Heretic (PC)

sábado, 12 de novembro de 2022 Postado por P.A.

 
Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: Raven Software


Lançamento: 1994


Jogadores: 1 player





Quando Wolfenstein 3D e principalmente Doom, explodiram nos anos 90 era natural que muitos jogos derivados surgiriam pra aproveitar o hype. A maioria acabou sendo apenas meras cópias baratas, mas Heretic não. O jogo é sim muito inspirado em Doom, inclusive pega muitos conceitos como as fases que precisam de chaves pra abrir portas e até a similaridade na questão das armas serem equivalentes as armas de Doom; mas Heretic possui vida própria e não se limitou apenas em ser o primo pobre de Doom, ele ousou ser uma alternativa diferente para os jogadores que queriam uma experiência nova no gênero de tiro em primeira pessoa. Fabricado pela Raven e distribuído pela iD Software (desenvolvera de Wolf 3D e Doom), o jogo usava a mesma engine de Doom e não apenas isso, mas seu desenvolvimento contou com a contribuição de ninguém mais do que Johnn Carmack e John Romero, criadores de Doom! 
 
Assim como Doom, Heretic  também mostrava um mapa entre as fases!

Deixando de lado a temática espacial do marine que usa armas mundanas para acabar com hordas de demônios, em Heretic a temática é medieval com nosso herói elfo usando armas mágicas para derrotar as criaturas dos mais variados tipos.
Infelizmente o jogo não explica inicialmente qual a história do mesmo. O jogador simplesmente é jogado na primeira fase sem nenhuma explicação. A história só está presente no manual e vai sendo contada em textos após a conclusão de cada capítulo.
Havia uma raça de elfos anciões chamada Sidhe, eles detinham o controle dos Tomos do Poder (livros com capa preta que também são itens usáveis no jogo). Os livros continham a profecia do Armagedom: "Os três vêm das selvas orientais e eles terão domínio sobre todos os que neles crerem. Aquele que tem ouvidos, ouça que os filhos dos Sidhe serão levados diante deles e no dia em que os filhos dos Sidhe não existirem mais, a Terra será perdida para sempre no Abismo."
Eis que o dia da profecia finalmente chegou e os três Cavaleiros conhecidos como os Serpent Riders chegaram, eram eles: D'Sparil, Korax  e Eidolon. 
Eles usaram magias poderosas para dominar os Sete Reinos de Parthoris (mundo de Heretic) corrompendo seus reis e dominando seus exércitos
. Porém os elfos, seres poderosos e imunes ao feitiço dos cavaleiros e sabendo da profecia, não sucumbiram aos cavaleiros e por isso foram considerados Hereges (daí o nome do jogo caso você não tenha notado). 
Depois de controlar as grandes nações, dois dos Cavaleiros deixaram esse mundo. Apenas D'Sparil, o mais fraco deles, permaneceu em Parthoris enquanto seus outros dois irmãos foram em busca de dominar outros mundos.
Uma guerra entre os reinados e os elfos aconteceu e os poucos elfos que sobraram tiveram que fugir e se esconder. Exceto um elfo corajoso, o personagem que nós controlamos. Sozinho ele parte em busca de vingança contra D'Sparil e seu exército de criaturas bizarras jurando que vai derrotar o Serpent Rider e vingar seu povo.

Como outros jogos da época, Heretic inicialmente foi lançado como uma versão shareware: o jogador tinha acesso ao primeiro capítulo inteiro. Caso gostasse do jogo, deveria fazer um registro e comprar a cópia completa do jogo que viria por correio contendo os outros dois capítulos. Anos depois foi lançado uma versão em mídia física vendida em lojas de varejo intitulada de Heretic: Shadow of the Serpent Riders, que continha dois capítulos extras, novos mapas multiplayer e três novas armas.

Como dito anteriormente, Heretic é uma aventura de magias e monstros num mundo medieval. Então o arsenal de armas do nosso personagem será bem variado contendo oito armas, sendo as duas primeiras as únicas que não precisam de munição:  
Staff - um bastão de madeira (o mais inútil);
Gauntlets - luvas que dão choque nos inimigos;
Elvenwad - a arma básica de magia,é similar a pistola em Doom. Um cajado que dispara tiros fracos;
Crossbow - uma besta com tiro e poder similar a shotgun, e provavelmente a arma mais "confiável" e que você usará por mais tempo;
Dragon's Claw - uma luva mágica similar a uma metralhadora leve, não causa muito dano mas é ideal pra metralhar vários inimigos num corredor;
Hellstaff - arma mágica similar a arma de plasma de Doom, causa mais dano e atira mais rápido que a Dragon's Claw. É a segunda arma mais usável do jogo;
Phoenix Rod - um cajado dispara bolas explosivas e poderosas, similar a uma bazuca. Mas seus tiros podem causar dano no próprio jogador se o inimigo atingido estiver próximo;
Firemace - apesar da aparência de  maça de ferro, não é de combate corpo-a-corpo. Lança pequenas bolas na direção dos inimigos. 
 
Heretic usou a mesma engine de Doom, portanto é natural que ele se assemelhe graficamente. Porém em Heretic o jogo é um pouco mais colorido - exceto algumas partes que são escuras propositalmente pra que você use a tocha, só pra lembrar que ela está lá no seu inventário. Os inimigos são grandes  e detalhados, mas quando você se aproxima bastante, eles ficam bem serrilhados; o que poderia não ser um problema pra época mas que não envelheceu bem. O legal é que cada inimigo tem um pequena animação de morte; os Golems por exemplo, explodem e sai um pequeno fantasminha do corpo. 

