The Legend of Zelda: Ocarina of Time (N64)

quinta-feira, 19 de junho de 2008 Postado por Tristan.ccm

Gênero: RPG
 


Fabricante: Nintendo


Lançamento: 1998


Jogadores: 1 player




Todo grande artista tem sua obra-prima. Michelangelo fez a Capela Sistina, Da Vinci fez a Mona Lisa, Renato Russo fez Faroeste Caboclo,... Enfim, todos os grandes artistas alcançam um momento onde sua criação se aproxima do que chamamos "perfeição". Se considerarmos Shigueru Miyamoto um artista dos games (e quem disse que ele não é?), talvez sua obra prima seja esse game, o quinto lançado na série Zelda.

A série deu seus primeiros passos no Nintendinho, com um game que fez história: Legend of Zelda (NES). A continuação, ainda no NES, desagradou os fãs, fazendo com que o game voltasse às origens no Super Nintendo. Depois disso, apenas um game para Game Boy (a única da série lançada no antigo GB monocromático) e mais nada. Com o advento do N64, os fãs esfregaram as mãos: se nos consoles cheios de limitações em que surgiu o game era imperdível, imagine na plataforma mais potente do pedaço (para a época)! E eles não perderam por esperar!

Pela segunda vez a série mudava a mecânica do jogo, mas ao contrário do visual plataforma de Zelda 2 foi uma mudança para a melhor, pois a câmera colocada atrás de Link (visualização que havia estreado em Super Mario 64, que por sinal emprestava sua engine ao game) casou bem com o controle do N64. A maior quantidade de botões também otimizava o inventário, pois permitia carregar três equipamentos além da espada e o escudo, o que corrigia o único defeito que os antigos tinham: ficar pausando toda hora para trocar de equipamento. Assim como nosso herói, a terra de Hyrule também foi melhorada, com um visual simplesmente cinematográfico e gráficos que não ficam devendo aos mais modernos consoles da atualidade.

A história do jogo era uma espécie de "volta às origens": à beira da sagrada Árvore Deku vivem os Kokiris, povo de eternas crianças, cada uma com uma fada guardiã. Porém, um deles, Link, não tinha fada. Um dia, ele é procurado por uma fada chamada Navi, que o chama para a Árvore Deku para que ele ajude a quebrar a maldição que a está matando. Ele quebra a maldição, mas não consegue salvá-la. Antes de morrer, a Árvore Deku revela ao jovem que o culpado daquilo é Ganondorf, o Rei dos Gerudos, que está em busca da Triforce, artefato criado pelas deusas durante a criação de Hyrule e que dará a seu possuidor o poder ilimitado. Juntos, Link e Navi devem viajar por Hyrule para tentar encontrar a Triforce antes de Ganondorf.

O jogo é praticamente perfeito, pois o controle de Link é fácil e intuitivo. Navi, apesar de às vezes torrar o saco é bem útil, pois serve de "mira travável" contra a maioria dos inimigos. Todos os itens são bem úteis, até aqueles que parecem ser bobos. E ainda tem a Ocarina, o instrumento musical que dá nome ao jogo e tem poderes muito úteis em várias situações: com ela, você se teleporta para a entrada dos templos, faz o dia virar noite, entre outras coisas. Dá até mesmo pra fazer chover! Os inimigos também não decepcionam, como é padrão na série você vai usar mais tática do que força se quiser vencê-los.

Todo mundo que, como eu, sabe que os games são muito mais do que um brinquedinho de desocupados, devia jogar Zelda Ocarina of Time pelo menos uma vez na vida. Alguns games, como esse, são quase que um filme, com a diferença de que você é o ator principal. Se em algum momento os games alcançaram a perfeição, esse momento foi quando o primeiro cartucho de Zelda Ocarina of Time saiu da fábrica. Na humilde opinião desse blogueiro, é o melhor game de todos os tempos. Uma verdadeira obra prima.


NOTA FINAL: 10
ESSE É UM DAQUELES JOGOS QUE DÁ VONTADE DE ESFREGAR NA CARA DE QUEM DIZ QUE VIDEOGAME É COISA DE CRIANÇA. MESMO QUE VOCÊ ODEIE GAMES, DUVIDO QUE ESSE JOGO IRÁ TE DEIXAR INDIFERENTE.


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