Sonic Spinball (Mega Drive)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Postado por Tristan.ccm

 
Gênero: Pinball / Plataforma


Fabricante: Polygames / SEGA


Lançamento: 1993


Jogadores: 1 a 4 players versus





Todo mundo se lembra que, antes da febre dos arcades, já existiam máquinas que davam aos jogadores um gostinho de "jogo eletrônico": eram os pinballs, que usavam conceitos de física (plano inclinado, eletromagnetismo e outros) para acabar com nossas fichas muito antes de sonharmos com Pong ou Pac-Man. Eles eram uma das fontes de lucro da SEGA em seus primórdios, como você deve ter visto na nossa série Perfil, e depois do advento dos arcades ainda se mantiveram por muito tempo, e embora nos dias de hoje eles estejam esquecidos ainda fazem sucesso, até mesmo entre os não-gamers (afinal, ainda vemos algumas dessas máquinas em botecos e shoppings).

Talvez numa tentativa de relembrar esse sucesso a SEGA tenha decidido incluir elementos de pinball em Sonic 2, na mitológica fase Casino Night Zone. A fase fez tanto sucesso que a empresa, que precisava aplacar a ânsia que os fãs tinham por um terceiro jogo do ouriço, decidiu que um jogo de pinball de seu mascote não seria má idéia, e assim surgiu Sonic Spinball. Porém, como Sonic e plataformas é quase que um par obrigatório, elas acabaram mescladas com a mecânica do pinball, e o resultado dessa mistura acabou ficando, apesar dos pesares, muito legal.

O enredo do jogo é diferente de tudo o que se vê em TODA a série clássica da franquia, pois aqui, pela primeira e única vez é Sonic que parte pra cima do Dr. Eggman: Sonic e Tails descobrem o lugar onde o doutor montou sua fábrica, onde os animais são transformados em robôs, e partem para lá a bordo do Tornado, o avião de Tails. Porém a fábrica de Eggman fica numa ilha bem protegida, e o cientista não hesita em atirar no Tornado, que é derrubado. Sonic cai no mar e acaba nos esgotos, conseguindo se infiltrar dentro da máquina transformadora. Agora, nosso herói precisa destruí-la para evitar que o Dr. Eggman ataque novamente.

A tal máquina se assemelha a uma gigantesca máquina de pinball, e é por isso que aqui não é possível controlar Sonic diretamente... ou não! Quase sempre você estará metralhando o botão C para acionar os rebatedores, mas enquanto sua bolinha azul estiver no ar você pode usar o direcional para alterar, de leve, sua trajetória. Nas máquinas de pinball de antigamente isso era equivalente a "balançar a mesa", uma forma de trapaça que podia ser punida com o "Tilt" (a máquina parava de funcionar e você perdia todos os pontos, cortesia de um inclinômetro que denunciava o jogador apelão). Aqui, porém, a roubalheria está liberada e você pode usar o direcional à vontade, tornando esse jogo único entre os pinballs. Como já foi dito, aqui também temos plataformas, e nesses raros momentos temos um Sonic controlável à moda antiga, com direito até a spindash. O antigo sistema de Acts aqui não aparece, cada fase é única. Apesar de ter apenas quatro fases, cada uma representando uma parte da máquina transformadora, essas fases são tão grandes que você com certeza vai ficar um bom tempo explorando o jogo. Outra novidade é na obtenção das esmeraldas: aqui elas estão espalhadas pelas fases, e não mais em Special Stages, e aqui sua obtenção é obrigatória, pois o setor do chefe da fase só é aberto se você pegar todas.

Bem, mas agora chega aquela hora de mostrar que nem tudo são flores, e mostrar que esse divertido jogo tem, sim, alguns defeitos. Primeiramente, o som: estava tudo certo para o lançamento do jogo quando a Polygames recebeu um aviso da SEGA do Japão: "as músicas de Sonic tem direitos autorais, se usá-las sem permissão, vai ter!", e então TODOS os sons do jogo tiveram que ser refeitos, e às pressas! A Polygames até que fez um trabalho legal, as músicas são legaizinhas, mas tem uns efeitos sonoros do jogo que ficaram medonhos (vide o som do spindash, por exemplo). A parte gráfica do jogo também sofre de altos e baixos, com cenários bonitos percorridos por um Sonic mais gordo que o Ronaldo Fenômeno. Mas isso não torna o jogo a bomba que algumas pessoas apregoam, pelo contrário: ao mesmo tempo em que eu amaldiçoava o efeito sonoro do spindash, ficava curtindo a tema de Toxic Caves (ele gruda na cabeça!); enquanto ria da pança do Sonic adorava ficar rebatendo o balofo pra lá e pra cá. Assim é o primeiro spin-off da série: um game diferente e que liga a antiga paixão pelos pinballs à (então) idolatria pelo ouriço azul.


NOTA FINAL: 9,0
O PINBALL DE SONIC TINHA TUDO PRA DAR ERRADO, MAS GANHA PONTOS NO QUESITO QUE MAIS IMPORTA: DIVERSÃO!
Plataforma:


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