A trilha sonora é boa e dita o ritmo de ação do jogo, apesar de tão ser tão memorável como as músicas de Doom. Os efeitos sonoros das armas são razoáveis, eu particularmente não gosto do som dos tiros da Dragon's Claw; os demais são aceitáveis. O destaque mesmo fica pros efeitos sonoros dos inimigos e pros sons que ficam ecoando pelos cenários, com barulhos e grunhidos que criam uma atmosfera sombria dando um ar de tensão o tempo todo.

Em Heretic podemos coletar munição e diversos itens pelo cenário; alguns inimigos quando mortos também deixam munição pras suas armas. Assim como em Doom, o jogador precisa coletar chaves (amarela, verde e azul) para abrir as portas das respectivas cores. Existem inúmeras passagens secretas e botões pra serem acionados que vão abrir portas, o único problema é que quando você aperta um botão só ouve um barulho de engrenagem mas não sabe exatamente o que e onde abriu, por isso terá que voltar e explorar pra ver o que mudou no cenário.

Uma das coisas mais legais que Heretic trouxe foi um inventário, com itens que são coletados pelas fases e podem ser usados quando o jogador decidir; diferentemente de outros jogos que os itens eram usados automaticamente quando o jogador passava por cima. Entre os itens temos o Quartz Flask que recupera 25% da saúde do jogador, uma tocha pra iluminar lugares mais escuros, um anel de invencibilidade que deixa a tela toda dourada complicando bastante a visão do jogador, o já citado Tome of Power que potencializa todas suas armas dando a elas tiros especiais por alguns segundos; um ovo que transforma os inimigos em galinhas e muitos outros itens. Você pode coletar vários do mesmo item pelos cenários e deixar no seu inventário, mas estranhamente quando você passa de fase os itens que tem várias unidades são praticamente zerados deixando apenas uma única unidade. Portanto não economize durante as fases, pode gastar a vontade já que só vai levar um de cada quando passar pro próximo nível!
Todas as informações como a vida do personagem, a quantia de munição da arma em punho, o item selecionado e as chaves que você tem aparecem no HUB  na parte de baixo da tela. Diferentemente de Doom e Wolf 3D, o rosto do nosso personagem não está ali na barra; o jogo inclusive sequer cita o nome do personagem em momento algum, nem no manual. O que acaba deixando o herói sem carisma nenhum.

Os comandos de Heretic são simples, mas eu nunca entendi as teclas escolhidas pra selecionar os itens. As setas movem o personagem, o botão CTRL atira, o SHIFT corre, o ALT faz o personagem andar lateralmente (útil pra desviar dos projéteis inimigos), o TAB abre o mapa, o ENTER usa o item que estiver selecionado e a barra de espaço é o botão de ação que abre portas e ativa botões. Até aqui tudo ótimo, o problema ficou mesmo pros botões que servem pra escolher os itens no menu: as duas teclas ao lado do P no seu teclado, um vai pra esquerda e o outro pra direita na barra de itens que aparece na tela. São dois botões longe dos demais o que dificulta sua vida, principalmente se você estiver desesperado fugindo de inimigos e desviando dos tiros deles e precisar selecionar uma poção pra recuperar sua vida. E as configurações do jogo não permitem mudar os botões. Fica a dica, apertando o botão PAUSE do teclado  o jogo obviamente pausa, mas é possível escolher os itens enquanto a tela estiver pausada, então esse é o melhor jeito de escolher o item do inventário antes de voltar pro tiroteio frenético. Existe um segundo jeito também, segurando o SHIFT e apertando o ENTER ele não usa o item, mas vai mudando pro próximo item cada vez que apertar o ENTER.
 
Cada inimigo têm diferentes animações pras mortes!
 
Uma coisa que era destacada até pela capa do jogo era o fato que agora você poderia olhar pra cima e pra baixo, diferentemente de Doom. Porém isso não serve pra absolutamente nada no jogo, já que os tiros vão automaticamente na direção do inimigo, independentemente se ele estiver acima ou abaixo de você, desde que ele esteja na sua linha de tiro. E as teclas aqui também estão em posições bem ruins, o PAGE DOWN olha pra cima (pois é!), o DELETE olha pra baixo e o END centraliza a visão. Existe um item que faz nosso personagem voar por alguns segundos e os botões de voo também são ruins: PAGE UP sobe e o INSERT desce. A escolha das teclas foi muito infeliz por parte dos desenvolvedores.

Você pode escolher a dificuldade do jogo, mas no geral a IA é bem trabalhada e em alguns momentos se torna um pouco difícil. Os inimigos  atacam em bandos e sempre que podem tentam te cercar e muitas vezes eles conseguem, principalmente quando você não está esperando e abrem-se passagens secretas ao seu redor cheias de monstros! Tirando D'Sparril que é um pouquinho mais chato de matar, pois ele fica se teletransportando, as lutas com os chefes acabam não sendo tão difíceis, pois quando você vai enfrentá-los vai estar com um arsenal de armas e itens que acaba tornando o trabalho mais fácil do que durante a jornada até eles.

