Final Fantasy (NES)

quinta-feira, 1 de março de 2012 Postado por Tristan.ccm


Gênero: RPG



Fabricante: Squaresoft



Lançamento: 1987



Jogadores: 1 player



Recentemente, falei aqui no blog sobre como um remake pode pegar um jogo que era ruim e deixá-lo maravilhoso. Foi no meme "O que você jogou em 2011", onde falei sobre como Metroid Zero Mission para GBA resgatou para mim um jogo que eu não conseguia jogar de jeito nenhum, no caso o primeiro Metroid do nintendinho. A Nintendo ali refez um clássico do passado usando o que aprendeu ao longo do tempo, corrigindo os erros que, obviamente, toda primeira versão sempre possui.

Pois bem: o primeiro game da série Final Fantasy recebeu da Square o mesmo tratamento. Conheci esse jogo no remake para GBA, intitulado Dawn of Souls (que engloba os dois primeiros jogos). Assim como no caso de Zero Mission, zerei com gosto a versão mais moderna e isso me levou a tomar coragem e encarar a versão original do NES. E foi aí que eu vi que o trabalho da Square teve com esse remake foi bem maior do que o da Nintendo com a estréia de Samus Aran.

O enredo do jogo é bem simples: o mundo está caindo num caos total, pois as quatro orbes elementais (fogo, água, terra e ar) perderam sua energia. Uma profecia antiga falava que isso ocorreria, mas que quatro guerreiros apareceriam para resgatar o poder das orbes, e é exatamente o que ocorre: no comando dos chamados Guerreiros da Luz, o jogador deve derrotar os quatro demônios que sugam os poderes das orbes, bem como o perverso Garland, que os invocou.

Uma coisa que estreou nesse jogo e foi aproveitada em algumas sequências são as classes de guerreiros, que podem ser escolhidas logo no início pelo jogador. E é aí que os problemas começam, pois das classes iniciais a única que permite infligir dano aos inimigos logo no início é o Fighter (Warrior, nos remakes). Os Mages (White, Black e Red) só terão utilidade depois que você comprar alguma magia pra eles. Isso mesmo, comprar! As magias aqui são vendidas em lojas, e não são nada baratas! O guerreiro Black Belt até que pode ser útil, mas o pior de todos é o Thief: ladrões são muito úteis em RPGs, pois são ótimos em roubar itens dos inimigos, certo? E que tal um ladrão que NÃO SABE ROUBAR!? Exatamente, ladrões nesse jogo não roubam nada, e ainda por cima são péssimos na hora de atacar!

Esse sistema de classes completamente desbalanceado torna a aventura muito difícil, mas o calcanhar de Aquiles do jogo sem dúvida é seu sistema de batalha e evolução. Em todo RPG, quando você manda alguém atacar um inimigo e alguém mata ele antes, automaticamente o personagem passa a atacar o inimigo mais próximo, mas aqui se você mandar dois guerreiros atacarem o mesmo cara e o primeiro matá-lo, o segundo ataca o vazio! Some isso ao fato de cada inimigo dar um mísero ponto de experiência cada um e até mesmo o ato de "fazer grinding" se torna uma verdadeira tortura.

Bem, como eu disse antes, joguei a versão original de NES depois de ter jogado o remake para GBA, onde não tinha nada disso do que reclamei até agora. E talvez esse tenha sido o meu erro, pois quem comprou o jogo na época não tinha esses parâmetros de comparação. Talvez os jogadores mais antigos se adaptassem melhor a esse sistema de jogo. Mesmo assim, o fato de praticamente todos os jogos seguintes da série terem recebido as mesmas melhorias que o próprio jogo recebeu em suas versões mais atuais prova que esse sistema de RPG não funciona. Se a série não tivesse mudado, talvez esse jogo tivesse sido mesmo a "fantasia final" da Square.

NOTA FINAL: 5,5
O PRIMEIRO FINAL FANTASY MOSTROU À SQUARE O QUE ELA DEVERIA EVITAR SE QUISESSE EMPLACAR A SÉRIE. SORTE QUE ELES APRENDERAM A LIÇÃO!
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