fatalities e, principalmente, muito mais sangue! Até mesmo a puritana Nintendo abriu o torniquete e liberou a hemorragia que fez tanta falta no game anterior. O jogo marcou a estréia de Shao Khan como vilão principal, e é considerado por muitos o auge da era clássica do jogo.


3- Mortal Kombat 3 (SNES / Mega Drive - 1995)



A receita do segundo jogo foi mantida, com um número ainda maior de lutadores (é o Mortal Kombat com mais lutadores até hoje) e ainda mais violência nos golpes. Porém, muitos creditam a esse jogo o início da queda por ter sido o último jogo 2D da franquia e por ter sido "reciclado" muitas vezes (tanto que a versão Ultimate é até mais conhecida que ele). Restava aos fãs se perguntar como seria o jogo nas gerações que estavam por vir.


4- Mortal Kombat 4 (PSX / N64 - 1997)



A era 32/64 bits tinha uma lei: "todos os jogos devem ser em 3D". Por esse motivo, MK teve nesse jogo o primeiro game tridimensional de sua estória, para alegria de alguns e tristeza de muitos. Além disso, a série deu armas a seus personagens, coisa que fez os mais puritanos amaldiçoarem os programadores até a terceira geração. Apesar de tudo, foi um jogo de luta até interessante, mas para muitos o jogo deixou de ser Mortal Kombat nessa versão.


5- Mortal Kombat: Deadly Aliance (PS2 / GameCube / Xbox - 2002)



Muitos anos depois do quarto jogo, e após diversas versões diferentes dos games anteriores, a série ganharia enfim uma nova versão. Ela tinha os gráficos que a geração Playstation tinha aprendido a amar, mas não era um Mortal Kombat que os órfãos dos 16 bits ansiavam. Existem até os que, como eu, nem ficaram sabendo de sua existência. E os que sabiam parece que decidiram esquecer, pois o jogo passou em brancas nuvens, apesar de ser tão sanguinolento quanto os antecessores.


6- Mortal Kombat: Deception (PS2 / GameCube / Xbox - 2004)


Deception era quase um "Deadly Aliance II", pois tinha praticamente a mesma coisa que o jogo anterior (a ponto de eu ter confundido os jogos e quase ter trocado os vídeos nessa postagem). E deu aos fãs de MK a triste certeza de que agora seu jogo preferido era aquilo, um mais-do-mesmo sem fim. Muitos bradavam que "MK morreu nos 16 bits, parem de lançar esses jogos!", e o pior que até eu, na época, pensava assim. Era o auge da era negra da saga de Outworld.


7- Mortal Kombat: Armageddon (PS2 / Xbox / Wii - 2006)



Finalmente um jogo da série com inovações, como os fatalities estilo "God of War" (que iam desde o mais simples até o Ultimate, o mais violento, todos dependendo de sequências de comandos aplicados na hora certa). Mas nem isso salvou a série de continuar taxada de "caça-níqueis que de Mortal Kombat só tem o nome". Na época, parecia que o mal havia vencido e jamais a série alcançaria novamente o sucesso de seus gloriosos tempos de 2D.


8- Mortal Kombat vs. DC Universe (PS3 / Xbox 360 - 2008)


Pela primeira vez um jogo da série passou longe de um console da Nintendo, mas quem jogou deve ter se lembrado muito bem da versão do SNES por um motivo: a falta de sangue, pois a DC não queria nem pensar em ver seus heróis desmembrados. Isso pode até combinar com um jogo de super-heróis, mas não tem nada a ver com Mortal Kombat. O jogo que tinha como missão salvar tanto a série quanto a Midway, mas acabou foi enterrando ambos. Porém, ainda não era a hora de um "Finish Him":


9- Mortal Kombat 9 (PS3 / Xbox 360 - 2011)


Ao que tudo indica, Mortal Kombat pode ter caído, mas teve direito a um Continue: o jogo recém lançado pela NetherRealm teve como missão reerguer a série, e a decisão de retornar o jogo às origem, com lutas em 2D, assim como a de seguir o enredo após o terceiro jogo, fez um bem danado à saga de Outworld: finalmente, após 16 anos de espera, os jogadores têm um legítimo Mortal Kombat, com todo o sangue e a diversão que a série merece. Ele é a prova de que, quando um jogo é realmente bom, nem mesmo continuações enfadonhas podem acabar com ele.


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