 

NOTA FINAL: 7,5 

HERETIC NÃO TINHA VERGONHA DE SER BASEADO EM DOOM EM VÁRIOS ASPECTOS, POIS MESMO COM AS SEMELHANÇAS ELE CONSEGUE SE DESTACAR, PRINCIPALMENTE COM A IDEIA DO INVENTÁRIO QUE SEM DÚVIDAS ENGRANDECE SUA GAMEPLAY!

Plataforma:


Mega Man (NES)

sexta-feira, 15 de julho de 2022 Postado por P.A.



Gênero: Ação / Plataforma


Fabricante: Capcom


Lançamento: 1987


Jogadores: 1 player


Se a gente for analisar um jogo pela capa, Mega Man nunca deveria ser jogado por ninguém! Afinal os caras que criaram a capa do jogo, mal sabiam quem diabos era o robozinho azul! Mas não estou aqui pra falar da capa e sim do jogo em si... O primeiro jogo que deu início a uma série de sucesso!

A história de Mega Man se passa no ano de 200X onde o cientista Dr Light criou Rock (conhecido no ocidente como Mega Man) e sua irmã Roll, para que fossem seus ajudantes no laboratório. Com o sucesso dos dois irmãos, Dr. Light em parceria com seu colega faculdade Dr. Wily, criam mais seis robôs que fariam os mais variados serviços para ajudar os humanos em suas tarefas cotidianas! Enquanto Dr. Light ficava famoso e levava muitos créditos por suas criações, Dr. Wily ficou com inveja de não ter o reconhecimento e sucesso que seu colega e resolveu roubar os seis robôs e reprogramou-os para que fossem do mal! Ele não quis roubar Rock e Roll, pois achava que dois ajudantes de laboratório não seriam úteis em combate e não ajudariam nos seus planos malignos. Então, sem ter outra alternativa, Dr. Light reprogramou Rock Man para que ele deixasse de ser apenas um ajudante em tarefas básicas e pudesse ter habilidades de combate para lutar contra esses robôs.

Tela de seleção de fases

Assim que começamos o jogo, podemos notar uma novidade em jogos pra época: o game nos dá a oportunidade de escolher livremente o caminho por qual seguir, sem uma ordem obrigatória. Cada um pode jogar na ordem que quiser e derrotar os robôs que bem entender primeiro. Sem falar que o jogo apresenta ainda a habilidade de obter os poderes dos robôs inimigos! Porém, o jogo apresenta um conceito baseado em "pedra, papel e tesoura", onde cada poder tem vantagem contra o outro. O que pode tornar sua missão mais fácil se você souber qual é a sequência correta pra enfrentar os Robot Masters e usar os poderes que for absorvendo.

Os controles são simples: com o botão B você atira e com A você pula. Apertando START você abre o menu de seleção de armas onde pode variar entre as habilidades que roubou dos chefes. 

Uma coisa que me incomoda no jogo é que a gente não consegue sair de uma fase após entrar nela. Quando entrar numa fase você só tem duas alternativas: ou passa por ela e derrota seu o chefe ou perde todas as vidas e dá game over. Você pode revisitar uma fase já concluída, mas ao entrar nela de novo você vai ter que passar por ela mais uma vez.

Outro ponto que me incomoda - não apenas nesse primeiro jogo como na série toda - é o fato de você lutar contra todos os chefes pra poder chegar na fortaleza do Dr Wily. Ao chegar lá você encontrará alguns sub-chefes e além deles terá que enfrentar todos os Robot Masters novamente. Sinceramente acho isso uma besteira; nós já derrotamos todos eles antes não vejo necessidade além de querer alongar o tempo do jogo com personagens repetidos!

Uma das características mais marcantes não só desse jogo, como de toda série Mega Man é a sua dificuldade elevada. E esse primeiro jogo talvez seja o mais difícil, pois no futuro o robozinho ia ganhar algumas habilidades importantes pra facilitar sua vida (como o Dash), além do fato de que no primeiro jogo não havia save ou passwords, o que te obriga a zerar numa única jogada. 

Assim como inúmeros jogos da época, em Mega Man surgem inimigos infinitos e isso ajuda a elevar a dificuldade do jogo. Não importa quantos inimigos você mate, eles vão continuar aparecendo! E em alguns momentos é possível notar pequenos slowdowns quando inimigos vão surgindo na tela; coisa que também era característica em alguns jogos da época já que o console não conseguia processar tudo que estava acontecendo na tela ao mesmo tempo!

Graficamente Mega Man cumpre bem seu papel, ainda mais por ser um jogo de 1987. Cada cenário é característico do Robot Master daquele local, dando diversidade ao jogo. Apesar de alguns momentos só ter um fundo todo de uma cor, no geral o jogo consegue ser acima da média pra época. Os sprites também são bem detalhados, principalmente do personagem principal e dos Robot Masters, tornado-os de fácil identificação com suas características. 

O poder do Gustman é o mais inútil do jogo, mas serve pra pegar o Magnet Beam na fase do Elecman

A trilha sonora é muito bem composta, com músicas cativantes e que combinam com a ação do jogo. Nas batalhas contra os chefes as músicas se encaixam perfeitamente e ditam o clima da batalha. Os efeitos sonoros são os clássicos barulhinhos de jogos da época, mas não comprometem e cumprem bem o seu papel.

Algumas curiosidades: o primeiro jogo da série foi o único a apresentar apenas seis robôs como chefes, e não oito como suas sequências. Foi o único também a mostrar um medidor de pontos, que era uma coisa bem normal em jogos da época, apesar de ser bem fútil!


NOTA FINAL: 7,5

A ESTREIA DO ROBOZINHO AZUL NO NINTENDINHO ERA DESAFIADORA PORÉM MUITO DIVERTIDA; ALÉM  DE JÁ DITAR UMA CARTILHA QUE SERIA SEGUIDA PELOS PRÓXIMOS JOGOS DA SÉRIE!

Plataforma:


Top 7 - Temas pós-apocalípticos em jogos

terça-feira, 25 de janeiro de 2022 Postado por P.A.

E o ano de 2022 começa exatamente como o ano de 2021 terminou: com um vírus maldito infectando e matando pessoas ao redor do globo. E enquanto escrevo esse artigo, estou confinado em meu quarto, pois positivei para COVID. 

Obrigado chineses, não basta ganhar a maioria das medalhas nas Olimpíadas e ainda passar em primeiro lugar nos vestibulares, ainda tenham que fuder ainda mais a gente!

Por décadas os videogames tem nos mostrado cada vez mais jogos que ilustram o fim do mundo. E nós adoramos jogar jogos assim... Porém, agora estamos vivendo uma época de pandemia, apesar de ainda longe de ser o fim do mundo como nos jogos. O jogo chamado VIDA não é tão legal assim não é mesmo? 
 
Se você está lendo esse artigo nos dias atuais, certamente você assim como eu, não aguenta mais ouvir falar do COVID. Jornais, sites, televisão, rádio e até conversando com seus amigos o assunto não é diferente.
Se você está lendo isso do futuro, meus parabéns! Você sobreviveu ao caos causado por tudo isso. E por alguma milagre eu ainda não abandonei o blog, mesmo postando duas vezes por ano.
 
E não deixa de ser bizarro pensar em tudo que está acontecendo. Quando em nossas vidas pensamos que passaríamos por algo desse tipo? Milhares de pessoas contaminadas, pessoas reclusas em suas casas, cidades enormes com ruas completamente vazias, lojas fechadas, pessoas tendo que usar máscara pra ir pra qualquer lugar...
Com certeza estamos acostumados a ver isso em filmes e em jogos de videogame, mas sentir tudo isso na pela é realmente assustador.

E aproveitando este momento, comecei a pensar em jogos com temática do fim do mundo. Não que eu ache que o Coronavírus vai acabar com o mundo, mas o cenário caótico que ele nos deixou (principalmente no início da pandemia em 2020) é bem similar ao de um pré-apocalipse.
 
Entendam, a lista é sobre o FATOR que causou o fim do mundo e não os melhores jogos pós-apocalípticos. Esse é um assunto pra outro dia!
Então vamos a nossa lista com os sete temas mais comuns que causaram o apocalipse nos jogos!


7 - Apocalipse
Jogos que usam esta temática:
Darksider
 

Ok, esse não é tão comum assim. Afinal eu só me lembro dele na série Darksiders!
Mas o que pode ser mais apocalíptico que o próprio fucking APOCALIPSE? Pois é...
No jogo controlamos Guerra, um dos quatro cavaleiros do apocalipse que foi enviado à Terra para tentar trazer equilíbrio para o universo causado pela guerra entre céu e inferno. Batalha essa de forças tão superiores que durou mais de cem anos e devastou a Terrra, deixando o planeta na completa ruína!
 
 
 
6 - Máquinas
Jogos que usam esta temática: Horizon Zero Dawn
 

Horizon mostra um futuro pós-apocalíptico onde as máquinas criaram consciência própria e começaram a se multiplicar ao ponto de extinguir a humanidade. No século XXI, uma empresa de tecnologia chamada FARO (que não era do Rodrigo), estava criando robôs de combate. Porém devido a uma falha de programação os robôs ficaram hostis e começaram a consumir biomassa como combustível e se multiplicar desenfreadamente, o que culminou na quase extinção total da raça humana.


5 - Invasão demoníaca
Jogos que usam esta temática: Doom 2: Hell on Earth


Depois dos eventos do primeiro jogo; nosso herói Doom Guy acreditava que tudo tinha acabado, mas ao chegar na Terra descobre que os demônios conseguiram invadir nosso planeta e o dizimaram quase por completo além de matar milhões de pessoas. Agora nosso herói tem que lutar para evitar que os demônios consigam  destruir a raça humana e o nosso planeta inteiro; ou na pior das hipóteses; enviar os sobreviventes pro espaço em grandes naves pra evitar a extinção da raça humana.


4 - Invasão alienígena
Jogos que usam esta temática: Resistance; Crysis

A franquia Resistance cria uma realidade alternativa, onde alguns eventos-chave do século XX não ocorreram da maneira como os livros de história nos contam. A Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial e o aparecimento dos nazistas na Alemanha não aconteceram, e isso criou uma configuração mundial bem diferente. Configuração essa que é colocada em xeque quando, em 1908, um asteroide cai na Rússia, carregando um misterioso vírus alienígena, chamado de Chimera, que infecta humanos e os transforma em supersoldados que passam a lutar em nome da “civilização” alienígena. Em 1951, a Europa já está praticamente devastada pelo ataque alien e o mundo a beira da dominação.

 

O primeiro Crysis se passa no ano de 2020  (eita!), onde um grupo de arqueólogos estava pesquisando possíveis evidências de que existiam traços de uma civilização alienígena em uma ilha norte coreana. Porém é óbvio que a coisa  sai do controle e um grupo de soldados é mandado pra resgatar os cientistas. No final, os heróis pensam ter destruído os alienígenas em uma grande explosão, porém eles só ficaram mais fortes e agora querem expandir seu domínio pra outros locais colocando todo o planeta em risco.


3 - Desastres ambientais 
Jogos que usam esta temática: Cadillacs & Dinossaurs; Rage; Disaster Report

Desde que me conheço por gente escuto falar que os humanos ainda vão acabar com o planeta; rios secando, florestas sendo desmatadas e calotas polares derretendo mais rápido que o normal vão acabar levando nosso mundo à ruína. 
No clássico Cadillacs & Dinossaurs, após inúmeros desastres naturais causados pela poluição, a humanidade entra em colapso e os sobreviventes são obrigados a viver por séculos em cidades subterrâneas. Ao voltar para a superfície, no ano de 2513, os humanos descobrem que a Terra foi repovoada por dinossauros, que a princípio eram dóceis e conviviam de forma pacífica com os humanos, até que começaram a sofrer ataques de uma gangue chamada Black Marketers. Isso fez com que os dinossauros se tornassem hostis com os humanos e começassem a atacar povoados. E agora você e seus amigos tem que sair por aí dando porrada em caras maus e até esmurrar um  dinossauro bem no meio da cara se for preciso. 

Em Rage a premissa é que um meteoro atingiu a Terra e dizimou todo o planeta. Para  evitar a extinção completa os humanos criaram as Arcas: abrigos subterrâneos espalhados pelo mundo que manteriam algumas pessoas escolhidas em estado criogênico e que seriam abertas depois de algum período de tempo para que essas pessoas repovoassem o planeta. Mesmo assim, ainda teve muitas pessoas que estavam fora da arca que conseguirem ter a sorte de sobreviver ao meteoro. O problema agora era sobreviver ao caos e violência que restaram no planeta sem leis.

A série Disaster Report, nasceu no PlayStation 2 e segue viva até hoje, apesar de ser mais conhecida no Japão. O jogo funciona como uma espécie de simulador de sobrevivência, onde nós controlamos pessoas comuns que tem que sobreviver à terríveis acidentes naturais. A série já abordou temas como tsunamis, terremotos, tornados, maremotos, enchentes e incêndios...


2 - Guerras 
Jogos que usam esta temática: Fallout; Metro; This War of Mine

Fallout é um jogo pós-apocalíptico que se passa no ano de 2077, onde a escassez de petróleo e tensões políticas entre EUA e China acabam provocando uma guerra nuclear. O governo dos EUA, como precaução, construiu vários abrigos nucleares chamados Vaults e mandou para esses abrigos cidadãos americanos que foram escolhidos por sua condição de saúde pensando numa possível repovoação no futuro após os eventos catastróficos da guerra.

Depois de uma grande guerra nuclear, o planeta ficou completamente devastado e inabitável na superfície, por conter níveis elevados de radiação que impedem que a população sobreviva por muito tempo respirando o ar contaminado. Essa é a premissa de METRO 2033! O jogo leva esse nome devido aos sobreviventes que se refugiaram nos metrôs da cidade e tentam sobreviver com a escassez de recursos e enfrentando os terríveis mutantes que nasceram com a radiação das bombas.

Nos mundo dos jogos estamos acostumados  sempre a jogos de guerra com muitos tiros, explosões e mortes pra todo lado; com nossos personagens travado batalhas heroicas contra seus oponentes. Porém, em This War of Mine, a temática é bem mais realista e triste. No jogo entramos na pele de civis que precisam juntar recursos e concluir tarefas básicas para simplesmente tentar prolongar suas vidas num cenário caótico e destruído pela guerra.


1 - Zumbis
Jogos que usam esta temática: Resident Evil, The Last of Us, Left 4 Dead

A história da série Resident Evil começa com um acidente biológico numa mansão ao redor de Raccon City, onde uma empresa chamada Umbrella fazia experimentos científicos e é claro que um dia uma grande merda aconteceu e um vírus acabou se espalhando e contaminando quase todos que trabalhavam lá. Equipes especiais da polícia local são enviadas para investigar e a operação não acaba nada bem. Em pouco tempo a infecção se espalhou pela cidade e logo o vírus sofreria mutações e se espalharia pelo mundo contaminando milhões de pessoas.

Em The Last of  Us, o mundo foi devastado por uma cepa mutada do fungo Cordyceps - o bizarro é que o cordyceps existe realmente. Milhões de pessoas são infectadas e se transformam em uma espécie de zumbis agressivos ao serem mordidas por outros infectados ou por inalar esporos dos fungos contaminados. Os poucos humanos sobreviventes tentam procurar um local seguro ao mesmo tempo em que buscam por uma possível cura estudando possíveis pessoas que se mostraram imunes ao fungo, mesmo após levar uma mordida de um infectado.

A história de Left 4 Dead nos mostra um mundo destruído por um vírus altamente transmissível que destrói todas as funções cerebrais das pessoas infectadas tornando elas zumbis altamente  agressivos. Pior que isso, em determinadas pessoas o vírus sofre mutações e os transforma em monstros ainda mais perigosos. No meio de toda essa bagunça quatro pessoas aparentemente imunes se unem para tentar encontrar um local que seja seguro e não esteja infestado de hordas de zumbis famintos.



Medal of Honor (Playstation)

sábado, 28 de março de 2020 Postado por P.A.


Gênero: Tiro em primeira pessoa


Fabricante: DreamWorks Interactive


Lançamento: 1999


Jogadores: 1-2 players versus





Medal of Honor foi lançado em 1999 pela DreamWorks Interactive (atual DICE Los Angeles) que era dirigida por ninguém menos que Steven Spielberg. Ao ver seu filho jogando Goldeneye no N64 ele decidiu que queria lançar no mercado um jogo de tiro em primeira pessoa ambientando na II Guerra Mundial.
Na época Spilberg havia trabalhado na produção do filme "O resgate do soldado Ryan" e a ambientação da segunda guerra lhe agradava muito. Apesar das semelhanças o jogo não é baseado no filme, como muita gente afirmava.

MoH é ambientado nos eventos finais da II Guerra Mundial; você começa um dia antes ao famoso Dia-D.
No jogo entramos na pele do tenente Jimmy Patterson, agente da OSS (Office of Strategic Services), uma espécie de CIA da época. Você é um exército de um homem só; e sozinho vai ser incumbido de variadas missões como: roubar documentos importantes, plantar explosivos em determinados locais, eliminar soldados da Gestapo, buscar informações sobre armamentos dos inimigos como o gás mostarda, sabotar a bomba atômica, e muito mais.  Tudo isso matando todos os alemães que encontrar pelo caminho!
Todas as missões são neste formato: invadir um local, cumprir os objetivos e dar o fora!
A história é contada através de vídeos reais da segunda guerra, que apresentam co-relação com suas missões durante as fases, apesar do nosso personagem ser fictício.Um biefring de cada missão em um pequeno vídeo com imagens reais da guerra e um biefring em texto antes de cada fase te dará informações importantes sobre o que você precisa fazer.


Os controles me deixaram um pouco desconfortável no começo; fazia muito tempo que havia jogado e não lembrava muito bem que era dessa forma e acho que o fato de jogar os FPS atuais com jogabilidade mais ágil me deixou mal acostumado. De qualquer forma, não foi preciso muito tempo pra me acostumar, apesar de continuar achando que a jogabilidade da época - que até poderia ser muito boa naquela momento - acabou envelhecendo mal. O controle do Playstation tem tantos botões quanto os controles atuais, e inclusive passou a ter analógicos na versão do PSone. Mesmo assim o sistema de mira 'atrasa' o gameplay, já que você precisa segurar o R2 pra surgir a mira na tela e então usar os direcionais ou analógico pra apontar pros inimigos e só então apertar o X para disparar.
Claro que é muito fácil reclamar disso agora que temos jogos com jogabilidade muito mais fluídas e, novamente frisando, na época talvez era o que dava pra fazer e estava ótimo. Mas é nítido que qualquer um que vá jogar novamente um jogo de tiro do passado vai acabar estranhando bastante.
Tentar acertar inimigos sem mirar também é muito difícil, é bem mais fácil se arriscar levar uns tiros mas tentar mirar corretamente do que tentar acertá-los sem mirar.

Ainda sobre o gameplay tem mais dois pontos que me deixaram bastante incomodado.
Na época não havia 'roda de armas' nem qualquer tipo de menu, então um botão servia pra trocar de armas e você tinha que ir passando até chegar na arma que você queria usar. O problema é que como as granadas não possuíam um botão próprio, elas acabavam entrando nessa salada de armas... E em muitos momentos lá estamos nós trocando de armas buscando a melhor arma pra determinados momentos, no calor da batalha, e surge a granada/molotov, atrasando sua vida. E vamos combinar é muito difícil matar algum inimigo na granada; além do que não compensa o tempo perdido até você chegar na granada, jogá-la e mudar pra outra arma você vai ficar vulnerável demais e facilitará a vida do inimigo. Com toda essa dificuldade, eu terminei o jogo praticamente sem tentar me arriscar a usar a granada depois da terceira missão...
O botão triângulo por exemplo serve pra pular. Só que ele é completamente desnecessário; se o pulo não estivesse presente no jogo não faria falta alguma. Por que não colocar o triângulo como o botão único pra lançar a granada?

"Aqui está meu passaporte... Meu nome é Ronaldinho Gaúcho e eu juro que sou paraguaio!"

O segundo - e pior - ponto que me deixou bastante incomodado com o gameplay é a reação do nosso personagem ao levar tiros. Toda vez que levamos um tiro o personagem olha um pouco pra baixo...
É difícil explicar em texto, seria muito melhor numa vídeo análise, mas vamos lá: imagine que sua mira está no centro da tela, como habitual. Cada tiro que você leva, sua mira desce um pouquinho. Agora imagine um inimigo te fuzilando - e isso acontece com muita frequência, principalmente contra inimigos em casamatas com metralhadoras montadas. A cada tiro do fuzilamento seu personagem vai olhar mais e mais pra baixo, até que você só vai estar vendo seus pés. Desnecessário dizer que você praticamente ficará sem reação e morrerá, já que não conseguirá olhar pro inimigo, mesmo o jogo possuindo um botão pra centralizar a mira no meio instantaneamente. Eu entendo eles tentarem fazer o personagem ter uma reação ao levar um tiro, mas fazer ele olhar pra baixo PRA CADA TIRO é ridículo e torna o jogo irritante!

O jogo possuí 7 missões e 24 fases com os mais diversificados objetivos.
Além das fases normais de tiro, uma novidade aqui são as fases de espionagem, onde você tem que apresentar documentos pros guardas pra poder passar por eles e matar generais pra conseguir documentos deles que são de patentes mais altas e lhe garante acesso contra soldados melhores graduados.
Os níveis são quase lineares; existem alguns caminhos laterais ou bifurcações mas no geral o jogo mantém sua linearidade colocando os objetivos em linha reta pra você conclui-los e terminar a fase. Apesar disso, em algumas fases pode ser que você chegue ao final sem ter completado todos os objetivos, seja porque não viu onde está aquele documento que era pra ter pego ou esqueceu de colocar a bomba em um caminhão inimigo.
Apertando START durante o jogo você pode ver seus objetivos na fase. Não termine a fase sem completar todos os objetivos, pois sua missão irá falhar.

Como praticamente todos os jogos dessa geração, os gráficos não envelheceram tão bem. Na minha opinião, essa geração (de transição do 2D pro 3D) é a que pior envelheceu. Até pra época os gráficos já eram quadradões, imagine olhando pra eles agora. Mas no geral os cenários são até que bem feitos e com boa variedade e as armas também tem seus caprichos e são reproduzidas fielmente baseadas nos seus modelos reais.
O time de desenvolvimento teve que ser criativo pra superar as limitações da época. Para não deixar o jogo pesado e ainda aproveitar da melhor maneira a limitada paleta de cores, eles decidiram fazer todas as fases a noite ou em lugares fechados.

As animações de combate são bem diversificadas; eles realmente capricharam aqui. Tiros no capacete fazem ele voar pra longe e deixar a cabeça do inimigo vulnerável; atire nos braços e inimigos vão segurá-los por uns segundos; nas pernas eles ficam numa perna só; até de joelhos esperando o tiro de misericórdia eles podem ficar. Alguns levantam as mãos pra se render, mas logo atacam você. Ratos traiçoeiros!
Os inimigos reagem de formas diferentes as granadas também, às vezes correm, outras tentam chutar elas pra longe e alguns até se sacrificam se jogando em cima da granada pra salvar um companheiro por perto. Mas nada supera o pastor alemão saindo correndo com uma granada na boca!
Os soldados também se escondem nos cantos pra atirar contra você de uma cobertura segura... Isso parece bobagem hoje, já que todos os jogos fazem isso atualmente, mas quantos jogos você se lembra onde os inimigos faziam isso em 1999? Pois é...

A música do jogo é muito bem orquestrada e parece até de um filme; dando o ar correto pro clima de guerra que você vivencia no jogo. Os efeitos sonoros são muito bons também, como os sons característicos de cada arma e até os soldados falando em alemão. Além de sons de tiroteios, alarmes e soldados alemães gritando ecoando pelo lugar te dando a sensação de estar realmente num ambiente hostil como de qualquer guerra.

Infelizmente, alguns bugs estão presentes no jogo. Ás vezes o personagem fica preso em algum canto, e nem sempre você vai conseguir sair sem ter que resetar o console. Teve uma vez que a fase simplesmente não carregou completamente, ficando um cenário todo preto e não tive outra alternativa senão resetar e começar a fase de novo.
Também houve momentos em que eu tomei tiros de inimigos através das paredes!
Mas no geral essas falhas são escassas; mesmo assim são coisas que acabaram passando batido pela equipe de desenvolvimento.

O jogo apresenta uma curva de dificuldade que aumenta bastante ao progredir no jogo; as fases iniciais possuem poucos inimigos e eles vem no máximo em duplas; mas conforme avança no jogo logo vai se deparar com grupos de até quatro inimigos que vem te fuzilando sem piedade (fazendo seu personagem olhar pra baixo e te impedindo de mirar corretamente neles).
As fases com casamatas com certeza lhe farão morrer várias vezes até que você decore o local de todas elas e já chegue atirando contra o inimigo sem dar chance dele fuzilar você!

Menu de Pausa com os objetivos da missão

Ao finalizar cada fase, é mostrado algumas informações entre elas uma classificação de até três estrelas. Matar todos os inimigos e terminar com mais de 75% de vida lhe garante três estrelas. E isso não serve apenas pra massagear seu ego, pois melhores classificações ajudam a liberar personagens jogáveis no multiplayer. Tem até um Velociraptor (obrigado Spilberg!) como selecionável especial!
O Multiplayer é um divertido X1 contra um amigo. Dá pra escolher o personagem, seu armamento e o mapa onde vão se confrontar. Enjoa fácil é claro, mas é divertido e serve com um PLUS do jogo single-player!  

O massacre de Columbine ocorreu pouco tempo antes do lançamento desse jogo e afetou sua finalização. Vendo as inúmeras críticas que jogos de tiro estavam recebendo pelo terrível acontecimento, a equipe desenvolvedora resolveu retirar todo o sangue de Medal of Honor, afim de torná-lo menos violento.


NOTA FINAL: 8,0
A REAÇÃO DO PERSONAGEM AOS TIROS TALVEZ SEJA O PIOR PROBLEMA DO JOGO, MAS NEM ELA CONSEGUE APAGAR O BRILHO E O TOQUE CINEMATOGRÁFICO DE STEVEN SPILBERG AO PRIMEIRO MEDAL OF HONOR!
Plataforma:


Piores capas de jogos! [37]

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 Postado por P.A.

Ninguém esperava por isso, mas nós estamos de volta... E melhor ainda, com mais uma parte da interminável saga das Piores capas de jogos!
Se até a Sandy & Júnior voltaram, por quê nós não voltaríamos também?
A diferença é que aqui não tem ingresso por 500 bolsonaros com open bar de água... Por isso eu continuo pobre e Sandy e Júnior milionários. O mundo é dos espertos!


Amidar - Atari 2600
Amidar é um jogo bem curioso. E enjoativo também; como inúmeros da época.
Você precisa preencher os quadrados da tela, pintando todos eles sem ser atingido por inimigos; uma variação de Pac-Man. Em algumas fases você é um gorila amarelo que foge de nativos com lanças; em outras você é apenas um rolo de pintor fugindo de porcos...
Não sei como os criadores do jogo estabeleceram esse paralelo e criaram essa rivalidade entre porcos e rolos de pintor, só sei que nessa época ninguém se importava com porra nenhuma então passou batido!
Tanto que você pode colocar um gorila e um rolo de pintor como personagens principais, mesmo eles não tendo nada em comum, e está tudo bem. Eram épocas mais simples!
O resultado foi perfeitamente transferido na capa do jogo, que tem um gorila gigante segurando um nativo e um porco, enquanto um pintor flutua ao seu lado!
Qualquer semelhança do gorila e do gordinho de bigode da capa com o Donkey Kong e Jumpan (futuro Mario Bros) não deve ser mera coincidência.


Mega Man Soccer - SNES
O ano é 1994, eis que você está na locadora dando uma olhada em todos aqueles títulos e pensando em qual deles vai alugar pra jogar no fim de semana, quando se depara com uma das maiores bizarrices que você poderia imaginar. Um jogo de futebol... do Mega Man!
FUTEBOL!!!! 
DO MEGA MAN!!!
A Capcom, mercenária como nunca, aproveitou a Copa do Mundo de 94 e pensou: como poderíamos prostituir um dos nossos principais mascotes a fim de ganhar uns trocados a mais e aproveitar o embalo do maior evento de futebol do mundo? O resultado é Mega Man Soccer!
Na capa vemos um Mega Man sem pescoço chutando uma bola flamejante na direção do gol defendido por Fire Man, ou a bola pegou fogo ao se aproximar do Fire Man, não sei ao certo! Até porque não tem sentido o Mega Man fazer a bola pegar fogo... Oras bolas, estou discutindo o sentido de uma capa do jogo de futebol do Mega Man!
O que sabemos com certeza é que o jogo é tão ruim quanto sua capa!


Cliffhanger - Mega Drive
Cliffhanger, conhecido por aqui como "Risco Total", foi um filme bem legal lançado em 1993 estrelado por ninguém menos que Sylvester Stallone. E como inúmeros filmes da época, resolveram transforma-lo em um jogo... E vocês já sabem o resultado da maioria dos jogos baseados em filmes!
Na capa do jogo, pegaram um foto do Stallone pendurado com um cara de nojo, pois já imaginava o que viria a ser o jogo.
"Sério que vocês vão usar uma foto minha pendurado nas pedras, usando esse short de escalada que mal cobre minhas nádegas pra colocar na capa desse jogo bosta que vocês fizeram? A hora que eu descer daqui vocês vão ver só, seus filhos da puta..."


Batman Arkham City - PlayStation3
Batman Arkham City é um dos melhores jogos do morcegão! Que bom que a Rocksteady surgiu pra fazer jogos decentes de um dos melhores heróis dos quadrinhos de todos os tempos...
E a capa do jogo faz questão de mostrar que o jogo é bom mesmo!
"10 out of 10"
"5 out of 5 one of the greatest games ever made period"
"5 out of 5 a must own"
"Game of the Year"
Nada menos que quatro citações de reviews de revistas pra enaltecer o jogo. Além do clássico GAME OF THE YEAR EDITION no topo da capa!
E ainda informações sobre um conteúdo bônus que vem nesta edição.
Com tudo isso, sobrou bem pouco espaço pro título do jogo que ficou exprimido no canto direito...
Quem não está familiarizado com games pensa que o nome do jogo é "10 OUT OF 10", já que é o que está em destaque em letras garrafais no lugar onde deveria ser do título do jogo!
O próprio Batman teve que fazer um esforço danado pra aparecer no meio de tanta informação despejada na capa!
Santa poluição visual Batman...

The Dark Spire - Nintendo DS
E se por um lado a capa do Batman trazia informações demais, aqui não temos informação alguma.
A capa de The Dark Spire é só uma parede preta com tijolos à vista... E é isso, um jogo sobre uma parede preta.
Ou é 8 ou 80 com os criadores de capas de jogos! E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos!


E essa foi mais uma parte das piores capas de jogos.
As outras edições:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12
Parte 13
Parte 14
Parte 15
Parte 16
Parte 17
Parte 18
Parte 19
Parte 20
Parte 21
Parte 22
Parte 23
Parte 24
Parte 25
Parte 26
Parte 27
Parte 28
Parte 29
Parte 30
Parte 31
Parte 32
Parte 33
Parte 34
Parte 35
Parte 36